Christopher Jones, ator de teatro e cinema, que estrelou a série The Legend of Jesse James

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Christopher Jones, ator em ascensão que abandonou a carreira

Christopher Jones em 1966. (Crédito da fotografia: Cortesia © Copyright All Rights Reserved/ Managed/ Direitos autorais: Universidade de Illinois Urbana-Champaign/ ABC TV ®/ REPRODUÇÃO/ TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

William Frank Jones nasceu no dia 18 de agosto de 1941, em Jackson, Tennessee. Depois que a mãe foi internada em um hospital psiquiátrico, ele e seu irmão foram morar com o tio e, mais tarde, entregues aos cuidados do estado de Memphis. Christopher prestou o serviço militar mas, insatisfeito e desejando seguir carreira artística, abandonou o posto e partiu para Nova Iorque. Em função disso, precisou cumprir pena por deserção.

O Sr. Jones, um ator que parecia pronto para o estrelato antes de abandonar abruptamente sua carreira no cinema no final da década de 1960, fez apenas alguns filmes, mas seu talento e poder de estrela o levaram a comparações com James Dean, cuja breve carreira o imitou em alguns aspectos. Assim como Dean, o Sr. Jones estudou no Actors Studio, trabalhou na Broadway e na televisão e projetou uma aura de desejo selvagem e energia bruta, que demonstrou em filmes como “Wild in the Streets” (1968) e “Ryan’s Daughter” (1970).

Ninguém parecia saber por que o Sr. Jones abandonou a carreira de astro de cinema. As especulações giravam em torno de várias explicações possíveis: uma história pessoal conturbada, a rejeição de um rebelde ao regime rigoroso da produção cinematográfica, o choque quando uma pessoa querida foi assassinada por causa de sua fama.

O Sr. Jones contou a um entrevistador em 2007 que estava tendo um caso com a atriz Sharon Tate quando ela e outras quatro pessoas foram brutalmente assassinadas em 9 de agosto de 1969 por membros do culto a Charles Manson na casa do marido da Sra. Tate, o diretor Roman Polanski, que estava viajando, na Califórnia. O Sr. Jones estava filmando “A Filha de Ryan” na Irlanda na época.

O ano que passou lá foi um dos piores da sua vida, disse ele ao The Chicago Tribune. Ele estava traumatizado e deprimido com a morte da Sra. Tate e em desacordo com sua colega de elenco, Sarah Miles. “Eu não tinha absolutamente nenhuma vontade de fazer nada por muito tempo”, disse ele.

Ele apareceu em apenas mais um filme — “Mad Dog Time”, uma comédia de 1996 na qual teve um pequeno papel — como um favor a um amigo, Larry Bishop, o diretor do filme.

Christopher em ‘The Legend of Jesse James’

Christopher em ‘The Legend of Jesse James’

 

Adotando o nome artístico de Christopher Jones, ele iniciou sua carreira em 1961, quando estreou na Broadway com a peça A Noite do Iguana/The Night of the Iguana, de Tennessee Williams. Nesta época, conheceu a atriz Susan Strasberg, que o levou a fazer um curso de arte dramática no Actors Studio, escola de seu pai, Lee Strasberg.

Em 1965, Christopher e Susan se casaram. O casal teve uma filha, Jennifer Robin Jones (1966).

Christopher se mudou para Los Angeles onde foi contratado pela 20th Century Fox para estrelar a série de faroeste The Legend of Jesse James, exibida pela ABC entre 1965 e 1966. Perdendo audiência na concorrência com The Lucy Show e Dr. Kildare, a série foi cancelada com apenas 34 episódios produzidos. Mas a série serviu para abrir o caminho de Christopher em Hollywood.

Após fazer participações em episódios de Judd e Agentes da UNCLE, o ator migrou para o cinema onde esteve no elenco de A Guerra no Espelho/The Looking Glass War, adaptação da obra de John Le Carré, Um Verão com Você/Una breve stagione e A Filha de Ryan/Ryan’s Daughter. Durante a produção de A Filha de Ryan, Christopher, já divorciado de Susan, iniciou um relacionamento com Oliva Hussey, que filmava Romeu e Julieta. Mas o ator demorou para pedi-la em casamento, o que levou a atriz a se envolver com Dino Martin, filho de Dean Martin, com quem se casou em 1971.

Em 1969, o assassinato de Sharon Tate, de quem o ator disse ter sido amante, impressionou Christopher a tal ponto que ele decidiu deixar a carreira de ator tão logo as filmagens de A Filha de Ryan encerrasse. Christopher sequer compareceu à pré-estreia do filme. Recusando trabalhos no cinema, entre eles o personagem Zed de Pulp Fiction, em 1994, Christopher seguiu carreira de pintor e escultor. Em 1996 ele fez uma rara participação como ator no filme Prazer em Matar-te/Mad Dog Time, como um favor ao amigo, o diretor Larry Bishop.

Em 1974, ele se casou com Carrie Abernathy, com quem teve um filho, Christopher (1975). O casal se divorciou no início da década de 1980. Em 1984, o ator iniciou um relacionamento com Paula McKenna, com quem permaneceu até sua morte. O casal teve quatro filhos: Seagen, Calin, Tauer e Delon.

Christopher Jones faleceu no dia 31 de janeiro, em Los Alamitos, Califórnia, vítima de câncer na vesícula. Ele tinha 72 anos.

A causa foi câncer de vesícula biliar, disse Paula McKenna, sua companheira de longa data.

(Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/temporadas- Nova Temporada/ por Fernanda Furquim – 02/04/2014)

 

 

 

 

 

 

 

(Créditos autorais reservados: https://www.nytimes.com/2014/02/09/movies – New York Times/ FILMES/ Por Paul Vitello – 8 de fevereiro de 2014)

Uma versão deste artigo aparece impressa em 9 de fevereiro de 2014, Seção A, Página 28 da edição de Nova York com o título: Christopher Jones, foi ator que abandonou o Field.

©  2014 The New York Times Company

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