FJ Ingelfinger, foi editor médico; Progresso no Jornal
Dr. Franz Joseph Ingelfinger (nasceu em 20 de agosto de 1910 em Dresden, Alemanha — faleceu em 26 de março de 1980 em Boston), foi um médico alemão-americano, pesquisador e editor de periódicos que alcançou o ápice em duas carreiras médicas — como professor e pesquisador de doenças intestinais e como editor do The New England Journal of Medicine.
O Dr. Ingelfinger era conhecido por seu humor, compromisso com a precisão, produção prolífica de seus escritos e sua determinação. Embora seu ritmo de trabalho tivesse diminuído consideravelmente em decorrência da doença, ele continuou trabalhando até pouco antes de falecer. Sua filosofia de vida, como certa vez disse a um colega, era tentar não fazer o que todos os outros estavam fazendo.
Ele era considerado o decano dos gastroenterologistas americanos, ou especialistas em distúrbios intestinais, quando em 1967 iniciou uma carreira de 10 anos como editor do renomado New England Journal of Medicine.
Progresso no Jornal
Naquela época, o semanário tinha uma tiragem de 105.978 exemplares e uma reputação nacional pela competência técnica de seus artigos. O Dr. Ingelfinger ampliou seu escopo para incluir problemas sociais e éticos que afetavam a medicina e a sociedade, e transformou a seção de correspondência em um fórum dinâmico para novas ideias.
Essas medidas, contou ele a um visitante frequente de seu escritório na Biblioteca Countway da Faculdade de Medicina de Harvard, refletiam seu apreço por novos desafios e controvérsias. Quando o Dr. Ingelfinger se aposentou, a circulação da revista era de 169.873 exemplares e ela tinha edições na Europa. O número de artigos submetidos aumentou 140%. A circulação agora é de 205.000 exemplares.
O Dr. Inglefinger buscou material de referência, incluindo o relato de Norman Cousins (1915 – 1990) sobre sua recuperação de uma doença crônica, que hoje é um best-seller intitulado “Anatomia de uma Doença”.
Em 1970, ele instituiu uma política que proibia potenciais autores de artigos em sua revista de publicarem o mesmo material em outros lugares. Essa política ficou conhecida como a regra de Ingelfinger e causou controvérsias nas áreas da medicina e do jornalismo.
Franz Joseph Ingelfinger nasceu em 20 de agosto de 1910 em Dresden, Alemanha, e chegou aos Estados Unidos em 1922. Ele se formou em Yale em 1932 e na Faculdade de Medicina de Harvard em 1936.
O Dr. Ingelfinger foi reconhecido por seu papel fundamental na transformação da gastroenterologia, de um campo predominantemente empírico para uma área com sólida base científica.
Entre suas contribuições para o avanço da área, destaca-se a inserção de tubos pelo nariz e pela boca até o esôfago, estômago e intestinos para estudar sua fisiologia.
Ele realizou pesquisas originais sobre os movimentos e contrações do esôfago e intestinos, bem como sobre o papel do fígado em diversas doenças. Frequentemente, ele realizava experimentos em si mesmo.
Ele lecionou na Universidade de Boston, em Harvard e em Tufts. Ex-alunos o recordaram como um professor e diagnosticador brilhante.
Em sua carreira acadêmica, o Dr. Ingelfinger formou 60 pesquisadores e professores, carinhosamente conhecidos como Fingerlings. A maioria se tornou professor e líder na área.
O Dr. Ingelfinger faleceu em 26 de março de 1980 em um hospital de Boston. Ele tinha 69 anos.
Ele morreu de câncer de esôfago, ou garganta, uma área anatômica na qual seus estudos lhe renderam reconhecimento internacional. Ele foi submetido a uma cirurgia e outros tratamentos para o câncer, e sua sobrevida de quatro anos e quatro meses foi considerada excepcionalmente longa.
O Dr. Ingelfinger deixa esposa, Sarah Shurcliff; um filho, o Dr. Joseph A., médico em Boston, e uma filha, Alice Harris, de Concord, Massachusetts.
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1980/03/27/archives – New York Times/ ARQUIVOS/ Arquivos do The New York Times/ Por Lawrence K. Altman – 27 de março de 1980)
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