Alcemir Gomes Bastos, artista e compositor de samba o Bandeira Brasil.

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Autor de mais de 100 sambas, gravados por intérpretes como Zeca Pagodinho e Beth Carvalho, o artista começou a escrever músicas para blocos de Pilares

Alcemir Gomes Bastos (Marechal Hermes (RJ), 1950 – Rio de Janeiro (RJ), 30 de maio de 2013), cantor, compositor, violonista, artista e compositor de samba o Bandeira Brasil.

Filho de um pai cavaquinista e uma mãe integrante da ala das baianas da Portela, Alcemir Gomes Bastos nasceu em Marechal Hermes e criado em Pilares, subúrbios do Rio de Janeiro próximo do samba – meio no qual se tornaria conhecido como compositor e cantor, com o nome de Bandeira Brasil.

Autor de mais de 100 sambas, gravados por intérpretes como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Jovelina Pérola Negra e Elza Soares, o artista começou a escrever músicas para blocos de Pilares, onde cresceu.

No início da década de 1980, Bandeira era frequentador dos lendários pagodes do Cacique de Ramos, onde conheceu colegas como Zeca, Jorge Aragão e Almir Guineto.

“Não era fácil para um novato mostrar suas músicas ali. Só tinha fera como Jorge Aragão, Bira Presidente e Ubirany. O próprio Zeca teve que buscar muita cerveja no bar para os malandros antes de cantar seus sambas”, contou em entrevista ao GLOBO em 2001.

Sua obra chegou ao disco a partir daqueles encontros. Em 1985, sua “Ópio” (parceria com Cléber Augusto, foi gravada pelo Fundo de Quintal, e em 1987 foi a vez de Jovelina registrar “Feira de São Cristóvão” (dele com Beto Sem Braço).

Sua estreia em disco solo veio apenas em 2003, com “A cor do samba”. Ali, estão sambas como “Tamarineira” (com Zeca Pagodinho), “Romance dos astros” (com Luiz Carlos da Vila e Cléber Augusto) e “Insônia” (com Nélson Cavaquinho e Neoci Dias). O álbum tem participações de Arlindo Cruz, Monarco e Beth Carvalho, entre outros.

Em 2005, sua música “À vera” (c/ Luizinho Toblow, Bidubi e Élcio do Pagode) batizou o CD de Zeca Pagodinho – que já havia gravado dele sambas como “A paisagem” e “Nega dadivosa”.

Bandeira passou pelas alas de compositores da Portela, da Escola de Artes Negras Quilombo e da Caprichosos de Pilares. Além de compositor, ele organizava projetos de valorização do samba, como o Bonde do Samba, que buscava recuperar o carnaval sobre trilhos em Santa Teresa.

O compositor de samba Alcemir Gomes Bastos, o Bandeira Brasil, morreu em 30 de maio de 2013, aos 63 anos, de complicações decorrentes de uma pneumonia.

(Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura – CULTURA/ Por LEONARDO LICHOTE – RIO DE JANEIRO – 31 de maio de 2013)

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