Dom Antônio de Almeida Moraes Júnior (Sapucaí-Mirim, 26 de junho de 1904 – Guaratinguetá, 12 de novembro de 1984), arcebispo de Niterói até 1976, quando se afastou por motivos de saúde. Era considerado um dos maiores oradores sacros do Brasil. Dom Antônio de Almeida morreu dia 12 de novembro de 1984, aos 80 anos, de edema pulmonar, em Guaratinguetá, São Paulo.
(Fonte: Veja, 21 de novembro, 1984 Edição n° 846 Datas Pág; 91)
Dom Antônio de Almeida Moraes Júnior (1954-1960)
Nasceu em Paraisópolis/Sapucaí Mirim, Pouso Alegre MG, a 26/06/1904. Fez seus estudos de Filosofia e Teologia no Seminário de Taubaté (SP), com rara distinção.
Antes do Episcopado
Ordenado sacerdote em Taubaté, a 02/10/1927, pelo bispo de Campanha-MG, D. João de Almeida Ferrão. Foi Professor do Seminário de Taubaté durante dez anos; Assistente Eclesiástico da 4ª Brigada (5º e 6º RI), em Lorena e Caçapava SP (1928-1938); Assistente da JOC e Operários, em Taubaté e Guaratinguetá (SP); e Pároco da Matriz Santo Antônio de Guaratinguetá (1938-1948).
Como Bispo
A 12/12/1948 foi sagrado Bispo de Montes Claros-MG, pelo Núncio Apostólico D. Carlos Chiarlo, tendo tomado posse a 31 de janeiro de 1949. Nomeado Arcebispo de Olinda e Recife, pelo Papa Pio XII, em 17 de novembro de 1951, tomou posse a 19/03/1952, na Catedral de Olinda-PE.
Chegando a Pernambuco em 17 de março de 1952, iniciou o processo de beatificação de D. Frei Vital e fundou o Colégio Arquidiocesano. Em 1955, foi publicado, por sua iniciativa, o Anuário Católico e Estatístico de Olinda e Recife.
Sua atividade foi aí de grande dinamismo. Tendo, porém, requerido à Santa Sé sua transferência , o Papa João XXIII o transferiu para a recém-criada Arquidiocese de Niterói, tendo sido assim seu 1º Arcebispo, o que se deu a 23 de abril, tendo tomado posse a 21/08/1960. Antes de assumir pessoalmente sua nova messe episcopal, hospedou-se no Mosteiro de São Bento, do Rio, a fim de fazer um retiro e preparar-se para seu novo labor.
Como Arcebispo
Em Niterói, continuou a trabalhar pelas vocações sacerdotais, fundou o Seminário Vestibular Paulo VI, para vocações tardias, instalou 12 paróquias, aumentou o patrimônio, incentivou a fundação de escolas paroquiais, fez a primeira reforma do Palácio Episcopal, construiu as igrejas do Laranjal e Boaçu, fundou o jornal arquidiocesano Niterói Católico (em formato standard), etc.
Foi famoso orador sacro, e pertenceu a diversas associações culturais e beneficentes, como o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Instituto Arqueológico de Pernambuco, Academia Mineira de Letras e Academia Fluminense de Letras; foi Doutor Honoris Causa da Universidade Federal Fluminense, membro do Conselho de Cultura do Estado do Rio, Conselheiro Nacional da Cruz Vermelha e Grande Oficial da Ordem do Mérito de Rio Branco.
Deu à imprensa, além de Cartas Pastorais, inúmeros escritos, antes mesmo de receber o episcopado.
Tendo deixado o governo arquidiocesano já septuagenário e doente, foi residir com parentes em Guaratinguetá, tendo nesta localidade feito construíd o Hospital Frei Galvão, onde faleceu aos 80 anos de idade, de um edema pulmonar, a 12/11/1984, sendo seu corpo sepultado na matriz local de Santo Antônio.
Títulos recebidos: No plano intelectual, foi nomeado membro de vários institutos culturais, como o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco, Academia Mineira de Letras e o Instituto de Direito Social de São Paulo. Tem o título de Cidadão do Recife, que lhe foi conferido pela Câmara Municipal de Vereadores.
Divisa: Annuntiabo veritatem (Anunciarei a verdade).
(Fonte: http://www.arqnit.org.br/arqnit/bispos-e-arcebispos/dom-antonio-de-almeida-moraes-junior-1954-1960)
- Dom Antônio de Almeida Moraes Júnior (1954-1960)


