Nawaf al Ahmad al Sabah, foi o Emir do Kuwait, país produtor de petróleo do Golfo, detentor da sétima maior reserva de petróleo do mundo, faz fronteira com a Arábia Saudita e o Iraque e fica do outro lado do Golfo do Irã, e aliado dos EUA, foi emir apenas durante três anos, mas passou seis décadas envolvido na tumultuada liderança do país, ocupando vários cargos importantes

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Emir do Kuwait, Sheikh Nawaf al-Ahmad al-Sabah

Sheikh Nawaf al-Ahmad al-Sabah, emir do Kuwait — (Foto: Yasser Al-Zayyat/AFP)

 

Nawaf Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah (nasceu em 25 de junho de 1937, Kuwait, Kuwait – faleceu em 16 de dezembro de 2023), foi o Emir do Kuwait, país produtor de petróleo do Golfo, aliado dos Estados Unidos.

O xeque Nawaf foi nomeado príncipe herdeiro em 2006 por seu meio-irmão, xeque Sabah al Ahmad al Sabah, e assumiu o cargo de emir após sua morte em setembro de 2020, aos 91 anos.

O Sheikh Nawaf tornou-se emir em setembro de 2020, após a morte do seu irmão, o Sheikh Sabah, que governou durante mais de uma década e moldou a política externa do país durante mais de 50 anos.

Ele era visto pelos diplomatas como um construtor de consenso, embora o seu reinado tenha sido marcado por um intenso impasse entre o governo e o parlamento eleito, o que impediu reformas estruturais importantes no país rico em petróleo.

O Kuwait, detentor da sétima maior reserva de petróleo do mundo, faz fronteira com a Arábia Saudita e o Iraque e fica do outro lado do Golfo do Irã.

Desde que assumiu o cargo em 2020, o Sheikh Nawaf manteve uma política externa que equilibrou os laços com esses vizinhos, enquanto a nível interno foram formados oito governos.

País de 4,5 milhões de habitantes, dos quais 1,3 milhão são kuwaitianos, o Kuwait está mergulhado há vários anos em uma crise profunda entre os poderes executivo e legislativo, que bloqueia qualquer tentativa de reforma.

É um país abalado por divisões, incluindo dentro da família Al Sabah, com troca de acusações de corrupção e conspiração entre alguns de seus membros.

O xeque Nawaf foi emir apenas durante três anos, mas passou seis décadas envolvido na tumultuada liderança do país, ocupando vários cargos importantes.

Foi, entre outros, ministro da Defesa quando o Iraque invadiu o país em 1990 e também ocupou a pasta do Interior durante o período em que as forças de segurança kuwaitianas lutaram contra islamistas armados em 2005.

Na esfera diplomática, manteve o “status quo”, optando pela ausência de relações com Israel. Manteve, no entanto, relações equilibradas com Arábia Saudita e Irã, os dois grandes inimigos regionais.

Com seu estilo discreto, conseguiu sobreviver à agitada política do Kuwait, marcada por repetidas disputas entre o governo e o parlamento.

País conservador, no qual os postos de poder estão concentrados nas mãos da família al-Sabah, o Kuwait tem o parlamento mais ativo e poderoso do Golfo.

Um dos principais exportadores de petróleo do mundo, detentor de cerca de 7% das reservas mundiais de petróleo bruto, é um Estado extremamente rico, onde a instabilidade abrandou as reformas e o desenvolvimento de infraestruturas.

A luta permanente entre o Executivo e os parlamentares resultou em uma dança de governos e na dissolução da Assembleia em inúmeras ocasiões na última década.

No início de abril, a pequena monarquia formou seu sétimo governo em três anos. Poucos dias depois, o emir dissolveu o parlamento e convocou novas eleições legislativas.

De um modo geral, o xeque Nawaf se manteve à margem da vida política, em benefício do príncipe herdeiro xeque Mishal.

 

– Disputa entre os Poderes Executivo e Legislativo –

A Constituição do Kuwait estabelece que o soberano deve ser descendente do fundador da nação, Mubarak al-Sabah. Mas, durante muito tempo, respeitou-se uma tradição de alternância entre os ramos da família Salem e Jaber.

O antigo emir xeque Sabah, da família Jaber, pôs fim a essa tradição, ao nomear o xeque Nawaf, também Jaber, como príncipe herdeiro em 2006, afastando, assim, a família Salem.

O xeque Nawaf foi emir apenas durante três anos, mas passou seis décadas envolvido na tumultuada liderança do país, ocupando ários cargos importantes.

