Robert Hossein, lenda do teatro francês, famoso por megaproduções de clássicos como “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”

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Robert Hossein, lenda do teatro francês, dirigiu ‘Os Miseráveis’ em 1982

 

Robert Hossein, em foto de maio de 2018 — (Foto: Alberto Pizzoli/AFP/Arquivo)

 

Ficou famoso por megaproduções de clássicos como “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”

 

Robert Hossein (30 de dezembro de 1927 – Paris, 31 de dezembro de 2020), ator e diretor francês, famoso por suas megaproduções de clássicos como “Os Miseráveis” (1982) e “O Corcunda de Notre Dame” (1978), cuja figura ficou associada ao do conde de Peyrac que interpretou na série de filmes Angélica, iniciada com Angélica, a Marquesa dos Anjos, em 1964.

 

Robert nasceu em 30 de dezembro de 1927 e começou a atuar na adolescência. Seu pai era um compositor iraniano zoroastrista, e sua mãe, uma ortodoxa russa.

 

Na década de 1960, alcançou a fama, graças a sua interpretação do ardente conde Peyrac na série de filmes de romance barroco “Angelica, Marquesa dos Anjos”.

 

O diretor de arte Roger Vadim o escalou para interpretar o amante suicida de Brigitte Bardot em “O Repouso do Guerreiro”, em 1962.

 

Nos últimos anos, Robert dedicou sua energia a grandes produções teatrais destinadas a atrair o grande público aos teatros.

 

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Hossein virou uma lenda do teatro francês, dirigindo épicos como Os Miseráveis. Ele começou sua carreira de ator na adolescência. Filho de um compositor iraniano e de mãe ortodoxa russa, Hossein foi galã na juventude, tendo atuado em O Repouso do Guerreiro, em que interpretou o papel de amante de Brigitte Bardot no filme dirigido por Roger Vadim.

 

Impetuoso, Hossein sofreu grande influência dos pais, especialmente com relação à formação musical, o que lhe seria útil quando começou a dirigir superproduções teatrais, que alcançaram grande êxito, como Jésus était son nom, um de seus megaespetáculos, que levou ao teatro mais de 700 mil espectadores. De formação autodidata, Hossein formou-se vendo filmes e frequentando os mesmos bares que Sartre, Jean Genet e Boris Vian.

 

Em 1948, ele já podia ser visto numa pequena ponta de um filme de Sacha Guitry, Le Diable boiteux. No ano seguinte Hossein estreou no teatro com uma peça escrita e dirigida por ele, Le Voyous.

 

Nos anos 1950 e 1960, atuou ao lado de duas atrizes famosas na época, Brigitte Bardot (Du Rififi chez les Hommes, 1955) e Sofia Loren (Madame Sans-Gêne, dirigido por Christian Jaques em 1961). Mas foi ao lado de Michelle Mercier na série Angélica que ele cativou o público feminino com uma sensual cicatriz no rosto (do conde de Peyrac). O filme desagradou as autoridades da Igreja por causa de seu forte conteúdo erótico, mas o público aprovou e Angélica virou uma série com quatro filmes.

Seu êxito popular permitiu a Hossein avançar um pouco mais, dirigindo os próprios filmes, como O Vampiro de Düsseldorf. Seu prestígio cresce e ele trabalha em A Música (1967), de Marguerite Duras, que disse a ele: “Você não passa de um Don Juan barato, mas irei transformá-lo num verdadeiro ator”. De fato, nunca Hossein recebeu tão boas críticas como nesse filme.
Mas sua paixão era mesmo o teatro, especialmente sua companhia em Reims, que montou peças baseadas em clássicos (Crime e Castigo, de Dostoievski, entre elas). Foi lá, em 1973, que ele lançou as jovens Isabelle Adjani e Isabelle Huppert. Ele deixou Reims em 1976.
Megalomaníaco, chegou a montar um superespetáculo baseado em O Encouraçado Potemkin num ginásio de esportes e se dedicou nos últimos anos a montagens caras como La Liberté ou La Mort, que custou algo como 44 milhões de francos.
E Hossein não parou no século 21: dirigiu ainda as peças Jésus, la Résurrection (2000), C’était Bonaparte (2002), On achève bien les Chevaux (2004), e uma megaprodução de Ben-Hur com corrida de sete bigas no Estádio da França e a participação de 500 figurantes, ao custo de 13 milhões de euros.
“Teatro como verão apenas no cinema”, era como anunciava seus fastuosos espetáculos, que incluíram uma produção épica do conto de gladiadores “Ben-Hur”, no Stade de France.

 

Robert Hossein faleceu em 31 de dezembro de 2021, aos 93 anos, no hospital, em Paris, em consequência de problemas respiratórios.

“Era o príncipe do teatro para as massas”, tuitou Gilles Jacob, ex-presidente do Festival de Cinema de Cannes.

(Fonte: https://www.uol.com.br/splash/noticias/afp/2020/12/31 – SPLASH / NOTÍCIAS / FILMES / por AFP – Em Paris (França) – 31/12/2020)

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2020/12/31 – POP & ARTE / NOTÍCIA / Por France Presse – 31/12/2020)

(Fonte: https://istoe.com.br – EDIÇÃO Nº 2661 – CULTURA / por Estadão Conteúdo – 31/12/2020)

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