Ben Maddow, foi roteirista, diretor, poeta e romancista e crítico de fotografia, trabalhou sem créditos em filmes como Matar ou Morrer, O Selvagem, A Selva Nua, Johnny Guitar, Louco por Homens, A Glória das Armas, A Pequena Fazenda de Deus, Homens em Guerra, Rio Selvagem e o elegante thriller Assassinato por Contrato

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Ben Maddow, escritor prolífico em diversos gêneros.

Ben Maddow, foi roteirista, diretor, poeta e romancista e crítico de fotografia.

O trabalho mais conhecido do Sr. Maddow foi sua colaboração com John Huston no roteiro de “The Asphalt Jungle” (1950), uma adaptação do romance de W. R. Burnett. Uma dramatização assustadoramente realista de um roubo realizado por uma gangue de criminosos profissionais, incluindo um ladrão de joias, um arrombador de cofres e um bandido, o filme incomodou muitos críticos por combinar uma força dramática de tirar o fôlego com um grau inédito de neutralidade em relação aos criminosos.

Maddow, nasceu no estado de Nova York em 1909 e apesar de ter escrito pelo menos três filmes clássicos de Hollywood, a carreira, principalmente devido ao Comitê de Atividades Antiamericanas da Câmara dos Representantes, teve um declínio decepcionante.

Ele decidiu se tornar escritor durante a faculdade; um livro de versos que escreveu na Universidade Columbia ganhou o Prêmio Knopf de poesia estudantil. Logo após se formar em Columbia, Maddow se associou ao movimento de documentários sociopolíticos, coescrevendo (sob o pseudônimo de David Wolff) o filme de 1942 sobre racismo, Native Land. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele fez filmes de treinamento para a Unidade de Cinema da Força Aérea, muitas vezes, ironicamente, empregando Ronald Reagan, que mais tarde seria uma testemunha favorável ao Comitê de Atividades Antiamericanas (HUAC).

No final da década de 1940, Maddow começou a escrever roteiros para Hollywood, começando na Columbia Pictures com Framed, um melodrama sem brilho estrelado por Glenn Ford sobre um assassinato para receber o seguro, que um crítico pouco impressionado disse que deveria ter se chamado Single Indemnity (Pacto de Sangue).

Em seguida, ele se transferiu para a Universal para coescrever (com Walter Bernstein, outro futuro membro da lista negra) “Kiss the Blood Off My Hands”, o thriller com Burt Lancaster, Joan Fontaine e Robert Newton que Maddow mais tarde descreveu como “um filme terrível com um título ridículo”. (Apesar de sua aversão pelo filme, ele foi um sucesso financeiro e se tornou um clássico cult.) Mais do agrado de Maddow foi “The Man from Colorado” (1949), no qual ele e seu colaborador Robert D. Andrews usaram o formato inusitado do faroeste para abordar o tema, então atual, do trauma pós-guerra. A poderosa história de um ex-soldado (novamente interpretado por Glenn Ford) que desenvolveu um gosto por matar devido aos horrores da Guerra Civil, foi um dos primeiros faroestes “psicológicos”.

Outro projeto ideal surgiu naquele mesmo ano. O produtor e diretor Clarence Brown havia comprado o romance de William Faulkner sobre intolerância racial, “Intruder in the Dust”, mas não conseguiu adaptá-lo para o cinema. O primeiro roteiro solo de Maddow foi uma obra-prima, e a indústria cinematográfica consolidou sua reputação. Após o sucesso de “Intruder”, John Huston, que estava preparando um filme baseado em “The Asphalt Jungle”, de W. R. Burnett, convidou Maddow para colaborar com ele no roteiro. O resultado, um filme que demonstrou de forma memorável que o crime era “uma forma tortuosa de atividade humana”, merece sua alta reputação.

Maddow logo se tornou uma espécie de lenda entre os roteiristas menos dedicados de Hollywood por sua independência. Jornalistas comentavam com espanto sobre sua recusa a um trabalho de roteiro na Columbia Pictures porque ele estava “apenas começando a escrever um longo poema”. Segundo Maddow, ele também disse “não” ao produtor veterano Milton Sperling, que queria que ele estudasse os últimos cinco filmes vencedores do Oscar de Melhor Filme do Ano, roubasse as cenas mais marcantes de cada um e as misturasse em um novo roteiro. Maddow disse mais tarde: “Quem sabe? Poderia ter sido ótimo.”

Porém, em pouco tempo, recusar trabalhos tornou-se um luxo; o passado de esquerda de Maddow o colocou na lista negra. Ele trabalhou sem créditos em filmes como Matar ou Morrer, O Selvagem, A Selva Nua, Johnny Guitar, Louco por Homens, A Glória das Armas, A Pequena Fazenda de Deus, Homens em Guerra, Rio Selvagem e o elegante thriller Assassinato por Contrato (que será exibido amanhã no Canal 4).

No final da década de 1950, Maddow finalmente cedeu ao Comitê de Atividades Antiamericanas da Câmara e delatou alguns nomes. Entre eles estava o de Leo Hurwitz, que havia editado e coproduzido o documentário “Native Land”.

Após o thriller ocultista de 1971, The Mephisto Waltz, Meddow se aposentou da escrita de roteiros, uma atividade que ele parecia encarar como outra forma tortuosa de esforço humano.

Ben Maddow morreu na sexta-feira no Queen of Angels/Hollywood Presbyterian Medical Center em Los Angeles. Ele tinha 83 anos e morava em Los Angeles.

Ele morreu de insuficiência cardíaca congestiva após uma longa doença, disse sua esposa, Freda Flier.

(Direitos autorais reservados: https://www.independent.co.uk/news/people – The Independent/ NOTÍCIAS/ PESSOAS/ por Dick Vosburgh – 14 de outubro de 1992)

 

 

 

 

 

 

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1992/10/14/arts – New York Times/ ARTES/ Arquivos do The New York Times/ Por William H. Honan – 14 de outubro de 1992)

Sobre o Arquivo
Esta é uma versão digitalizada de um artigo do arquivo impresso do The Times, anterior ao início da publicação online em 1996. Para preservar esses artigos como foram originalmente publicados, o The Times não os altera, edita ou atualiza.
Ocasionalmente, o processo de digitalização introduz erros de transcrição ou outros problemas; continuamos a trabalhar para melhorar estas versões arquivadas.

Uma versão deste artigo foi publicada na edição impressa de 14 de outubro de 1992 , Seção , Página 10 da edição nacional, com o título: Ben Maddow, Escritor Prolífico em Diversos Gêneros.

©  2021  The New York Times Company

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