Bebeto Castilho, integrante do Tamba Trio, teve uma grande trajetória musical, com passagens no conjunto de Ed Lincoln, além de ter acompanhado a cantora Maysa em excursões pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Chile

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Bebeto Castilho, sagrado cantor e músico integrante do Tamba Trio

Cultuado por nomes como Caetano Veloso pelo canto cool

 

Adalberto José de Castilho e Souza (13 de abril de 1939 – 10 de março de 2023), era carioca de nascença e conhecido por ser um grande instrumentista e compositor brasileiro.

 

Bebeto viveu 68 anos de uma grande trajetória musical, com passagens no conjunto de Ed Lincoln, além de ter acompanhado a cantora Maysa em excursões pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. Formou também, nos anos 60, o Tamba Trio, com Luiz Eça e Hélcio Milito.

Até 1975 atuou no grupo gravando vários discos e, em 1976, lançou pela Tapecar seu primeiro álbum solo, “Bebeto”, onde ficou a cargo dos vocais, do baixo e da flauta -trabalho que foi relançado em CD na Inglaterra, pelo selo Whatmusic, em 2002.

Ao lado de Luiz Eça e Hélcio Milito, reintegrou-se ao Tamba Trio em 1982, para comemorar os 20 anos de carreira do grupo. Em 2006 lançou o CD “Amendoeira”, produzido por seu sobrinho Marcelo Camelo, cantor, compositor, guitarrista e então vocalista da banda Los Hermanos.

 

Na bagagem, Bebeto colecionava parcerias com Sérgio Mendes, Nara Leão, Carlos Lyra, Sylvia Telles, Edu Lobo, Chico Buarque, Milton Nascimento, entre outros.

Ao qualificar como “histórico e sagrado” o segundo álbum solo de Bebeto Castilho como cantor, em texto escrito para apresentar o disco Amendoeira (2006), Caetano Veloso ecoou senso comum em nicho musical brasileiro sobre Bebeto Castilho.

Castilho foi cantor bissexto no Tamba Trio, grupo do qual foi baixista, flautista, saxofonista e eventual vocalista de 1962 a 1975 (e posteriormente nos retornos do trio, acontecidos entre 1982 e 1984 e entre 1989 e 1992).

Em 1976, o artista lançou o primeiro álbum solo, Bebeto, LP em que deixou impressa nos sulcos do vinil a sofisticação do canto sutil, inserido no disco como elemento harmônico no arranjo das músicas – lição aprendida com João Gilberto (1931 – 2019) – sem exacerbações, vibratos e dramatizações.

O segundo álbum solo de Bebeto sairia somente 30 depois, se situando entre o samba-jazz e a bossa matricial. Foi o já mencionado Amendoeira, disco orquestrado com produção musical de Marcelo Camelo, sobrinho de Bebeto e compositor do samba-título Amendoeira.

Entre um disco solo e outro, Bebeto acompanhou como músico polivalente – de notória habilidade no toque do saxofone, da flauta e do contrabaixo – artistas do quilate de Chico Buarque, Edu Lobo, João Donato, MPB4, Nara Leão (1942 – 1989) e Sergio Mendes, entre muitos outros.

Antes de formar o Tamba Trio com o pianista Luiz Eça (1936 – 1992) e o baterista Hélcio Milito (1931 – 2014), Bebeto Castilho atuou no conjunto do pianista Ed Lincoln (1932 – 2012), com o qual entrou em cena em 1955.

A estreia em disco aconteceu em 1959, ano em que a gravadora editou Bossa é bossa, EP do efêmero Conjunto Bossa Nova, sexteto carioca integrado por Bebeto Castilho ao lado de nomes como Roberto Menescal, Luiz Carlos Vinhas (1940 – 2001) e Hélcio Milito, futuro companheiro do artista no Tamba Trio.

Ao sair subitamente de cena, a um mês de completar 84 anos, Bebeto Castilho deixa legado histórico e sagrado para quem soube apreciar a bossa do instrumentista e as sutilezas do cantor.

O músico e cantor carioca Bebeto Castilho deixa obra cultuada por apreciadores da bossa e do canto cool.

À Folha de S.Paulo, Luiz Bakker, filho de Bebeto com sua esposa Evelyne Bakker, conta que a morte foi repentina. No entanto, o artista havia sofrido uma queda em meados de dezembro de 2022. Ele bateu a cabeça e desmaiou. Bebeto deu entrada e ficou internado por um mês no Hospital Casa Evangélica, no bairro Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Mesmo em recuperação, Bebeto ficou com sequelas por conta da idade e faleceu às 19h20 do dia 10 de março, após sofrer um mal súbito. O cantor estava acompanhado de sua família em seu apartamento no bairro carioca de Vila Isabel. “Perdi meu pai e o Brasil perdeu um grande músico, mas seu legado sempre permanecerá vivo”, diz Luiz.

(Crédito: https://www.msn.com/pt-br/musica/noticias – MÚSICA / NOTÍCIAS/  Folha de S.Paulo / (FOLHAPRESS) – SÃO PAULO, SP – 11/03/23)

(Crédito: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2023/03/11 – POP & ARTE/ MÚSICA/ BLOG DO MAURO FERREIRA/ Por Mauro Ferreira – 11/03/23)

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