William Knowles, dividiu o Prêmio Nobel de Química com seu compatriota Karl Barry Sharpless e o japonês Ryoji Noyori

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Prêmio Nobel que contribuiu no tratamento do Parkinson

Em 2001, ele dividiu o Nobel de Química com Karl Barry e Ryoji Noyori.

As descobertas de Knowles, de Barry Sharpless e Ryoji Noyori tornaram possível a fabricação de um dos principais medicamentos contra o Parkinson

William Knowles, vencedor do Prêmio Nobel de Química em 2001 (James A. Finley/AP/VEJA)

William Knowles, vencedor do Prêmio Nobel de Química em 2001 (James A. Finley/AP/VEJA)

Químico americano William Standish Knowles (Taunton, 1º de julho de 1917 – 15 de junho de 2012), que em 2001 dividiu o Prêmio Nobel de Química com seu compatriota Karl Barry Sharpless e o japonês Ryoji Noyori por pesquisas que ajudaram no tratamento do Parkinson.

 

ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA

Doença que causa a perda progressiva dos movimentos e da fala devido à morte dos neurônios motores. Na maioria dos casos não há perda da capacidade cognitiva e a pessoa se torna uma prisioneira dentro do próprio corpo. É o caso do famoso físico inglês Stephen Hawkins. Estima-se que há 350.000 pessoas afetadas pela doença.

MOLÉCULAS QUIRAIS

Molécula quirais são idênticas na composição (têm os mesmos átomos), mas têm a forma de objetos refletidos no espelho. Uma molécula é como o reflexo da outra, como a molécula alanina (presente em nosso DNA), vista abaixo.

Alanina

Alanina

 

Knowles trabalhou durante 44 anos na companhia Monsanto, uma empresa provedora de produtos químicos com sede na cidade de Saint Louis até sua aposentadoria, em 1986. No entanto, 15 anos depois, aos 84 anos de idade, foi agraciado com o prêmio Nobel de Química.

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Os descobrimentos que realizou enquanto pertencia a esta companhia facilitaram a fabricação industrial do remédio que posteriormente foi utilizado para tratar o mal de Parkinson.

As pesquisas dos três cientistas se baseiam nas propriedades das moléculas que se apresentam em duas formas, como imagens que se refletem e que são conhecidas como moléculas quirais.

As descobertas que realizou enquanto trabalhava na companhia facilitaram a fabricação do remédio que posteriormente foi utilizado para tratar a doença de Parkinson. As pesquisas dos três cientistas se basearam nas propriedades das moléculas quirais. Knowles, professor emérito da Universidade de Missouri, descobriu que é possível utilizar certos elementos químicos – os metais de transição – para fabricar quirais catalisadores e obter como produto final a forma molecular procurada.

Sua pesquisa abriu passagem para a produção do fármaco L-dopa, ou levodopa, que é utilizado atualmente no tratamento do Parkinson. A levodopa funciona repondo a dopamina nos pacientes com Parkinson, que acontece justamente quando a comunicação entre os neurônios é prejudicada pela falta do neurotransmissor.

Knowles, professor emérito da Universidade de Missouri, descobriu que é possível utilizar metais de transição para fabricar quirais catalisadores por meio da hidrogenação e obter como produto final a forma molecular procurada.

Sua pesquisa abriu passagem imediatamente ao processo industrial para a produção do fármaco L-dopa, que é utilizado atualmente no tratamento do Parkinson.

Knowles morreu aos 95 anos, em 15 de junho de 2012.

Lesley McIntire, filha do químico americano, confirmou que seu pai faleceu dia 13 de junho de 2012, por complicações de esclerose lateral amiotrófica (ELA), segundo o jornal ‘The Washington Post’.

(Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/06 – CIÊNCIA E SAÚDE – Da EFE – 18/06/2012)

(Fonte: http://veja.abril.com.br/ciencia – CIÊNCIA/ Por Da Redação – 19 jun 2012)

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