Gustav Wagner, foi um dos responsáveis pelo processo de execução de milhares de judeus.

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Gustav Wagner (Viena, 18 de julho de 1911 – São Paulo, 3 de outubro de 1980), oficial da SS.

Sargento e subcomandante do Campo de Sobibor, onde ficou conhecido como A Besta de Sobibor, que, fugindo da Alemanha no pós-guerra, chegou ao Brasil, onde morou ilegalmente em São Paulo.

O austríaco Gustav Franz Wagner, sargento das SS, nasceu em 1911.

Adolf Eichmann foi um dos responsáveis pelo processo de execução de milhares de judeus nos campos de concentração em quando do vigorar do regime Nazista na primeira metade do século XX, ao fazer-se hábil pelo transporte destes. Capturado e preso no fim de 1960 no subúrbio de Buenos Aires por uma equipe de agentes secretos israelitas, foi julgado em 1961 por um tribunal especialmente constituído em Israel, no qual estava presente a filósofa Hannah Arendt[1], que em cobertura do julgamento pela revista “The New Yorker”, relatou vários fatores que nos levam a questionamentos acerca da total idoneidade do considerado genocida. Será que Eichmann foi um criminoso convicto ou um simples homem de massa impulsionado pela “onda” totalitarista?

Introdução:

Quando ouvimos falar de criminosos de guerra, a primeira impressão a que somos remetidos costumeiramente nos leva a concebê-los como seres malignos, e despidos de qualquer caráter humanístico e sociável.

É contra a mencionada impressão que o fenômeno da massificação, fator registrado com bastante ênfase nos escritos arendtianos vem atentar, pois por uma atitude impensada e em conformidade com determinados padrões ideológicos presentes no meio, que inúmeros indivíduos deixam de se posicionar criticamente frente às circunstâncias do senso comum (que é o ponto de partida para o pensar crítico, “sentido” que nos adequa ao mundo[2]) nas quais estão inseridos, passando a agir em seguimento à conjuntura que lhes é imposta, perdendo seu acesso ao real, e dando lugar à contínua fantasia, pois segundo Souki: “O senso comum é o que nos dá acesso ao real […] Sem essa garantia o real se esvanece, dá lugar à ficção…”[3]

Talvez este tenha sido o itinerário seguido pelo personagem do presente trabalho: Adolf Eichmann, indivíduo simples, de “altura mediana, magro, meia-idade, quase calvo, dentes tortos e olhos míopes…”[4]; que segundo a acepção arendtiana, tormara-se comum vítima da onda massificante nacional-socialista, através do incalculável mal cometido em sua plena simplicidade:

A percepção arendtiana sobre Eichmann parecia ser a de um homem comum, evidenciada em sua transparente superficialidade e mediocridade, esquerdas à impressionante avaliação do incalculável mal cometido por ele, organizando a deportação de milhões de judeus para os campos de concentração.[5]

Uma breve biografia:

Antes de centrarmo-nos na personalidade e tencionamentos de Eichmann durante sua mundaneidade, é importante que conheçamos alguns de seus traços biográficos, para que tenhamos por mais propensas as devidas reflexões acerca de sua idoneidade, chegadas pela filósofa (apesar de Arendt não ter se considerado filósofa) ocasionadora deste estudo.

Karl Adolf Eichmann, filho de Karl Adolf Eichmann e Maria, nasceu em março de 1906 na cidade de Solingen (às margens do rio Reno), e devido a I Guerra Mundial, foi ainda menino para a Austrália. Era o primogênito, e com dificuldades nos estudos, passou a trabalhar. Desempregado, em 1932 foi convidado por um colega a se filiar ao partido Nazista, e em 1935, por ter lido e estudado obras acerca do Sionismo[6], foi designado para coordenar a Secretaria de assuntos judeus, da qual faria parte até o declive da Alemanha em 1945, ano em que foi preso e levado para campos de interrogatório. Conseguiu a fuga com a ajuda de alguns colegas, e em 1950 refugiou-se na Argentina, país no qual viveu com a família até a captura em 1960 por oficiais israelitas.

Foi julgado num tribunal especialmente constituído em Jerusalém,[7] e enforcado em 31 de maio de 1962, em “Ramleh Prison”,[8] após a sentença revisional dada dois dias antes.

Em seu cargo, Eichmann era o responsável pela realização de tratados de “deportação”[9] de judeus entre 1937 e 1941, até ser incumbido da missão de transporte destes aos campos de concentração, com a deliberação da Solução Final na conferência de Wannsee[10]:

…sempre dependia dele [Eichmann] e de seus homens a quantidade de judeus a transportar de uma determinada área, e era sempre por intermédio de seu departamento que se encaminhava uma carga a seu destino final…[11]

Com a finalidade de propiciar ao leitor uma base de dados a partir da qual poderá aprofundar na busca das oportunas ilações relativas ao tema, teremos por intuito demonstrar algumas das condutas presentes na dicotomia relativa ao comportamento de Eichmann, perquirindo a partir das acepções tidas pela filósofa Hannah Arendt em sua obra “Eichmann em Jerusalém” e demais escritos arremetedores, algumas singulares conclusões, deixando-as porém à primazia da subjetividade pessoal do leitor.

(Fonte: blogoutrosolhos.blogspot.com/2011/03/um-nazista-em-atibaia-sp)
(Fonte: aluzprotegida.blogspot.com/…/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x)

(Fonte: http://www.consciencia.org/hanna-arendt-julgamento-caso-adolf-eichmann)

Ac. Pedro H. S. Pereira (COFIL-UFSJ).
Prof. Ms. José Luiz de Oliveira (doutorando-UFMG).

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