Robert Nozick (nasceu em Nova York, em 16 de novembro de 1938 – faleceu em Cambridge, Massachusetts, em 23 de janeiro de 2002
A obra foi escrita em resposta a Uma Teoria da Justiça, de John Rawls (1921-2002), lançado em 1971. No livro, Nozick defendia que a liberdade era o valor supremo de qualquer sociedade que se pretendesse livre, no que contradizia Rawls, para quem o maior valor seria o da igualdade.
Uma das passagens mais citadas de Anarquia, Estado e Utopia diz: “governos não podem proibir atos capitalistas entre adulstos em acordo”. Os dois livros, embora opostos em suas concepções, comandaram uma volta da filosofia a temas menos abstratos e com alto interesse social e político.
Robert Nozick despertou para a filosofia ainda na adolescência. “Aos 15 ou 16 anos andava por aí carregando um exemplar de A República, de Platão”, ele escreveu em A Vida Examinada.
Formou-se na Columbia University em 1959, fez o mestrado e o doutorado em Princeton, em 61 e 63, respectivamente. Ele lecionou em Princeton por dois anos, antes de integrar o corpo docente de Harvard, no fim dos anos 60, onde permaneceu até o fim de sua vida.
Robert Nozick também escreveu Philosophical Explanations (Explicações Filosóficas), de 1981, The Examined Life (A Vida Examinada), de 1989, The Nature of Rationality (A Natureza da Racionalidade, de 1993 e Socratic Puzzles (Quebra-Cabeças Socráticos), de 1997.
O reitor da universidade, Lawrence H. Summers, louvou Nozick como “um acadêmico brilhante e provocador, profundamente influente no seu próprio meio e além dele.”
Robert Nozick morreu aos 63 anos, de câncer do estômago, dia 23 de janeiro de 2002, em Cambridge, Massachusetts.
(Fonte: http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral – Estadão Conteúdo/ CULTURA/ por AGÊNCIA ESTADO – 25 de janeiro de 2002)

