Tom Noonan, ator, dramaturgo e diretor, ficou famoso em todo o mundo por seus trabalhos no cinema, como vilões de produções como “Caçador de Assassinos”, “Robocop 2”, “O Último Grande Herói” e “Deu a Louca nos Monstros”, era considerado um grande dramaturgo por seu trabalho no teatro americano, tornou-se parceiro criativo de Charlie Kaufman — em Sinédoque, Nova York (2008) e Anomalisa (2015)

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Tom Noonan, ator de filmes como ‘Robocop 2’ e ‘Caçador de Assassinos’

Artista também era conhecido por sua carreira no teatro americano.

Astro americano manteve carreira estável no cinema desde os anos 1980

Tom Noonan na estreia da série ‘Inferno Sobre Rodas’, em 2011  (Crédito da fotografia: cortesia Paul Archuleta/FilmMagic/Getty Images)

 

 

Tom Noonan (nasceu em 12 de abril de 1951, em Greenwich, Connecticut — faleceu em 14 de fevereiro de 2026), ator, dramaturgo e diretor.

Noonan nasceu em Connecticut, na costa leste dos Estados Unidos, filho de uma professora de matemática e de um dentista que tocava jazz no tempo livre. Apesar da vocação artística do pai e da influência do irmão — o dramaturgo John Ford Noonan —, ele só começou a atuar aos 27 anos e acreditava que seu talento para tal vinha do passado como jogador de basquete, trabalho que considerava performático, de certa maneira.

Alto e imponente, Noonan fez carreira no cinema como vilão em múltiplos filmes dos anos 1980. Na década seguinte, passou a escrever peças, duas das quais transformou em filmes: Romance entre Amigos (1994) e The Wife (1995). O último longa que dirigiu também partiu de um texto teatral próprio: The Shape of Something Squashed (2014).

Seu primeiro destaque, após papéis menores no cinema e no teatro, foi em “Caçador de Assassinos”, de 1986. O ator natural do Brooklyn, Nova York, Estados Unidos, interpretou o serial killer Francis Dollarhyde no filme.

Ele ficou famoso em todo o mundo por seus trabalhos no cinema, como vilões de produções como “Caçador de Assassinos”, “Robocop 2”, “O Último Grande Herói” e “Deu a Louca nos Monstros”.

Ele construiu a carreira principalmente interpretando vilões, como em “Robocop 2” e “Arquivo X”.

Ele viveu Cain, líder de culto viciado em drogas que se transforma no vilão RoboCain em “Robocop 2”. Na série “Arquivo X”, Tom interpreta o serial killer John Lee Roche no décimo episódio da quarta temporada.

Noonan também era reverenciado por sua carreira nos palcos de Nova York desde o fim dos anos 70. Ele era considerado um grande dramaturgo por seu trabalho no teatro americano.

Além de ator, Noonan era dramaturgo e diretor. Ele escreveu e dirigiu “Romance Entre Amigos”, peça que estreou off-Broadway no início dos anos 90 e foi adaptada para um filme.

Também no século XXI, Noonan tornou-se parceiro criativo de Charlie Kaufman — em Sinédoque, Nova York (2008) e Anomalisa (2015). Seu último trabalho em frente às câmeras foi na série 12 Macacos, entre 2015 e 2018.

Tom Noonan morreu no sábado (14) aos 74 anos.

A morte dele foi confirmada nas redes sociais pela atriz Karen Sillas, sua colega de trabalho em algumas produções e pelo diretor Fred Dekker, de Deu a Louca nos Monstros (1987) e confirmada pela Variety. Ela disse que ele faleceu pacificamente, mas não detalhou a causa da morte.

O comunicado de Dekker foi publicado no Facebook e relembra a participação do ator no filme infantojuvenil oitentista, no qual interpretou o monstro de Frankenstein: “É com enorme pesar que comunico a morte de Tom Noonan. Seu trabalho indelével em Deu a Louca nos Monstros é um destaque de minha modesta filmografia, com certeza com a ajuda da maquiagem elaborada por Stan Winston, esculpida por Tom Woodruff Jr. e aplicada por Zoltan Elek”, escreveu. Continuando, o diretor admitiu que estava “desesperado” para que Noonan lesse o roteiro do filme após ser impactado pelo desempenho do amigo em Caçador de Assassinos (1986), filme de ação dirigido por Michael Mann em que vivia um serial killer.

“Ele concordou em me encontrar no apartamento que tinha em Hollywood para discutir o papel. No fim, ele achou a maquiagem árdua e irritante (adorava arrancá-la depois do ‘corta’, e certa noite nem se preocupou com isso, apenas dirigiu para casa ainda caracterizado como Frankenstein). Mesmo assim, ele era um cavaleiro proverbial e um estudioso. O mundo perdeu um grande talento”, concluiu.

(Direitos autorais reservados: https://veja.abril.com.br/cultura – Veja Abril/ CULTURA/ Por Thiago Gelli – 18 fev 2026)

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