ROCK

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Esboçado desde os anos 50 pelos irmãos Tony e Celly Campelo, o rock brasileiro é acalentado nos anos 60 tanto por integrantes da Jovem Guarda quanto por tropicalistas. Nos anos 70 resiste através de grupos como O Terço e Made in Brazil. Desgarrada dos Mutantes, Rita Lee, ao lado de Raul Seixas, são os maiores representantes do rock brasileiro dos anos 70.

Rita Lee Jones (1947 ) nasce em Americana, São Paulo, em 31 de dezembro. Surge como cantora no grupo experimental Os Mutantes, ao lado dos irmãos Sérgio e Arnaldo Baptista. Influenciado pela contracultura, o grupo foi um marco do rock conceitual no Brasil. Ao deixar Os Mutantes em 1972, Rita Lee forma a banda Tutti Frutti, com a qual emplaca o sucesso Ovelha negra. Sua música se caracteriza pelo senso de humor e pela irreverência. Emplaca grandes sucessos comerciais, como Lança perfume e Baila comigo. Seu principal parceiro é Roberto de Carvalho, com quem tem três filhos.

Raul Santos Seixas (1945-1989) nasce em Salvador, Bahia. Influenciado por Elvis Presley, monta um fã-clube do cantor americano e um conjunto de rock ainda nos anos 50. Estréia em disco em 1968, com Raulzito e Os Panteras. Durante os anos 70, grava LPs fundamentais do rock brasileiro, como Krig-Ha Bandolo (1973), Gitã (1974) e Eu nasci há dez mil anos atrás (1976). Sua parceria com Paulo Coelho resulta em sucessos como: Al Capone, Eu sou a mosca que pousou na sua sopa, funde rock com baião e propõe a criação de uma “sociedade alternativa”. Há 200 fã-clubes de Raul Seixas no Brasil – o maior deles tem 20 mil associados.

Rock de mercado – Nos anos 80, o rock brasileiro se firma no mercado. Nomes consagrados da MPB e da música romântica cedem espaço nas paradas de sucesso a artistas influenciados pelas novas tendências internacionais. Punk, new wave e reggae ecoam no Brasil. O grupo Blitz, liderado por Evandro Mesquita, é o primeiro fenômeno espontâneo. Sua música Você não soube me amar, de 1982, é sucesso nacional. Segue-se um surto de novos talentos, representado por Barão Vermelho – que tem Cazuza, considerado o maior letrista do rock brasileiro dos anos 80 -, Kid Abelha & os Abóboras Selvagens, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana e Camisa de Vênus. São eles os novos interlocutores da juventude. Uma fusão de MPB com a música pop internacional ganha espaço no rádio. Eduardo Duzek, Marina Lima, Lulu Santos, Lobão e Ritchie são os representantes dessa tendência. O grupo paulistano RPM, liderado por Paulo Ricardo, chega a vender 2 milhões de discos entre 1986 e 1988. Ainda de São Paulo emergem Ultraje a Rigor (com a música Inútil) e Titãs, cujo disco Cabeça dinossauro transforma-se em marco da musicalidade produzida no período. Nos anos 90, aparecem grupos cantando em inglês, que abrem perspectivas de sucesso internacional. O grupo mineiro Sepultura consagra-se na Europa e nos Estados Unidos. O grupo paulistano Viper conquista o Japão.
A partir de 1993 voltam a fazer sucesso bandas que cantam em português e incorporam ritmos regionais nordestinos, como os Raimundos (de Brasília) e Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A (do Recife).

Cazuza (1958-1990) nasce no Rio de Janeiro, em 4 de abril. Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, é considerado o principal letrista da geração anos 80 do rock brasileiro. Integra o grupo Barão Vermelho, responsável por sucessos como Bete balanço, Maior abandonado e Codinome beija-flor. Seu principal parceiro é Roberto Frejat, guitarrista que permanece à frente do Barão Vermelho. Descobre ter Aids em 1987, mas não se deixa abater pela doença, prosseguindo suas atividades artísticas. A maneira como resiste, até morrer, contribui em muito para derrubar os preconceitos que envolvem portadores de HIV. O Tempo não pára, seu último sucesso, foi gravado ao vivo em 1988.

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