Atriz francesa Nathalie Baye, ícone do cinema francês
Atriz atuou em mais de 80 filmes e venceu vários prêmios César
A atriz francesa Nathalie Baye posa no tapete vermelho antes da exibição de ‘A Árvore da Vida’, apresentado em competição no 64º Festival de Cinema de Cannes, em Cannes, em 2011. — (Foto: Valery Hache / AF)
Nathalie Marie Andrée Baye (nasceu em Mainneville, em 6 de julho de 1948 — faleceu em Paris, em 17 de abril de 2026), atriz francesa, vencedora de vários prêmios César, foi figura de destaque do cinema francês, atuou em quase 80 filmes e ganhou o César de melhor atriz em quatro ocasiões, incluindo três anos consecutivos entre 1981 e 1983.
Com uma trajetória que atravessa cinco décadas e contempla mais de uma centena de produções cinematográficas, Baye consolidou-se como uma figura central do cinema europeu e mundial.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, a artista construiu uma trajetória marcada por parcerias com grandes diretores e por uma presença constante nas principais premiações europeias.
Com a carreira iniciada nos anos 1970 na série televisiva Au théâtre ce soir, sua ascensão definitiva ocorreu sob a batuta de François Truffaut em A Noite Americana, obra vencedora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Na década seguinte, a intérprete tornou-se presença constante em festivais internacionais, colaborando com mestres como Maurice Pialat e Claude Sautet. Em 1985, protagonizou Détective, de Jean-Luc Godard, que integrou a seleção oficial de Cannes.
Entre seus trabalhos mais memoráveis está a camponesa do século XVI em “O Retorno de Martin Guerre” (1982), papel que anos depois inspiraria a versão hollywoodiana estrelada por Jodie Foster. Baye também conquistou o público global ao interpretar a mãe de Leonardo DiCaprio em “Prenda-me se for Capaz”, de Steven Spielberg, e mais recentemente, em 2022, ao encarnar a aristocrata Madame de Montmirail em “Downton Abbey: Uma Nova Era”.
A excelência de seu trabalho foi atestada por sete indicações ao prêmio César, do qual saiu vitoriosa em quatro ocasiões — duas como Melhor Atriz e duas como Atriz Coadjuvante. Em 2009, o governo francês concedeu-lhe a Ordem Nacional da Legião de Honra no grau de Cavaleira.
A carreira da atriz registrou um ressurgimento tardio com papéis de grande destaque internacional, como o de mãe de Leonardo DiCaprio em “Prenda-me Se For Capaz” e o de uma aristocrata francesa em “Downton Abbey 2”.
Reconhecida como um dos principais nomes do cinema francês, ela recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza em 1999 por “Uma relação Pornográfica”.
Baye teve um relacionamento de cinco anos com o músico Johnny Hallyday, falecido em 2017, com quem teve uma filha, Laura Smet, que também é atriz.
Na televisão, cativou novas gerações na série Dix pour cent (Call My Agent!), onde atuou ao lado da filha, a também atriz Laura Smet, em uma versão ficcional de sua própria relação familiar.
Nascida em julho de 1948 na Normandia, Baye cresceu em uma família boêmia de pintores. Com dificuldades de dislexia, deixou a escola aos 14 anos e mudou-se para Mônaco para estudar dança.
Ela ganhou prestígio na década de 1970, quando trabalhou com cineastas autorais como François Truffaut, Maurice Pialat e Claude Sautet, e posteriormente nos anos 1980 com Jean-Luc Godard, consolidando-se como um dos rostos mais reconhecidos da produção autoral europeia.
Nathalie venceu o prêmio César de melhor atriz em quatro ocasiões, incluindo uma sequência de três vitórias entre 1981 e 1983. Também foi premiada no Festival de Veneza, em 1999, por sua atuação em Uma Relação Pornográfica.
Entre seus papéis mais conhecidos está o de mãe do personagem de Leonardo DiCaprio em Prenda-me Se For Capaz, dirigido por Steven Spielberg. Ela também integrou o elenco de Downton Abbey 2: Uma Nova Era.
Nathalie cresceu em uma família de pintores. Aos 14 anos, ela deixou a escola por conta das dificuldades com a dislexia e se mudou para Mônaco, onde estudou dança.
Nathalie Baye morreu aos 77 anos, vítima de uma doença degenerativa, informou sua família à AFP no sábado (18).
Ela morreu na sexta-feira (17) à noite em sua casa em Paris. Ela sofria demência por corpos de Lewy, doença neurodegenerativa que pode perturbar o estado de ânimo, os movimentos e provocar alucinações.
O presidente da França, Emmanuel Macron, prestou homenagem no X e destacou “uma atriz com a qual amamos, sonhamos e crescemos”.
(Direitos autorais reservados: https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes – ESTADÃO conteúdo/ DIVERSÃO/ ENTRE TELAS/ FILMES/ Por: Andressa Lima — 18 abr 2026)
(Direitos autorais reservados: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2026/04/18 – G1/ Pop e Arte/ Cinema/ POP & ARTE/ CINEMA/ NOTÍCIA/ Por France Presse — 18/04/2026)

