Yang Tongyan, foi um triunfador pacífico dos direitos humanos e da democracia, que fez um grande sacrifício pessoal para se manter fiel aos seus princípios

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Dissidente chinês cumpriu quase toda a pena de 12 anos por “subversão” e tinha tumor no cérebro

 

Yang Tongyan , ativista e escritor chinês (Foto: Hong Kong Free Press)

 

Yang Tongyan , ativista e escritor chinês

Em 2006, foi condenado a 12 anos de prisão por publicar conteúdos críticos ao Governo, e anteriormente já tinha cumprido outra sentença de dez anos de prisão por criticar a repressão durante o massacre de Tiananmen em 1989, quando acredita-se que morreram milhares de pessoas, embora o número de mortos continue sendo um segredo de estado.

 

Freedom to Write

Yang recebeu o prêmio “Freedom to Write” em 2008 da PEN America, uma organização dedicada à liberdade de expressão, e também faz parte do Independent Chinese Pen Center.

 

“Freedom to Write”

Inscrição vintage feita pela velha máquina de escrever, liberdade “Freedom to Write” (Foto: IACCW)

 

Yang Tongyan, também conhecido como Yang Tianshui, foi posto em liberdade condicional em agosto de 2017 para passar por uma cirurgia por conta de um tumor cerebral.

Yang Tongyan morreu em 8 de novembro de 2017, aos 56 anos em consequência de um câncer após ter passado mais de 20 anos na prisão por suas críticas ao Governo chinês.

“Yang Tongyan foi um triunfador pacífico dos direitos humanos e da democracia, que fez um grande sacrifício pessoal para se manter fiel aos seus princípios”, destacou em comunicado o diretor da AI para a Ásia Oriental, Nicholas Bequelin.

“As autoridades temiam o poder de suas palavras e fizeram o possível para silenciá-lo. Nunca deveria ter passado um só dia na prisão e muito menos quase metade de sua vida”, acrescentou.

“A morte de outro detido chinês sob liberdade condicional médica é alarmante. Em muitos casos, os ativistas presos gravemente doentes conseguem a liberdade condicional tardia e os desejos de suas famílias de receber tratamento fora da prisão ou no exterior são ignorados”, denunciou a AI.

Nos últimos anos, organizações internacionais denunciaram os casos de ativistas e críticos que faleceram sob detenção na China.

Em 13 de julho, o dissidente e Nobel da Paz Liu Xiaobo morreu sob custódia, e não foi libertado apesar de padecer de um câncer terminal, o que provocou várias críticas da comunidade internacional.

 

Cartazes recordando a morte de outro dissedente, o prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo
(Foto: Aaron Tam/AFP/Arquivos)

 

“A AI considera que Yang Tongyan, Liu Xiaobo e Cao Shunli (dissidente que morreu quando estava detida após ter a assistência médica negada) são presos de consciência, detidos unicamente por exercer pacificamente seus direitos humanos”, disse a organização.

(Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2017/11/08 – ÚLTIMAS NOTÍCIAS – Pequim (EFE) – 8/11/2017)

(Fonte: Zero Hora – Ano 54 – N° 18.935 – 15 NOVEMBRO 2017 – TRIBUTO – Pág: 25)

(Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/literatura/noticia/2017/11/09 – CULTURA – LITERATURA – 09/11/2017)

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