Roberto Gusmão, empresário e ex-ministro, foi secretário de Franco Montoro e participou do processo de redemocratização do Brasil

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Mineiro foi secretário de Franco Montoro e presidente da Cervejaria Antarctica

 

 

 

Roberto Gusmão e Fernando Henrique Cardoso em registro de 2001. (Imagem: Vania Delpoio/Folhapress)

 

 

 

Foi presidente da cervejaria Antártica e participou do processo de redemocratização do Brasil

 

 

Da presidência da UNE nos anos 40 à eleição de Tancredo Neves, teve uma carreira longeva na política nacional

 

 

 

Roberto Herbster Gusmão (Belo Horizonte, 29 de maio de 1923 – São Paulo, 17 de agosto de 2019), ex-ministro, advogado, empresário e dono de uma longeva carreira na política, foi um dos articuladores da redemocratização do País.
O ex-ministro Roberto Herbster Gusmão foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e participou da campanha “o petróleo é nosso” nas décadas de 40 e 50. Foi chefe da Casa Civil do governo de São Paulo na gestão de Franco Montoro e ministro do governo de José Sarney até 1986.

 

 

Nascido em Belo Horizonte, Gusmão fez carreira em São Paulo. Ele foi presidente do Banco do Desenvolvimento do Estado de São Paulo (Badesp) e Secretário de Governo nos dois primeiros anos da gestão de Franco Montoro (1983-1985) no governo paulista. Foi ainda membro do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo, o Banespa.

 

 

Em 1985, deixou a chefia do Gabinete Civil do governo e assumiu o Ministério da Indústria e do Comércio no governo do presidente José Sarney.

 

 

Gusmão foi um dos fundadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde lecionou direito trabalhista.

 

 

Presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre 1947 e 1948, participou da campanha “O Petróleo É Nosso” no segundo governo de Getúlio Vargas, durante a década de 1950. É creditada a ele a articulação da chapa Jan-Jan, com Jânio Quadros como presidente e João Goulart como vice, vitoriosa nas eleições de 1960.

 

 

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Funcionário público federal, concursado como procurador do Trabalho, foi aposentado compulsoriamente após o golpe de 1964 e teve os direitos políticos cassados. Retornaria à política durante a abertura que marcou o fim do regime militar.

 

 

Durante os dois primeiros anos do governo de Franco Montoro, de 1983 a 1985, foi presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo (Badesp). Em seguida, participou da articulação em Brasília para a campanha de Tancredo Neves à Presidência da República. A candidatura foi lançada pelo próprio Gusmão, quando ainda era secretário de Montoro na Casa Civil do governo paulista.

 

 

Gusmão foi encarregado de consultar pessoalmente o então presidente João Figueiredo sobre o nome de Tancredo. Sob estrito sigilo, recebeu do militar o aval para o nome do PMDB contra a chapa de Paulo Maluf, à época no Partido Democrático Social (PDS).

 

 

“Sempre atuou muito nesse apoio de bastidor e facilitando conversas na política”, define o filho José Roberto.

 

 

A nomeação de Gusmão para a chefia do Ministério da Indústria e Comércio, assim como a de todos os outros ministros, foi assinada pelo próprio Tancredo antes da morte. Foi empossado com José Sarney, e ficou no cargo por cerca de um ano.

 

 

Desde então, Gusmão atuou principalmente no setor privado. Integrou a diretoria da cervejaria Antarctica e participou das tratativas para a criação da AmBev, onde integrou o Conselho de Administração.

 

 

Trajetória

 

 

Ex-ministro Roberto Gusmão — (Foto: Joveci C. De Freitas/Estadão Conteúdo/Arquivo)

 

Gusmão também foi um dos fundadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde lecionou direito trabalhista nos cursos de graduação e pós-graduação, segundo a FGV.

Em 1959, por indicação do PTB, que participara da coligação que elegeu Juscelino Kubitschek no pleito de outubro de 1955, foi nomeado inspetor da Delegacia Regional do Trabalho em São Paulo.

Filiado ao PTB, partido pelo qual exerceu mandato em 1965 como vereador na Câmara Municipal de São Paulo. Com a deposição do presidente João Goulart (1961-1964), foi cassado pelo Ato Institucional n°2 e teve seus direitos políticos suspensos.

Também atuou como diretor-presidente da Cervejaria Antártica, em Ribeirão Preto, em 1971 e presidiu o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação sucessora do MDB.

Filiou-se ao Partido Popular (PP), liderado por Tancredo Neves, em 1981. Em março de 1983, assumiu a presidência do Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo (Badesp), nomeado pelo governador Franco Montoro, do PMDB, e tornou-se membro do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo S.A. (Banespa).

 

Roberto Gusmão faleceu aos 96 anos, de causas naturais, em São Paulo. O ex-ministro foi vítima de insuficiência respiratória, e morreu em 17 de agosto de 2019.

(Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2019/08/17 – NOTÍCIAS / ESTADÃO conteúdo / São Paulo – 17/08/2019)

(Fonte: https://vejasp.abril.com.br/cidades – CIDADES / Por Redação VEJA São Paulo – 17 ago 2019)

(Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/08/18 – SÃO PAULO / NOTÍCIA / Por Paula Araújo, GloboNews e G1SP – 18/08/2019)

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