Ionesco: absurdo e caricatura das relações humanas
Dramaturgo foi um dos criadores do teatro do absurdo
Eugene Ionesco (Slatina, Romênia, 26 de novembro de 1909 – Paris, 28 de março de 1994), dramaturgo nascido na Romênia e de nacionalidade francesa. No ambiente pessimista do pós-guerra, convencido de que a vida do homem é vazia e as relações humanas não passam de uma caricatura, Ionesco escreveu a peça “A Cantora Careca”, que, montada em 1950 em Paris, inauguraria o chamado “teatro do absurdo”. O texto é uma sucessão de diálogos despropositados entre dois casais em que o dramaturgo evidencia a imbecilidade das relações. Para Ionesco, a designação “teatro absurdo” era igualmente absurda.
Ele insistia que sua obra devia ser considerada “realista”, já que tratava de algo próximo da realidade dos homens. Anticomunista ferrenho, o dramaturgo escreveu “A Lição”, “As Cadeiras” e a obra-prima “O Rinoceronte”, texto de conotação política e inspiração kafkiana.
O dramaturgo Eugène Ionesco, cidadão francês de origem romena, tornou-se mundialmente conhecido nos anos 50, como um dos autores do chamado teatro do absurdo. Suas obras mais famosas são: “A Cantora Careca” (1950), “A Lição” (1951), “As Cadeiras” (1952), “Os Rinocerontes” (1959), e “Morre o Rei” (1962).
Eugène Ionesco nasceu em Slatina, na Romênia, em 26 de novembro de 1912. Seu pai, Eugène, era um advogado romeno, e sua mãe, Thérèse, francesa. A família mudou-se para a França quando ele tinha um ano, e voltou à Romênia em 1925; em 1935, outra mudança, para Paris, onde o dramaturgo passou o resto de sua vida. Casou-se em 1936, com Rodica Burileano.
Ionesco começou a escrever quase ao mesmo tempo que o irlandês Samuel Beckett (“Esperando Godot” estreou em 1953), outro autor vinculado ao teatro do absurdo. “A Cantora Careca”, peça em um ato, já incluía todas as características centrais de seu teatro.
Em “Os Rinocerontes”, sua peça mais famosa, essa caricatura é levada até as últimas consequências, com os personagens transformando-se em rinocerontes. Para Ionesco, em um ensaio sobre Franz Kafka, “absurdo é aquilo que é vazio de propósito. Cortado de suas raízes religiosas, metafísicas e transcendentais, o homem está perdido; todas suas ações tornam-se insensatas, absurdas, inúteis”.
Além de peças, Ionesco escreveu ensaios, artigos jornalísticos, peças de balé, ópera e adaptações para a televisão.
Ionesco faleceu dia 28 de março de 1994, aos 81 anos, em Paris, na França.
Segundo o crítico Sábato Magaldi, em “O Texto no Teatro” (Perspectiva, 1989), suas peças “partem das situações e das personagens mais convencionais, para revelar-lhes a inesperada irrupção da consciência, implacável ao julgar a caricatura em que a rotina as deforma”.
(Fonte: Super Interessante – Super arquivo/Outubro de 1996 – N° 109 – Dito & Feito – Pág; 90)
(Fonte: Veja, 6 de abril, 1994 - ANO 27 - N° 14 – Edição 1334 - DATAS – Pág; 91)
(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/3/29/ilustrada/8 – FOLHA DE S. PAULO – ILUSTRADA – DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS – 29 de março de 1994)
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- Eugene Ionesco, inaugurou o chamado teatro do absurdo.