Foi, entre outros, ministro da Defesa quando o Iraque invadiu o país em 1990 e também ocupou a pasta do Interior durante o período em que as forças de segurança kuwaitianas lutaram contra islamistas armados em 2005.

Na esfera diplomática, manteve o “status quo”, optando pela ausência de relações com Israel. Manteve, no entanto, relações equilibradas com Arábia Saudita e Irã, os dois grandes inimigos regionais.

Com seu estilo discreto, conseguiu sobreviver à agitada política do Kuwait, marcada por repetidas disputas entre o Governo e o Parlamento.

País conservador, no qual os postos de poder estão concentrados nas mãos da família al Sabah, o Kuwait tem o Parlamento mais ativo e poderoso do Golfo.

Um dos principais exportadores de petróleo do mundo, detentor de cerca de 7% das reservas mundiais de petróleo bruto, é um Estado extremamente rico, onde a instabilidade abrandou as reformas e o desenvolvimento de infraestruturas.

A luta permanente entre o Executivo e os parlamentares resultou em uma dança de governos e na dissolução da Assembleia em inúmeras ocasiões na última década.

No início de Abril, a pequena monarquia formou seu sétimo governo em três anos. Poucos dias depois, o emir dissolveu o Parlamento e convocou novas eleições legislativas.

De um modo geral, o xeque Nawaf se manteve à margem da vida política, em benefício do príncipe herdeiro xeque Mishal.

 

O emir do Kuwait, xeque Nawaf faleceu no sábado (16), aos 86 anos, anunciou a Corte Real, após um mandato de três anos marcado por múltiplos conflitos políticos à frente desse país do Golfo rico em petróleo.

“Com grande tristeza, lamentamos a morte do xeque Nawaf al Ahmad Al Sabah, emir do Estado do Kuwait”, afirmou um comunicado divulgado pela televisão estatal.

Pouco antes, a televisão estatal interrompeu sua programação e transmitido versos do Alcorão.

Em novembro, o xeque Nawaf foi internado, devido a “um problema de saúde urgente”, segundo a agência oficial de notícias KUNA, sem dar detalhes sobre a doença. Posteriormente, sua condição foi relatada como estável.

Considerando-se sua idade, sua saúde sempre foi uma questão importante durante sua gestão.

Pouco depois, a televisão estatal informou a nomeação como novo emir do príncipe herdeiro, xeque Mishal al Ahmad al Jaber al Sabah, de 83 anos, meio-irmão do falecido xeque Nawaf.

“O gabinete do Kuwait nomeia o príncipe herdeiro, sua alteza xeque Mishal, emir do Estado do Kuwait”, informou a emissora.

O príncipe herdeiro Sheikh Meshal al-Ahmad al-Sabah, 83 anos, irmão do Sheikh Nawaf, é o sucessor designado. É ele quem, de fato, governa o Kuwait desde 2021, quando o frágil emir entregou a maior parte das suas funções.

Segundo a constituição do Kuwait, o príncipe herdeiro torna-se automaticamente emir, mas só assume o poder depois de prestar juramento no parlamento. O novo emir tem até um ano para nomear um herdeiro.

O príncipe herdeiro do Kuwait, xeque Mishal al-Ahmad al-Jaber al-Sabah, de 83 anos, foi nomeado no sábado (16) novo emir do país, após o falecimento de seu antecessor, uma substituição que acontece em um momento de tensões internas.

Mishal al-Ahmad al-Jaber al-Sabah é o novo emir do Kuwait KUWAIT NEWS AGENCY

Mishal al-Ahmad al-Jaber al-Sabah é o novo emir do Kuwait. (KUWAIT NEWS AGENCY)

“O gabinete kuwaitiano nomeia o príncipe herdeiro, Sua Alteza xeque Mishal, emir do Estado do Kuwait”, anunciou a televisão estatal desse pequeno país do Golfo, muito rico em petróleo.

 Mishal se torna o 17º soberano do Kuwait, ao assumir o lugar de seu meio-irmão, o xeque Nawaf al-Ahmad al-Sabah, falecido hoje, aos 86 anos, após um mandato de três anos, anunciou a Corte Real.

Nomeado príncipe herdeiro em 2020, o novo emir foi ministro do Interior e dedicou boa parte de sua carreira à área de segurança e dos serviços de Inteligência.

(Créditos autorais: https://noticias.r7.com/internacional –  INTERNACIONAL | por AFP – 16/12/2023)

(Créditos autorais: https://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo – IstoÉ/ NOTÍCIAS/ MUNDO/ História por admin3 – 16/12/2023)

(Créditos autorais: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/12/16 – MUNDO/ NOTÍCIA/ Por Reuters – 16/12/2023)

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