Carl Kaysen, professor emérito do MIT e especialista em segurança nacional
Como conselheiro do presidente Kennedy, ele ajudou a negociar um importante tratado de proibição de testes nucleares.
Carl Kaysen (nasceu em 5 de março de 1920, na Filadélfia, Pensilvânia – faleceu em 8 de fevereiro de 2010, em Cambridge, Massachusetts), foi especialista em segurança nacional, Professor David W. Skinner de Economia Política do MIT, Emérito, e ex-diretor do Programa de Ciência, Tecnologia e Sociedade do Instituto.
Economista de formação, Kaysen ampliou seus interesses no início de sua carreira e participou de importantes iniciativas de segurança nacional como um alto funcionário do governo Kennedy. Mais tarde, Kaysen passou uma década como diretor do Instituto de Estudos Avançados em Princeton, NJ, e, tendo ingressado no MIT em 1976, atuou como diretor do Programa de Ciência, Tecnologia e Sociedade do Instituto durante a década de 1980.
Natural da Filadélfia, Kaysen recebeu seu bacharelado pela Universidade da Pensilvânia em 1940. Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou como economista para o Escritório de Serviços Estratégicos dos Estados Unidos e, em seguida, em assuntos de inteligência para a Força Aérea do Exército dos EUA. Após a guerra, Kaysen retomou seus estudos, obtendo um mestrado em Harvard em 1947 e, em seguida, um doutorado em economia por Harvard em 1954. Harvard o nomeou professor de economia em 1957.
Um dos muitos acadêmicos recrutados de Cambridge para se juntar ao governo Kennedy, Kaysen serviu de 1961 a 1963 como assistente especial adjunto para assuntos de segurança nacional. Em uma entrevista de 2008 ao Centro de Estudos Internacionais do MIT, Kaysen declarou que seu trabalho na equipe que negociava o Tratado de Proibição Limitada de Testes Nucleares entre os Estados Unidos, a União Soviética e o Reino Unido estava entre os momentos de maior orgulho de sua carreira. Assinado em 1963, o tratado proibia todas as detonações de testes nucleares, exceto aquelas subterrâneas. “Guardo com carinho uma foto minha e do presidente, [Averell] Harriman, no Porto de Hyannis quando voltamos de Moscou”, disse Kaysen.
Após deixar Washington, Kaysen retornou a Harvard, antes de se aposentar novamente para se tornar diretor do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, de 1966 a 1976. Enquanto estava no instituto, fundou a Escola de Ciências Sociais.
Ao retornar a Cambridge, ingressou no MIT e dirigiu o novo programa de Ciência, Tecnologia e Sociedade do instituto, de 1981 a 1987. Após a aposentadoria, Kaysen permaneceu como um acadêmico ativo, filiado ao Centro de Estudos Internacionais do MIT; também foi copresidente do Comitê de Estudos sobre Segurança Internacional da Academia Americana de Artes e Ciências, da qual era membro.
Nos últimos anos, Kaysen criticou a política externa dos EUA, afirmando que a guerra no Iraque foi “inventada para um propósito perfeitamente implausível”. Em 2002, Kaysen ajudou a produzir um estudo para a Academia Americana de Artes e Ciências, “Guerra com o Iraque: Custos, Consequências e Alternativas”, que ponderou as implicações da guerra no Iraque; ele também permaneceu comprometido com uma visão internacionalista da formulação de políticas. “Na medida em que houver um Estado de Direito internacional que restrinja tanto os outros quanto a nós, viveremos em um mundo mais ordeiro e pacífico”, afirmou Kaysen.
Em sua entrevista de 2008 à CIS, quando solicitado a citar os destaques de sua carreira, Kaysen também se lembrou de “uma certa emoção” após publicar seu primeiro livro, em 1957 — uma análise econômica de um caso antitruste entre o governo e a United Shoe Machinery Corporation. “Eu não esperava que se tornasse um best-seller, e não se tornou”, brincou. No total, Kaysen escreveu, foi coautor ou editor de vários livros ou relatórios, incluindo “Política antitruste: uma análise econômica e jurídica” (com Donald F. Turner, 1959), uma série de palestras intitulada “O ensino superior, as universidades e o público” (1969) e “Normas emergentes de intervenção justificada” (1993), uma análise dos engajamentos militares.
Colegas se lembram de Kaysen como um intelectual consciencioso que analisava questões minuciosamente antes de chegar às suas conclusões. “Carl era uma pessoa muito fluente e de fala mansa”, disse o professor emérito de Ciência Política Eugene Skolnikoff. “Ele obviamente pensava antes de falar e sempre fazia muito sentido.”
Carl Kaysen morreu em 8 de fevereiro em sua casa em Cambridge. Ele tinha 89 anos.
Kaysen foi precedido na morte por sua primeira esposa de 50 anos, Annette Neutra Kaysen. Ele deixa sua esposa, Ruth Butler; e suas filhas, Susanna Kaysen, de Cambridge, e Jesse Kaysen, de Madison, Wisconsin.
Em vez de flores, doações em memória de Kaysen podem ser feitas à Biblioteca John F. Kennedy ou à Biblioteca Pública de Cambridge.
Uma cerimônia em memória a Kaysen será realizada em Cambridge em data ainda a ser anunciada. O Escritório de Notícias do MIT divulgará os detalhes assim que estiverem disponíveis.
(Direitos autorais reservados: https://news.mit.edu/2010 – Instituto de Tecnologia de Massachusetts/ NOTÍCIAS/ por Peter Dizikes, Escritório de Notícias do MIT – 8 de fevereiro de 2010)
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