David Dempsey, escritor sobre uma ampla variedade de assuntos.
David Dempsey (nasceu em 9 de janeiro de 1914, em Pekin, Illinois — faleceu em 13 de janeiro de 1999 em Rye, Nova York), foi crítico, biógrafo, romancista, colunista, escritor de ficção e de revistas, que como correspondente de combate do Corpo de Fuzileiros Navais durante a Segunda Guerra Mundial cobriu quatro desembarques no Pacífico portando um rifle e uma máquina de escrever.
Autor prolífico, seus talentos abrangiam uma variedade de temas e meios, desde peças teatrais até crítica.
“Ele foi um dos escritores mais versáteis que já conheci, um artesão consumado na maneira como conseguia analisar quase qualquer assunto e chegar à sua essência com facilidade e sutileza”, disse Willard R. Espy (1910 — 1999), autobiografista e escritor sobre linguagem, amigo e colega do Sr. Dempsey desde a década de 1940.
Enquanto servia como sargento no Corpo de Fuzileiros Navais, o Sr. Dempsey ganhou o primeiro prêmio de US$ 500 em um concurso de peças de um ato patrocinado pelo Terceiro Distrito Naval. A peça, “It Ain’t Brooklyn”, sobre um ataque a um navio de transporte de tropas no Pacífico, foi iniciada pouco antes da invasão aliada das Ilhas Marshall, mas o trabalho teve que ser suspenso até o fim da guerra. Os jurados incluíam Moss Hart, John Golden, Rachel Crothers (1870 — 1958) e Russel Crouse (1893 — 1966), e a peça foi incluída em uma antologia intitulada “Melhores Peças de Um Ato de 1944”.
Com vários coautores, o Sr. Dempsey produziu posteriormente dois livros sobre o Corpo de Fuzileiros Navais, “Fuzileiros Navais dos EUA em Iwo Jima” (1945) e “Valor Incomum: Divisões de Fuzileiros Navais em Ação” (1946).
Os outros livros do Sr. Dempsey variam de um romance, “All That Was Mortal” (1978), a “The Way We Die” (1975), um relatório sobre novas abordagens para os problemas médicos, psicológicos e sociais associados à morte. Em 1968, ele colaborou com Raymond P. Baldwin, um advogado, em “The Triumphs and Trials of Lotta Crabtree”, a história de uma atriz americana que era um nome conhecido em todo o país no final do século XIX e cuja herança de cerca de 4 milhões de dólares foi disputada por mais de 100 pessoas após sua morte, em 1925.
Com colaboradores, ele também escreveu vários livros sobre psicologia, entre eles “Psicologia e Você”, com Philip Zimbardo (1978).
Ele escreveu ficção e artigos para revistas como Saturday Evening Post, The New Yorker, Playboy, Reader’s Digest, The New Republic e Harper’s. Concluiu outro romance pouco antes de falecer.
David Knapp Dempsey nasceu em 9 de janeiro de 1914, em Pekin, Illinois. De 1949 a 1953, escreveu uma coluna semanal, “In and Out of Books”, para o The New York Times Book Review, para o qual posteriormente contribuiu com diversas resenhas. De 1954 a 1978, também escreveu artigos para a revista The New York Times Magazine, que variaram de um perfil da antropóloga Margaret Mead a um artigo sobre jovens fugitivos. De 1963 a 1970, escreveu uma coluna sobre o mercado editorial para a revista The Saturday Review.
Ele foi membro do conselho diretor da PEN, a organização internacional de escritores e editores.
David Dempsey morreu na quarta-feira 13 de janeiro de 1999 em sua casa em Rye, Nova York. Ele tinha 85 anos.
A esposa do Sr. Dempsey, Evangeline Semon, faleceu em 1984. Ele deixa um filho, Ian, que reside na cidade de Nova York.
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1999/01/19/arts — New York Times/ Artes/ Arquivos do The New York Times/ por Grace Glueck — 19 de janeiro de 1999)
© 1999 The New York Times Company

