Frank Fenner, famoso e respeitado cientista australiano que ajudou a erradicar a varíola.

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Frank Fenner (Ballarat, 21 de dezembro de 1914 – Camberra, 22 de novembro de 2010), famoso e respeitado cientista australiano que ajudou a erradicar a varíola, qupe afirma que a raça humana se extinguirá em 100 anos.

 

Biólogo atribui às “mudanças climáticas” uma próxima extinção da humanidade

Frank Fenner, professor de microbiologia da Australian National University, era um cientista australiano que desempenhou um papel importante na campanha de uma década da Organização Mundial de Saúde para erradicar a varíola e que fez o anúncio oficial, em 1980, de que a doença tinha sido conquistada de uma vez por todas.

O professor Fenner, um virologista e microbiologista que desenvolveu interesse em vírus enquanto fazia pesquisas sobre a malária durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se um herói nacional na Austrália no início da década de 1950, quando ajudou a dirigir um programa para controlar a propagação dos 600 milhões de animais selvagens do país, coelhos, que mordiscavam as pastagens do país.

O cientista prestou bons serviços na erradicação da varíola. Em contradição com seu trabalho para melhorar a existênica da humanidade, ele manifestou o fundo filosófico pessimista e apocalíptico que inspira o ambientalismo catastrofista.

Fenner declarou em entrevista ao diário de Sydney The Australian que “a raça humana extinguir-se-á nos próximos cem anos e o mesmo acontecerá com muitas espécies animais”. Os propósitos ‒ ou despropósitos ‒ de Fenner foram também reproduzidos pelo “Il Corriere della Sera”

Os dois fatores que precipitariam esses assustadoras perspectivas seriam a explosão demográfica e o crescimento do consumo fora de controle. “Por causa deles os homens não conseguirão sobreviver”.

O realejo desta pregação apocalíptica volta sempre ao mesmo ponto de partida jamais demonstrado: “o início de tudo terá sido a mudança climática”, martelou Fenner.

“O Homo sapiens extinguir-se-á provavelmente dentro dos próximos 100 anos e o mesmo irá acontecer com muitos animais. A situação já é irreversível e acho que é tarde demais para remediá-la”, insistiu no seu pessimismo.

“Eu não fico dizendo isso porque ainda há pessoas que estão tentando fazer algo, embora as soluções estejam se adiando. Certamente, desde que a raça humana entrou na era conhecida como Antropoceno sua influência sobre o planeta foi tal que pode ser comparado a uma das glaciações ou ao impacto de um cometa”.

Antropoceno é um termo cunhado em 2000 pelo Prêmio Nobel Paul Crutzen para definir a era geológica atual, na qual as atividades humanas são as principais culpadas da mudança climática.

“Eis por que estou convencido de que teremos o mesmo destino dos habitantes da Ilha de Páscoa. Atualmente, as mudanças climáticas estão ainda numa fase muito precoce, mas já vemos mudanças significativas no clima”.

Fenner, em coerência com o credo anarco-ecologista fez o elogio da vida tribal:

“Os aborígines têm de mostrado que pode se viver 40 ou 50 mil anos sem a ciência, sem a produção de dióxido de carbono (CO2) e sem aquecimento global, mas o mundo civilizado não pôde. Dessa maneira, a raça humana corre o risco de sofrer o mesmo destino de muitas outras espécies que se extinguiram no transcurso dos anos”.

A visão catastrófica e pessimista de Fenner não parece, entretanto, encontrar grande ressonância entre seus próprios colegas. Porém, fazendo essas afirmações aloucadas abre espaço para que seu correligionários possam apresentar propostas que passem como “moderadas” diante da opinião pública.

Fenner faleceu em Canberra. Ele tinha 95 anos.

(Fonte: http://www.dihitt.com/n/ciencia/2010/06/25 – CIÊNCIA – 25/06/2010)
(Fonte: http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/2010/06/01 – por Luis Dufaur – 21 de junho de 2010)

©  2023  The New York Times Company

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