W. M. VOYNICH; BIBLIOFILO NOTÁVEL; Autoridade em Manuscritos Medievais, dos quais possuía grande coleção.
ENCONTROU OBRA “PERDIDA” DE BACON enquanto estudante na Rússia. Foi preso por atividades políticas e exilado na Sibéria.
Wilfred Michael Voynich (nasceu em 12 de novembro de 1865, em Hrodna, Bielorrússia – faleceu em 19 de março de 1930, em Nova Iorque, Nova York), foi renomado bibliófilo e autoridade em manuscritos medievais.
Voynich, um romancista, mais conhecido por sua história sobre a dominação austríaca na Itália, intitulada “The Gadfly”.
O Sr. Voynich, que residiu em Nova York por quinze anos, dedicou muitos anos ao estudo da cultura medieval e possuía uma grande coleção de manuscritos raros, adquiridos durante suas viagens por diversos países. Em 1929, ele apresentou à Biblioteca do Congresso uma tradução latina do século XV das cartas atribuídas a Falaris, tirano de Agrigento, na Sicília. Anteriormente, ele havia doado à biblioteca um texto iluminado em pergaminho do século XIV do sexto livro dos Decretais, preparado por uma comissão de canonistas sob o Papa Bonifácio VIII.
Um evento notável na carreira do Sr. Voynich foi a descoberta do famoso “manuscrito perdido”, atribuído ao filósofo e cientista inglês medieval, Roger Bacon, escrito em um intrincado código cifrado. Após vários anos de estudo, o falecido Dr. William Romaine Newbold (1865 – 1926), da Universidade da Pensilvânia, descobriu a chave para o código e iniciou a tradução do manuscrito. Em 1921, ele revelou que o filósofo havia antecipado muitas descobertas científicas dos tempos modernos. O manuscrito, que ainda não foi completamente traduzido, encontra-se na coleção que pertencia ao Sr. Voynich quando ele faleceu.
Nascido na Polônia em novembro de 1865, o Sr. Voynich estudou na Universidade de Moscou. Enquanto estudante, foi preso por atividades relacionadas ao Movimento Nacional Polonês e mantido em confinamento solitário na cidadela de Varsóvia por vários anos. Mais tarde, foi exilado na Sibéria Oriental, onde se dedicou ao estudo das religiões nativas e de diversas línguas. Posteriormente, referiu-se à sua prisão e exílio como seu “segundo curso universitário”.
Em 1890, escapou da Sibéria e foi para a Inglaterra, onde se casou e se tornou cidadão britânico. Após adquirir reputação internacional como bibliógrafo e medievalista, chegou a este país em 1914.
Ele participou ativamente de um movimento para estabelecer bibliotecas nos Estados Unidos, a fim de estimular a pesquisa sobre a cultura de épocas passadas. Tinha escritórios na Rua Quarenta e Dois Oeste, 33, e residia no Hotel Commodore.
Wilfred M. Voynich faleceu em 19 de março de 1930 no Hospital Roosevelt após uma doença prolongada, aos 64 anos. Ele deixa uma viúva, a Sra. Ethel L.
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1930/03/20/archives – New York Times/ ARQUIVOS/ Arquivos do New York Times – 20 de março de 1930)
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