Noboru Takeshita (Shimane, Japão, 26 de fevereiro de 1924 – Tóquio, 19 de junho de 2000), ex-premiê japonês, o último dos grandes caciques da política japonesa. O ex-priemiê japonês Noboru Takeshita, foi considerado como uma das personalidades políticas mais importantes do país nos últimos 20 anos.
Takeshita foi primeiro-ministro do Japão de 6 de novembro de 1987 a 2 de junho de 1989.
Takeshita nasceu na cidade de Shimane (oeste do Japao), em fevereiro de 1924. Exerceu grande influência no Partido Liberal Democrata, cuja corrente majoritária dirigiu, ao suceder Kakuei Tanaka, outro “peso pesado” da política japonesa do pós-guerra.
Primeiro-ministro entre 1987 e 1989, Takeshita cedo conseguiu fortalecer sua influência política entre os conservadores, apesar do escândalo financeiro que o obrigou a demitir-se da chefia do governo.
Ao demitir-se, converteu-se no “xogum da sombra” e conduziu ao poder os primeiros-ministros Ryutaro Hashimoto e Keizo Obuchi, este último falecido em 14 de maio de 2000.
Antes de ser primeiro-ministro, Takeshita ocupou o cargo de ministro da Economia, e foi nessa funçao que assinou o célebre acordo financeiro de setembro de 1985.
O ex-primeiro-ministro Noboru Takeshita, cujo breve governo de 18 meses terminou em 1988 após um escândalo envolvendo corrupção, havia exercido influência a partir dos bastidores do Partido Liberal Democrata até quase sua morte.
Noboru Takeshita faleceu em 19 de junho de 2000, abrindo as portas às vésperas das eleições para disputas internas no Partido Liberal Democrata (PLD), que domina a cena política do país há 45 anos. Takeshita tinha 76 anos de idade, de insuficiência respiratória, em um hospital de Tóquio. Ele estava hospitalizado desde abril de 2000, e havia anunciado em maio que estava se retirando da política.
Líderes do partido apresentaram suas condolências. Entre eles, o atual premiê japonês, Yoshiro Mori, que enfrenta baixos níveis de popularidade e luta para assegurar a vitória de seu partido nas eleições do dia 25 de junho.
“Tinha esperanças de que ele (Takeshita) supervisionasse as eleições”, afirmou Mori.
O poder do ex-primeiro-ministro já tinha diminuído quando da hospitalização dele, em 1999.
A morte de Takeshita simboliza o fim de uma era na qual um único homem forte determinava os rumos do país e deixa o PLD privado de um político de igual estatura.
“Ele era o escritor do enredo da política japonesa”, afirmou o ex-secretário-geral do PLD Koichi Kato.
O atual secretário-geral do partido, Hiromu Nonoka, já se apresentou para preencher o espaço deixado por Takeshita quando este caiu doente.
Mas a poderosa facção de Takeshita dentro do PLD não tem um sucessor claro para ele e, segundo analistas, um período de lutas internas pode estar se avizinhando.
(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo – MUNDO – da Reuters em Tóquio (Japão) – 19/06/2000)
(Fonte: http://www.dgabc.com.br/Noticia – DIÁRIO DO GRANDE ABC – NOTÍCIA / INTERNACIONAL – 18 de junho de 2000)

