Gianni Agnelli, presidente da fábrica de automóveis Fiat.

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Agnelli: O ex-playboy que colocou a Fiat no mapa-múndi

Gianni Agnelli (Turim, 12 de março de 1921 – Turin, 24 de janeiro de 2003), presidente da fábrica de automóveis Fiat e um dos mais importantes empresários da Europa. Fundador e presidente honorário da montadora italiana Fiat.

Ele é considerado um dos mais influentes líderes empresariais da Itália no século 20.

O empresário liderou a Fiat na transformação de um pequeno fabricante de carros em um conglomerado industrial e financeiro.

A carreira de Gianni Agnelli espelha todas as transformações pelas quais passou a ex-economia agrária da Itália.

E também resume o tipo de capitalismo – altamente político, bizantino, desconfiado – que a Itália está agora tentando deixar para trás.

Nascido em 12 de março de 1921 em uma combinação de dinheiro e poder (sua mãe foi uma princesa da família Bourbon), Agnelli parecia talhado para a boa vida.

Durante sua juventude, ele agiu de maneira previsível, viajando pelo mundo com o príncipe Rainier, de Mônaco, e cortejando divas de Hollywood como Rita Hayworth e Anita Ekberg.

Crescimento

Ele lutou pela Itália – e pelo fascismo – durante a Segunda Guerra Mundial, mas se manteve longe de qualquer coisa que cheirasse a trabalho.

Foi apenas em 1966, quando Agnelli já tinha mais de 40 anos, que ele foi catapultado ao comando da empresa.

Mesmo sem experiência, ele parecia ter conhecimento de como a Fiat deveria ser administrada.

Ele experimentou novos designs e levou a incrivelmente glamurosa marca Fiat para o mercado internacional.

Ao mesmo tempo, usou o dinheiro da empresa para construir uma holding que incluía jornais, empresas de seguro, de comida e têxteis.

Elas deram lucro, por um tempo.

A família Agnelli, que tem cerca de 150 membros envolvidos nos negócios de alguma maneira, forma uma massa complicada, e seus investimentos são convenientemente impenetráveis.

Diversificação

A principal holding da família tem investimentos tão diversificados quanto os hotéis Club Med, o time de futebol Juventus, os vinhos Chateau Margaux e a companhia telefônica Distacom, em Hong Kong.

O principal negócio da Fiat, a produção de carros, sofrendo de pouco investimento e um mercado interno fraco, parece cada vez mais incongruente.

Agnelli e sua família se retiraram pouco a pouco da Fiat nos últimos anos.

Agora, a fabricante de carros é apenas um investimento com pouco peso no portfolio da holding e os membros da família detêm apenas 30% de suas ações.

Agnelli deixou o controle da empresa em 1990 e se tornou presidente honorário em 1996.

Mas sem conseguir deixar a empresa completamente, ele permaneceu na Fiat tempo suficiente para ver o seu declínio chegar próximo da ruína financeira.

Prejuízos

Atingida por queda nas vendas, a empresa estava acumulando prejuízos, o que motivou pedidos de mudança na sua administração.

O prejuízo total da Fiat em 2002 foi de 1,4 bilhão de euros (cerca de R$ 4,9 bilhões), mais do que o dobro do apresentado no ano anterior.

A família Agnelli, baseada em Turim, tem cerca de 30% da Fiat. Analistas afirmam que a morte do empresário pode provocar uma batalha pelo controle da Fiat dentro do clã.

Em dezembro, a Fiat demitiu mais de cinco mil trabalhadores, provocando manifestações em toda a Itália.

Sua morte ocorre no momento em que a família se reúne para discutir saídas para a pior crise já enfrentada pela empresa.

A reação do mercado foi “boa” para a empresa, cujas ações tiveram valorização de mais de 6%. A expectativa do mercado é que agora o controle da atividade automobilística passe completamente às mãos da General Motors, que já detém 20% das ações da Fiat e possui opção de compra do restante.

Giovanni Agnelli morreu em 24 de janeiro de 2003, aos 81 anos, de câncer de próstata, em Turin na Itália. No dia da morte de Agnelli, a família tinha um encontro marcado para discutir o futuro da Fiat.

(Fonte: http://www.estadao.com.br/arquivo/economia/2003 – CIDADES – GERAL – 24 de janeiro de 2003)
(Fonte: http://revista.webmotors.com.br/mercado – Mercado – 24-01-03)
(Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2003/030124 – NOTÍCIAS/ Por James Arnold, BBC News Online – 24 de janeiro de 2003)

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