Herman Uhde; cantou papéis com nobreza de expressão, dignidade de porte e grande clareza de dicção.
Herman Uhde, barítono alemão.
O Sr. Uhde tem uma presença imponente e também é um ator que sabe como interpretar com sutileza sem perder o sentido da cena.
Possui uma voz de barítono suave e flexível, produzida sem latidos ou arrotos consonantais, e fraseia como um artista.
Ele era muito requisitado internacionalmente e tinha fortes ligações com as óperas de Kiel, Hamburgo e Munique, na Alemanha, e com o Metropolitan Opera de Nova York.
Cantou no Covent Garden, em Londres, no Teatro alla Scala, em Milão, no San Carlo, em Nápoles, e no Festival de Bayreuth.
Seu domínio do repertório moderno o tornou a escolha frequente para novas obras, como “Antígona”, de Carl Orff, que cantou em Salzburgo, na Áustria, e “Fausto”, de Bentzon.
Os críticos afirmaram que foi a sua atuação que salvou “Fausto” do fiasco na sua estreia em Kiel, em 1964.
Herman Uhde morreu de ataque cardíaco no domingo, no palco da Ópera Real Dinamarquesa. Ele tinha 51 anos.
Uhde cantava o papel principal em uma nova ópera, “Fausto 3”, do compositor dinamarquês Niels Viggo Bentzon, quando desmaiou pouco antes do início do segundo ato. O barítono morreu no auge de sua carreira.
(Direitos autorais reseravdos: https://www.nytimes.com/1965/10/15/archives – New York Times/ Arquivos/ Arquivos do The New York Times/ Especial para o The New York Times – COPENHAGUE, Dinamarca, 14 de outubro — 15 de outubro de 1965)

