Cobina Wright Jr., atriz e socialite americana.

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Cobina Wright Jr. (14 de agosto de 1921 – setembro de 2011), atriz e socialite americana por quem o Príncipe Philip, marido da Rainha da Inglaterra, apaixonou-se num verão de 1938.

Cobina nasceu na cidade de Nova York, filha de um financista e de uma cantora de ópera com apetite pelo colunismo social. A mãe, também chamada Cobina Wright, arranjou para a jovem se tornar atriz, após promover a então adolescente em diversas festas, atraindo a atenção dos fotógrafos. Seguiram-se sessões de fotos de moda que desagradaram o pai e levaram a um divórcio tumultuado, em que o marido acusou a esposa de “prostituir” a própria filha.

No verão de 1938, mãe e filha viajaram juntas para Veneza, onde conheceram o jovem Príncipe Philip. Em suas memórias, Cobina recorda que sua mãe praticamente a empurrou para os braços do Duque de Edinburgo e Príncipe da Grécia e Dinamarca, com os olhos brilhando pela perspectiva de um casamento com a nobreza.

O período era particularmente sombrio para o Príncipe, que tinha perdido a família num acidente de avião há poucos meses. De férias na casa da tia, em Veneza, ele era assediado por todas as loiras, ruivas e morenas da cidade. Até conhecer a loirinha estonteante de Nova York. Ambos tinham 17 anos de idade, eram lindos e se apaixonaram num passeio de barco na cidade mais romântica do mundo.

O casal adolescente passou três semanas em Veneza, antes de Cobina ir para Londres e, como Cinderela, ser seguida pelo Príncipe. Na capital inglesa, foram fotografados jantando, dançando e caminhando nas ruas de mãos dadas. Quando Cobina precisou voltar com a mãe para os EUA, ele teria chorado e jurado encontrá-la novamente. Seguiram-se cartas apaixonadas, juras de amor e até promessas de casamento. Mas, segundo o produtor da Broadway Gant Gaither, amigo da atriz, ela “não estava muito interessada”.

A ligação romântica com a nobreza foi o empurrão que faltava à carreira de Cobina. Ao voltar a Nova York, ela se tornou assídua das colunas sociais e ganhou o concurso de beleza Miss Manthattan. Em 1939, o famoso ator Bob Hope lançou em seu programa de rádio uma personagem chamada Cobina, que era uma garotinha mimada que tinha o mundo a seus pés – e foi processado pela mãe da atriz. Para evitar que o caso fosse parar nos tribunais, Hope transformou Cobina numa convidada recorrente de seu programa.

Para deslanchar a carreira de atriz, as duas Cobinas se mudaram para Beverly Hills, em Los Angeles, no começo dos anos 1940. Em 1941, Cobina participou de nada menos que seis filmes. Filmou mais duas produções em 1942. E encerrou sua curta trajetória com um último filme em 1943.

Nenhum de seus filmes se tornou clássico, mas ela contracenou com Betty Grable, Don Ameche, Victor Mature, Carmen Miranda e foi parar no Rio de Janeiro, como vítima de um assassinato investigado por Charlie Chan! Consta que sua fama de mimada atingiu a apoteose em “Charlie Chan no Rio” (1941). Teria feito um escândalo no set, quando descobriu que havia outra loira no filme em papel mais importante que o seu – a atriz Mary Beth Hughes.

Mas, em plena ascensão, Cobina resolveu desafiar os planos de sua mãe. Logo após ser capa da revista Life, casou-se com Palmer Beaudette, herdeiro da indústria automobilística de Pontiac, que não suportava a sogra. Após uma série de brigas com a mãe de sua esposa, decidiu por conta própria tirar Cobina da ribalta e encerrar suas aspirações em Hollywood. A jovem se aposentou com 22 anos, no auge da beleza e da fama.

A mãe, porém, continuou em Hollywood. Chegou a participar de alguns filmes de melhor qualidade, inclusive no clássico “O Fio da Navalha” (1946), com Tyrone Power e Gene Tierney, mas se tornou mais conhecida como colunista social e por suas festas de arromba – que atraiam celebs como Marilyn Monroe, Mary Pickford, Douglas Fairbanks Jr., o Duque e a Duquesa de Windsor, e inúmeras socialites. Morreu em Los Angeles, em 1970.

A filha tornou-se angustiada e infeliz. Passou anos mergulhada no alcoolismo, mas conseguiu superar o vício após a morte do marido em 1968 e, na meia idade, destacar-se em trabalhos beneficentes em programas de recuperação de alcoólatras.

Ela nunca mais se casou, mas, durante a maior parte de sua vida, continuou se correspondendo com o Príncipe Philip. Numa ironia do destino, sua filha, também chamada Cobina, envolveu-se com o filho do Príncipe, o jovem Príncipe Andrew, antes dele se casar com Sarah Ferguson em 1986. Cobina teve dois outros filhos e morreu na companhia da família.

Cobina faleceu em setembro aos 90 anos

(Fonte:http://pipocamoderna.com.br/cobina-wright-jr-1921-2011/123606 – CINEMA/ Por Marcel Plasse – 1º de novembro de 2011)

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