Edna Millay, feminista e audaciosa para o seu tempo

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Edna Millay , feminista e audaciosa para o seu tempo

Edna St. Vincent Millay (Rockland, 22 de fevereiro de 1892 – Austerlitz, 19 de outubro de 1950), escritora, criativa, bela, inquieta, intensa. A norte-americana nasceu em Maine, em 1892. Junto com sua mãe Cora, enfermeira, e seu pai Henry, professor, e três irmãs, morou nas montanhas durante seus primeiros anos de vida. Em 1904, Cora divorcia-se de Henry. Daí então, Edna e suas três irmãs mudam-se da casa do pai e vivem na pobreza, mas sempre carregando um baú cheio de literatura clássica, incluindo Shakespeare e Milton, que a mãe lia para as filhas. Cora sempre encorajou suas filhas a serem ambiciosas e auto-suficientes, ensinando-as a apreciar música e literatura desde a mais tenra idade.

 

As três irmãs eram independentes e falavam o que pensavam, o que não era comum na época em que viviam. Apesar das condições financeiras, Edna entrou na universidade em 1913 quando ela tinha 21 anos. Livre, relacionava-se com vários alunos.
Em 1917, o ano de sua formatura, Millay publicou seu primeiro livro, Renascence and other poems. A pedido do departamento de teatro da universidade, ela também escreveu sua primeira peça em versos, The Lamp and the Bell (1921), um trabalho sobre amor entre mulheres. Edna Millay era abertamente bissexual.

 

Millay, a quem os amigos chamavam de “Vincent”, muda-se então para Nova Iorque, onde levou uma vida boêmia. Morou em um sótão e escrevia bastante. Segundo a própria, vivia na pobreza, “mas era feliz, muito feliz”.
Juntou-se ao grupo “Provincetown Players” e fez amizade com escritores como Witter Bynner, Edmund Wilson, Susan Glaspell e Floyd Dell, que pediu Millay em casamento. Edna recusou, embora Dell insistisse no contrário.
Nesse mesmo ano, Millay publica A Few Figs from Thistles (1920), um volume de poesia que chamou atenção devido às descrições controversas da sexualidade feminina e do feminismo.

 

Em 1923, seu quarto volume de poesias, The Harp Weaver, ganhou o prêmio Pulitzer. No mesmo ano, casou-se com Eugen Boissevain, que se proclamava feminista, e ambos viviam “como dois solteiros”, segundo descrições de seus amigos, permanecendo sexualmente abertos a outras experiências durante seus vinte e seis anos de casamento, que terminou com a morte de Eugen, em 1949. Millay morreria um ano mais tarde de um ataque cardíaco, aos 58 anos.

 

Referências: http://digital.library.upenn.edu/women/millay/figs/figs.html
http://www2.hn.psu.edu/faculty/jmanis/esv-millay/Lamp-Bell.pdf

Millay’s Life


http://www.poets.org/poet.php/prmPID/160

(Fonte: http://mulheres-incriveis.blogspot.com.br/2013/04/edna-millay-feminista-e-audaciosa – 23 de april 2013 – por )

 

 

 

 

 

 

 

 

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