Ivan de Souza Mendes (Cordeiro, 23 de fevereiro de 1922 Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 2010), general de reserva, último chefe do extinto Serviço Nacional de Informação (SNI).
Nascido em Cordeiro, no Rio de Janeiro em fevereiro de 1922, ingressou na carreira militar aos 18 anos, na Escola Militar do Realengo.
Último ministro-chefe do Serviço Nacional de Informações, o general Ivan teve papel preponderante na transição do regime militar para a volta dos civis ao poder. Ele ocupava o alto Comando do Exército e foi um dos personagens que conteve a tentação do então ministro do Exército, Walter Pires, que pretendia engajar as Forças Armadas na candidatura Paulo Maluf. No governo Sarney, seu papel foi o de esvaziar o outrora temido SNI, promovendo a operação de desmonte da máquina de bisbilhotagem em que se transformara o órgão.
Sua existência foi espartana e austera. Após o golpe militar de 31 de março de 1964, ele foi designado prefeito de Brasília pelo general Castelo Branco, indicado pelos irmãos Geisel (Orlando e Ernesto). Instado a seguir no cargo, renunciou para não prejudicar sua carreira militar. Quando Ernesto Geisel tornou-se ministro-chefe do Gabinete Militar da Presidência, levou-o para ser seu chefe de gabinete da Petrobrás no início da década de 70. Anteriormente, ele já servira no mesmo gabinete, no governo Jânio Quadros.
Promovido a general-de-brigada em 1974, comandou a 8ª Região Militar, em Belém. Ocupou postos de chefia e comando até ser nomeado, em março de 1985, ministro-chefe do SNI pelo então presidente José Sarney. Ficou no posto até o fim do governo e a extinção do órgão, em março de 1990.
Nos últimos anos, ele enfrentara problemas de hidrocefalia e de próstata. O general completaria seu 88º aniversário dia 23 de fevereiro.
(Fonte: Zero Hora ANO 47 19/02/10 Memória Pág; 55)
(Fonte: www.conjur.com.br – General democrata/ Por Márcio Chaer – 18/02/10)
O general integrou o alto escalão militar do governo José Sarney e, com status de ministro, foi o último chefe do SNI, que funcionou durante os 20 anos do regime militar. Souza Mendes completaria 88 anos na próxima terça-feira, dia 23. O general morreu de infecção generalizada.Em 1985, depois de exercer vários comandos e chefias, foi empossado no cargo de ministro-chefe do SNI. O militar passou para a reserva em 1986 no posto de general do Exército, mas permaneceu à frente do órgão até 1990, no fim do governo Sarney, quando o SNI foi extinto.
A história do general Ivan de Souza Mendes é marcada por sua atuação no Serviço Nacional de Informações. Durante sua passagem pelo órgão, ele foi o responsável por uma reforma da estrutura interna do SNI considerada por alguns historiadores como um desmonte da cultura de vigilância até então regente.
Outro episódio que marcou a carreira de Souza Mendes foi sua desavença com o então presidente Fernando Collor, que, no primeiro dia de mandato, dissolveu o SNI. Um dos motivos de tanta pressa, seria uma situação constrangedora ocorrida um ano antes, quando Collor ainda era canditado e o general Souza Mendes, diretor do SNI, se recusou a recebê-lo. O motivo. No dia anterior, Collor tinha feito críticas e acusações contra o então presidente José Sarney.
O presidente do Senado, senador José Sarney, lamentou em nota à imprensa, divulgada na tarde de ontem, a morte do general Ivan de Souza Mendes. O general Ivan, colaborador de meu governo na condição de ministro da Informação, foi um profissional de extrema competência e grande compromisso com seus deveres institucionais. Marcou sua vida pelo serviço prestado ao Exército brasileiro, sempre com o sentimento de dever, trabalho e responsabilidade, disse o presidente do Senado na nota.
Souza Mendes nasceu em Cordeiro, no Rio de Janeiro, em 23 de fevereiro de 1922. Ingressou na carreira militar aos 18 anos na Escola Militar do Realengo, na capital fluminense. Em 1964, integrou o grupo de militares liderados pelo general Humberto de Alencar Castelo Branco, envolvido no movimento para derrubar o presidente João Goulart.
COMANDO Ainda em 1964, o então tenente-coronel foi nomeado interventor na extinta prefeitura de Brasília em substituição a Luís Carlos Vítor Pujol onde permaneceu até maio daquele ano. Ivan de Souza Mendes Serviu em seguida no gabinete militar, então sob o comando do general Ernesto Geisel. Em julho do mesmo ano, foi trabalhar na embaixada do Brasil no Peru. Retornou ao país em 1967, já promovido a coronel.
No governo do marechal Artur da Costa e Silva esteve lotado no gabinete do ministro do Exército, e na gestão do general Emílio Garrastazu Médici trabalhou no gabinete do presidente da Petrobras.
(Fonte: www.pbrasil.wordpress.com – 19/02/2010)
- General integrou o alto escalão militar do governo brasileiro no fim da década de 1980


