Ricardo Boechat, atuou em alguns dos principais veículos e canais do país, ganhou três vezes o Prêmio Esso, foi âncora da BandNews FM e no Jornal da Band

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Ricardo Boechat: jornalista ganhou três prêmios Esso e atuou em alguns dos principais veículos e canais do Brasil

 

 

 

Ricardo Boechat no Bom dia Brasil — (Foto: Acervo TV Globo)

Boechat ganhou diversos prêmios e foi âncora da BandNews FM e do Jornal da Band

 

 

Ricardo Boechat, em foto de março de 2006 — (Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo/Arquivo)

 

 

Ricardo Eugênio Boechat (Buenos Aires, 13 de julho de 1952 – São Paulo, 11 de fevereiro de 2019), jornalista, apresentador e radialista era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews, ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro e atuou em alguns dos principais veículos e canais do país. Nos últimos anos, foi âncora da BandNews FM e no Jornal da Band. Também era colunista da revista “Istoé”.

 

 

Âncora do Jornal da Band desde 2006, Boechat começou a carreira em 1970 no extinto Diário de Notícias. Foi colunista social, secretário de Comunicação Social do Rio de Janeiro, coordenador de redação do Jornal do Brasil e diretor da sucursal do Estado de S. Paulo no Rio. Antes de ir para a bancada da televisão, Boechat foi diretor de redação da Band Rio e da BandNews FM.

 

 

Ao longo de uma carreira iniciada na década de 1970, escreveu em jornais como “O Globo”, “O Estado de S. Paulo”, “Jornal do Brasil” e “O Dia”. Na década de 1990, teve uma coluna diária no “Bom Dia Brasil”, na TV Globo.

O jornalista era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista IstoÉ. Ele também trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil” e foi comentarista no Bom Dia Brasil, da TV Globo, na década de 1990. Ele ganhou três vezes o Prêmio Esso, um dos principais do jornalismo brasileiro.

Boechat era o recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se, com 17 troféus, e o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV).

Boechat lançou em 1998 o livro “Copacabana Palace – Um hotel e Sua História” (DBA).

Filho de diplomata, Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. O pai estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina.

Boechat era o recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se – e o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV).

 

Em entrevista ao “Memória Globo” em 2000, Boechat contou que começou a trabalhando ao deixar em escola, na virada de 1969 para 1970, após um período de militância em que fez parte do quadro de base do Partido Comunista em Niterói (RJ). O pai de uma amiga, que era diretor comercial do “Diário de Notícias”, foi quem o convidou.

 

“Se me perguntar fazendo o quê, eu, nada, olhando, juntando um papel, às vezes até limpando a mesa, não que alguém me pedisse isso não. (…) Note que eu mal batia à máquina, não tinha noção de rigorosamente nada. Tinha morado a vida inteira em Niterói. O Rio de Janeiro para mim era o exterior.” Um de seus primeiros textos foi uma nota exclusiva sobre Pelé.

Depois, Boechat passou a escrever na coluna de Ibrahim Sued (1924-1995), no mesmo “Diário de Notícias”. Sobre este trabalho, afirmou:

“Era uma coluna de grande repercussão; era a coluna. Não tinha outra. (…) Era uma coluna que se prevalecia desta situação de visibilidade, de notoriedade do seu titular. Era uma coluna feita por uma equipe pequena, eram dois repórteres trabalhando e ele, muito idiossincrática, a notícia era, para ele, o que ele achava”.

Boechat considerou o período de 14 anos em que trabalhou com Sued como “uma coisa decisiva para minha formação como repórter”. “Não foi o Diário de Notícias, a militância, os jornaizinhos, mimeógrafos para o Partidão ou para o MDB de Niterói que me deram nenhuma base como repórter; o Ibrahim é que fez.”

Ele ainda disse: “Ibrahim talvez tenha sido um fenômeno, o maior fenômeno da imprensa brasileira de todos os tempos, como personagem, como figura”.

Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado.

 

Ricardo Boechat morreu em 11 de fevereiro de 2019, aos 66 anos após a queda de um helicóptero em São Paulo. Aeronave bateu na parte dianteira de um caminhão que transitava pela Rodovia Anhanguera. O piloto também morreu no acidente.

 

Boechat estava dando uma palestra em Campinas, no interior do estado, e retornava a São Paulo nesta segunda. Ele deveria pousar no heliponto da Band, no Morumbi, Zona Sul da capital paulista.

