Horace Liveright, foi editor e produtor, foi o primeiro editor a demonstrar interesse ativo em Eugene O’Neill e ajudou a impulsionar a carreira de Hendrik Van Loon, Ben Hecht, Ernest Hemingway, Emil Ludwig, Robinson Jeffers, Theodore Dreiser e outros

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Horace Liyerright; editor e produtor de peças teatrais foi o primeiro a defender Eugene Q’Neill.

Opositor da censura estatal foi figura central nas audiências sobre o projeto de lei “Livros Limpos”.

 

Horace Liveright (nasceu em 10 de dezembro de 1884, em Osceola Mills, Pensilvânia – faleceu em 24 de setembro de 1933), foi editor e produtor.

Desde que ingressou no ramo editorial em 1917 até sua aposentadoria da empresa Liveright, Inc., em 1930, ele foi uma figura de destaque no mercado de livros, tanto por sua personalidade quanto pelos livros que patrocinou. 

O interesse do Sr. Liveright pelas belas-letras era profundo. Desenvolveu-se desde cedo e nem mesmo uma tentativa bem-sucedida de vender títulos e valores mobiliários conseguiu sufocá-lo. Sua educação inicial na cidade mineradora de Osceola Mills, Pensilvânia, pouco contribuiu para o que se tornaria seu principal interesse na vida, e os poucos anos que passou como office boy em uma corretora de valores da Filadélfia dificilmente poderiam ser considerados um treinamento para sua carreira.

Escreveu ópera cômica aos 17 anos.

Mas aos 16 anos, quando trabalhava como auxiliar de escritório, ele já havia tomado sua decisão, e aos 17 completou o libreto e as letras de uma ópera cômica chamada “John Smith”. A ópera chegou a ser ensaiada no Teatro Wallack, em Nova York, por Edward E. Rice, mas Rice faliu antes da estreia.

Logo depois, o Sr. Liveright mudou-se para Nova York e passou vários anos vendendo títulos com sucesso para a Sutro Brothers, até se tornar gerente do departamento de títulos da Day Adams & Co. Em 1911, ele abandonou o ramo de títulos, pelo qual não tinha apreço, e fundou uma pequena empresa para a fabricação e venda de produtos de papel.

Amante da literatura, o Sr. Liveright mostrou-se receptivo à ideia quando, em 1917, Albert Boni (1892 – 1981) lhe apresentou a proposta de fundar a “The Modern Library”. Com a Boni & Liveright como editora, a Modern Library cresceu de doze títulos para várias centenas, tornando-se a forma mais popular de reimpressão de clássicos, semi-clássicos e quase-clássicos da literatura. O Sr. Boni aposentou-se da empresa algum tempo depois, deixando o Sr. Liveright no comando exclusivo.

Ele foi o primeiro editor a demonstrar interesse ativo em Eugene O’Neill e ajudou a impulsionar a carreira de Hendrik Willen Van Loon (1882 – 1944), Ben Hecht, Ernest Hemingway, Emil Ludwig (1881 – 1948), Robinson Jeffers (1887 – 1962), Theodore Dreiser e outros. Seus amigos lembram que sua regra para jovens autores era que seus primeiros livros sempre deveriam ter uma chance, partindo do princípio de que o segundo livro poderia ser bom.

Tornou-se produtor há oito anos.

O Sr. Liveright começou a dedicar grande parte de seu interesse ao teatro há cerca de oito anos e, em 1930, rompeu seus laços com a Liveright, Inc., embora a empresa tenha continuado a usar o mesmo nome até falir.

Os livros que ele publicou e as peças que produziu eram constantemente alvos da Sociedade para a Supressão do Vício, liderada por John S. Sumner (1876 — 1971), e o Sr. Liveright revidava com constante oposição à censura de livros e peças pela cidade ou pelo estado.

O “Projeto de Lei dos Livros Limpos” em Albany não encontrou oponente mais vigoroso do que o Sr. Liveright. Ele se tornou produtor em 1925 e foi responsável pela apresentação ao público nova-iorquino de “The Firebrand”, “Hamlet in Modern Times”, “An American Tragedy” e “Dracula”, entre outros.

À época de sua morte, ele tinha uma peça, “Hotel Alimony”, aguardando estreia na Broadway, e sua autobiografia, “The Turbulent Years”, estava na lista da Simon & Schuster para publicação na primavera seguinte.

Ele foi casado duas vezes e divorciado duas vezes. Sua primeira esposa, Lucille E. Liveright, divorciou-se dele em 1928 em uma ação consensual, após um acordo de separação ter estado em vigor por mais de um ano.

Horace Liveright faleceu em 24 de setembro de 1933 às 7h da manhã em sua casa, no número 33 da Rua 51 Oeste. Ele estava doente com pneumonia. Ele tinha 49 anos de idade.

Em dezembro de 1931, ele se casou com a atriz Elise Barlett, que entrou com um pedido de divórcio em abril de 1932. Ele deixa uma filha, Lucy, e um filho, Herman, ambos de seu primeiro casamento; sua mãe, Sra. Henry Liveright, e dois irmãos e duas irmãs.

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1933/09/25/archives – New York Times/ Arquivos/ Arquivos do The New York Times – 25 de setembro de 1933)

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