Theo Angelopoulos, cineasta grego. Popular entre apreciadores de filmes de arte.

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Theo Angelopoulos, cineasta grego. Popular entre apreciadores de filmes de arte.

Diretor havia recebido a Palma de Ouro de Cannes por “Uma Eternidade e um Dia” em 1998.

Em uma rara entrevista para televisão, em 2011, o diretor disse que seu próximo filme seria sobre a crise econômica na Grécia. “Continuo sendo um esquerdista em confusão total”, afirmou à rede estatal NET.

Conhecido pelo seu estilo pausado, lento e etéreo, Angelopoulos teve uma carreira de mais de 40 anos e venceu vários prêmios, principalmente em festivais europeus. Em 1998, recebeu a Palma de Ouro de Cannes por “Uma Eternidade e um Dia”, que traz o ator Bruno Ganz (de “Asas do Desejo” e “A Queda” – As Últimas Horas de Hitler”) no papel principal.

No mesmo festival, em 1995, ganhou o Grande Prêmio do Júri e o prêmio Fipresci por “Um Olhar a Cada Dia”, protagonizado por Harvey Keitel. Entre outros atores famosos com quem trabalhou estão Marcello Mastroianni (1924-1996) e Jeanne Moreau.

Uma das últimas produções de Angelopoulos foi o curta “Céu Inferior”, filmado em São Paulo. O segmento faz parte de “Mundo Invisível”, projeto em que o criador da Mostra de SP, Leon Cakoff (1948-2011), pediu a renomados diretores que dessem sua visão sobre a invisibilidade no mundo de hoje.

As imagens dos curtas foram captadas em São Paulo, e entre os cineastas convidados estão Manoel de Oliveira, Guy Maddin, Wim Wenders e Atom Egoyan. Angelopoulos, aliás, tinha uma relação de parceria com a Mostra de SP. Em 2009, esteve na cidade, a convite da Mostra, para ministrar uma aula.

Nascido em Atenas em 1935, o cineasta foi testemunha da ocupação nazista na Grécia durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e da Guerra Civil grega (1946-1949). Inicialmente, Angelopoulos estudou direito na Universidade de Atenas. Mas, quando decidiu mudar de área, foi à França estudar cinema.

Ao regressar à Grécia, começou a trabalhar como crítico de cinema em um pequeno jornal esquerdista local. Ao mesmo tempo, iniciou seu trabalho com cineasta. O clima político era de ditadura, que durou de 1967 a 1974. A experiência iria acompanhar a carreira do diretor. Questões que refletiam a história recente da Grécia, como a guerra, o exílio, a imigração e a divisão política, eram recorrentes nos seus filmes, geralmente construídos em tom triste e melancólico.

Theo Angelopoulos, 76, morreu após ser atropelado por uma motocicleta, enquanto trabalhava nas gravações de seu novo longa-metragem, “O Outro Mar”.

(Fonte: www.ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/Valor Online – 25/01/2012)

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