Gonzaguinha, compositor de baladas românticas e canções de protesto teve seus 15 minutos de glória

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Adeus à rapaziada

Gonzaguinha: público fiel

Gonzaguinha, o compositor de baladas românticas e canções de protesto que teve, na virada para os anos 80, seus quinze minutos de glória

Luiz Gonzaga Júnior (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1945 – Francisco Beltrão, Paraná, 29 de abril de 1991), o Gonzaguinha. Cantor e compositor viveu seus quinze minutos de glória na virada dos anos 70 para os 80. Na época, boa parte dos intérpretes da MPB tinha uma música sua no repertório – e essa canção, com frequência, aterrisava nas paradas de sucessos. Quem ligasse o rádio nos idos de 1979 constatava a popularidade de algumas músicas de Gonzaguinha. Explode Coração era sucesso com Maria Bethânia, Feijão Maravilha, tema da novela homônima da Globo, era cantada pelo conjunto Frenéticas. Começaria Tudo Outra Vez fazia parte do repertório do LP de Simone. O tempo passou, o gosto mudou e as avalanches como a do rock nacional e a da lambada varreram as músicas de Gonzaguinha das paradas de sucessos. De lá para cá, com vendagens modestas – seu último LP, Gonzaga, Gonzaguinha, Gonzagão, lançado em 1990, não passou das 5 000 cópias -, o compositor continuou sua carreira fazendo shows pelo Brasil, cantando para um público fiel, cativado, em sua maior parte, à época de Explode Coração.

FIEL A SEU ESTILO – Filho adotivo de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, Gonzaguinha nasceu no Rio de Janeiro e foi criado nas proximidades do Morro do Estácio, reduto do samba. Embora tenha sido influenciado por esses dois gêneros, suas primeiras músicas seguiam a linha do que então se chamava de canção de protesto. O primeiro sucesso do cantor, Comportamento Geral, de 1973, foi abatido em pleno voo pela censura federal quando começava a decolar nas emissoras de rádio. Com o passar dos anos, o compositor foi trocando a tinta da melancolia pela pena da galhofa e por uma insuspeitada veia romântica. Foi a fase de músicas bem-humoradas como Feijão Maravilha e de bolerões no estilo de Começaria Tudo Outra Vez, que levaram Gonzaguinha a um sucesso razoável.

Nos LPs seguintes, Gonzaguinha continuou sendo um compositor fiel a seu estilo – não virou roqueiro, não dançou lambada nem convidou os Ambitious Lovers para produzir seus LPs – e por isso sumiu das rádios. Seu último sucesso foi a música É, tema da novela Vale Tudo, da TV Globo, que foi ao ar em 1988. Nos últimos tempos, morando em Belo Horizonte em companhia de Louise, sua terceira mulher, Gonzaguinha dedicava-se a organizar um museu em homenagme ao pai. Esse caminho tranquilo foi interrompido pela caminhonete que cruzou a frente do Monza Classic que Gonzaguinha conduzia numa rodovia do Paraná, nas proximidades da cidade de Marmeleiro, a 480 quilômetros de Curitiba. O compositor morreu a caminho de um hospital, por secção da medula espinhal e traumatismo craniano. Tinha 45 anos. Gonzaguinha não era mais um compositor capaz de conquistar multidões, mas deixou canções veementes e apaixonadas impressas na alma brasileira. Gonzaguinha faleceu dia 29 de abril de 1991, em Francisco Beltrão.
(Fonte: Veja, 8 de maio de 1991 – Edição n° 1181 – ANO 24 – N° 19 – DATAS – Pág; 90)

29 de abril de 1991 – Morre, em acidente automobilístico, o cantor e compositor Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha.
(Fonte: www.correiodopovo.com.br – ANO 117 – Nº 192 – Cronologia – 29 de Abril de 2012)

Em 29 de abril de 1991 – O cantor e compositor Gonzaguinha, filho de Luiz Gonzaga, morreu aos 45 anos em um acidente automobilístico no Paraná.
(Fonte: http://www.guiadoscuriosos.com.br/fatos_dia – 29 de abril)

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