Wan Li, ex-presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN), reconhecido pela elaboração de políticas reformistas

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Político reformista chinês, ex-presidente do Comitê Permanente da APN

O último dos “oito imortais”

 

 

Wan Li supervisionou o desmantelamento de comunidades agrícolas como chefe do partido na província de Anhui após a morte de Mao em 1976, ajudando a abrir caminho para uma reforma mais ampla (Foto: EJ Insight / Divulgação)

 

O homem que Chui Sai On diz ter apoiado a implementação da política de ‘Um País, Dois Sistemas’ e que se “empenhou de corpo e alma na elaboração da Lei Básica de Macau”. Wan Li ficou marcado como um dos reformistas mais liberais da China

Wan Li (1° de dezembro de 1916 – Pequim, 15 de julho de 2015), político reformista chinês, ex-presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN), foi um político chinês reconhecido pela elaboração de políticas reformistas

Wan Li era uma figura incontornável no seio político do Partido Comunista da China, tendo desempenhado o cargo de Ministro dos Transportes e de vice-primeiro-ministro da China. Era visto como uma “voz liberal” na liderança comunista e foi o responsável por diversas reformas que tiveram lugar no continente.

Wan era tido como “um dos oito imortais” – uma referência a um grupo de idosos revolucionários que sobreviveram às “limpezas” maoístas, como caracteriza a Agência France Press, e que ajudaram Deng Xiaoping, membro do grupo, subir ao poder.

Foi presidente do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular desde 1988 e durante cinco anos, tendo desempenhado o cargo quando se deu o Massacre da Praça de Tiananmen, em Pequim, em 1989. Nunca foi oficialmente conhecida a posição de Wan face aos protestos estudantis mas, ainda que não tivesse tentado opor-se ao massacre, Wan era um aliado do secretário-geral do Partido Comunista da altura, Zhao Ziyang, que foi deposto do cargo por manifestar apoio aos estudantes, tendo sido detido em prisão domiciliário até à sua morte em 2005.

Wan era presidente do Congresso Nacional do Povo, principal casa legislativa da China, em 1989, quando estudantes se reuniram na Praça da Paz Celestial, em Pequim, para protestar pela democracia. Nunca ficou claro qual foi o posicionamento de Wan em relação aos manifestantes, embora ele nunca tenha se declarado abertamente contrário à repressão militar violenta que deu fim ao movimento.

No entanto, Wan foi um aliado próximo do secretário-geral do Partido Comunista à época, Zhao Ziyang, que foi deposto por apoiar os estudantes e permaneceu em prisão domiciliar até sua morte, em 2005.

 

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Wan Li, ex-presidente do Comitê Permanente da APN (Foto: Divulgação)

 

Wan era mais bem conhecido pelas políticas reformistas que começou a implementar no final dos anos 1970, especialmente na zona rural da China.

Enquanto foi chefe do partido na província de Anhui, no leste do país, ele se tornou um pioneiro das reformas rurais chinesas que viriam a substituir o sistema comunal.

Wan Li chegou a ser perseguido em 1966-1976, durante a Revolução Cultural, especialmente porque nos anos 1970 começou a implementar reformas políticas, nomeadamente na parte mais rural da China. Wan foi dos primeiros líderes do país a reformar-se dos cargos do Governo, instando a que os cargos não fossem desempenhados pela mesma pessoa durante toda a sua vida, como era comum na China.

Ele também foi um dos primeiros líderes do país a se aposentar de suas posições no partido e no governo, encerrando um costume dos políticos chineses de permanecerem em seus cargos por toda a vida.

Wan Li morreu em 15 de julho de 2015, aos 99 anos, em Pequim.

O Chefe do Executivo manifestou os seus pêsames pela morte do ex-presidente do Comité Permanente, fazendo questão de ressalvar que “Wan Li sempre promoveu a política nacional de abertura e reforma”.

Em nota de imprensa, Chui Sai On diz que Wan prestou contributos de grande importância para o desenvolvimento da China, “inclusive para a construção de um sistema democrático” no país.
O líder do Governo acrescentou ainda que Wan Li apoiou a implementação da política de ‘Um País, Dois Sistemas’, além de se ter “empenhando de corpo e alma na elaboração da Lei Básica de Macau”.

(Fonte: https://www20.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/asia/2015/07/15 – MUNDO – ÁSIA – Associated Press – 15/07/2015)

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