Se tornou o primeiro jogador nascido no exterior a defender o time adulto do Brasil em 100 anos

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Andreas Pereira fez história e quebrou tabu de 100 anos na seleção

 

Prestes a ser anunciado como novo reforço do Flamengo para a sequência da temporada, Andreas Pereira só disputou uma partida oficial pela seleção brasileira. Mas foi o suficiente para colocar seu nome na história.

 

Ao participar dos 20 minutos finais da goleada por 5 a 0 sobre El Salvador, em amistoso disputado em setembro de 2018, o meio-campista se tornou o primeiro jogador nascido no exterior a defender o time adulto do Brasil em 100 anos.

 

Andreas nasceu em Duffel, uma pequena cidade localizada no sudoeste da Bélgica, em 1996, enquanto seu pai, o ex-jogador Marcos Antônio Pereira, jogava no KV Mechelen, time da primeira divisão do país de Romelu Lukaku, Eden Hazard e Kevin de Bruyne.

 

O meia, que morou a vida toda na Europa e passou pelas bases de PSV Eindhoven e Manchester United, até imaginou que acabaria se tornando companheiro desses astros. Afinal, entre 2010 e 2013, ele defendeu a seleção belga nas categorias sub-15, sub-16 e sub-17.

 

Mas, quando chegou no sub-20 e começou a ter chances no time principal do United, Andreas resolveu alterar sua cidadania futebolística e defender o país de origem das suas famílias materna e paterna.

 

Em 2015, o meia disputou o Mundial júnior já pelo Brasil. E, três anos depois, foi convocado pela primeira e última vez por Tite.

 

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Antes dele, somente três jogadores nascidos no exterior haviam defendido a seleção brasileira principal: o goleiro Casemiro do Amaral (Portugal), o meia Francisco Police (Itália) e o atacante Sidney Pullen (Inglaterra). Só que todos eles foram a campo lá no começo da história do time canarinho, entre 1916 e 1918.

 

Já no século 21, o atacante Marcelo Moreno, hoje no Cruzeiro, chegou a defender o Brasil apesar de ter nascido na Bolívia. Mas ele atuou exclusivamente nas seleções de base. Depois de adulto, passou a jogar por sua terra-natal.

 

Andreas saiu do radar de Tite porque tem emendado temporadas de desempenho abaixo do esperado. Desde 2016, ele já foi emprestado pelo United a dois times espanhóis (Granada e Valencia) e um italiano (Lazio).

 

Em 2020, até que atuou bastante pela Lazio, mas quase sempre como reserva. Foram 801 minutos de futebol divididos em 33 partidas, com direito a um gol e quatro assistências. A bola jogada por lá foi insuficiente para convencer a equipe romana a comprar seus direitos, e ele acabou devolvido para Manchester.

 

Se confirmado pelo Flamengo, o meia terá sua primeira oportunidade de jogar no futebol brasileiro. Seu contrato de empréstimo irá até junho de 2022 e contará com um valor pré-fixado de 15 milhões de euros (R$ 95 milhões) caso os rubro-negros decidam mantê-lo em seu elenco depois disso.

 

O clube carioca ainda está vivo em três competições nesta temporada. Na Libertadores, fez 9 a 2 no placar agregado contra o Olimpia e acabou de se classificar para as semifinais. Já na Copa do Brasil, terá o Grêmio como adversário nas quartas de final.

 

Por fim, no Campeonato Brasileiro, competição em que é o atual bicampeão, ocupa o quinto lugar e está dez pontos atrás do líder Atlético-MG. A vantagem é que tem dois jogos a menos que o clube alvinegro.

(Fonte: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas – ESPORTE / FUTEBOL / por Rafael Reis – 20/08/2021)

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015. 20/08/2021)

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