Ricardo Boechat e Veruska Boechat durante evento na cidade de São Paulo. Foto de outubro de 2013 — (Foto: Denise Andrade/Estadão Conteúdo/Arquivo)

 

 

Boechat dignificou banalizado título de âncora de telejornal

 

Jornalista deixa como legado a maneira destemida de opinar e criticar

 

Em 2006, quando Ricardo Boechat foi escalado pela direção da Band para assumir o principal telejornal da emissora, ele admitiu ter se sentido inseguro.

 

O jornalista já tinha 53 anos e temia que um possível fracasso antecipasse o fim da carreira.

O temor ficou registrado em vídeo exibido no Brasil Urgente em 11 de fevereiro de 2019, horas após a morte dele em consequência da queda do helicóptero que o trazia de Campinas (SP) para a sede da emissora, no Morumbi, zona sul de São Paulo. No acidente morreu também o piloto Ronaldo Quattrucci.

Boechat, que antes ocupava a função de comentarista do Jornal da Band, logo se destacou no comando do jornalístico. Não era um simples apresentador, e sim um âncora. Há relevante diferença.

O apresentador de telejornal apenas lê as notícias no teleprompter e pouco participa da pauta, produção e edição. Além disso, quase nunca se expõe, não emite opinião fora do roteiro.

O âncora é, essencialmente, um repórter em ação do começo ao fim da edição do telejornal. Ele sugere reportagens, indica entrevistados das matérias, acompanha a montagem do ‘espelho’ (o script onde estão listadas todas as notícias a serem exibidas) e, por fim, complementa os VTs com comentários.

Sem autocensura, Ricardo Boechat usava o espaço privilegiado diante das câmeras para ser o porta-voz da indignação do povo.

Criticava com veemência políticos de todos os partidos e ideologias. Ironizava a incompetência do Estado. Revoltava-se com a corrupção, a violência e a hipocrisia.

O jornalista, de 66 anos, nunca demonstrou medo de desagradar. Esse destemor fica como maior lição aos colegas e jovens comunicadores que nele se inspiram.

 

Ele fez jus ao título de âncora, usado tão equivocadamente hoje em dia por muitos sem talento ou coragem para tal função.

Emergido da imprensa escrita no Rio da década de 1970, Boechat era o que se chama de jornalista completo: escrevia para jornais e revistas, fazia rádio e TV.

Sempre com sua assinatura inconfundível, um jeito personalíssimo de noticiar e repercutir. Ríspido às vezes, debochado em muitos momentos, com a autoridade de quem está do lado da razão.

Tão sincero que não escondeu do público a depressão que o abateu por algum tempo.

Falar do transtorno emocional foi um ato de coragem e uma prestação de serviço num País que dá pouca atenção à saúde mental de sua população.

Sob sua condução, o Jornal da Band ganhou audiência e mais credibilidade.

A morte trágica interrompeu sua vida, mas mantém intacto seu exemplo como profissional.

 

 

Acidente

 

 

 

O chamado de socorro foi feito às 12h14. A queda ocorreu perto do quilômetro 7 do Rodoanel, sentido Castelo Branco. De acordo com a CCR Rodoanel Oeste, que administra o Rodoanel, houve uma terceira vítima com ferimentos, o motorista do caminhão.

Segundo informações iniciais, o helicóptero era do hangar Sales, no Campo de Marte, na Zona Norte da capital paulista, que ficou destelhado após um vendaval nas últimas semanas.

Foram enviadas ao menos 11 viaturas para o local. A Polícia Rodoviária Estadual informou que a alça de acesso do Rodoanel à Rodovia Anhanguera precisou ser interditada. Já a rodovia não teve bloqueio.

Investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), começaram a investigação, que chamam de “ação inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PT-HPG”.

A ação inicial é o começo do processo de investigação e possui o objetivo de coletar dados: fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos. Segundo nota, a investigação realizada pelo CENIPA tem o objetivo de prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram.

Caminhão também se envolveu em acidente com helicóptero — (Foto: TV Globo/Reprodução)

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O jornalista da TV Band, José Luiz Datena, anunciou a morte do colega às 13h51 durante programação da emissora.

“Com profundo pesar, desses quase 50 anos de jornalismo, cabe a mim informar a vocês que o jornalista, amigo, pai de família, companheiro, que na última quarta, que eu vim aqui apresentar o jornal, me deu um beijo no rosto, fingido que ia cochichar alguma coisa, e, no fim, brincalhão como ele era, falou: “É, bocão, eu só queria te dar um beijo”. Queria informar aos senhores que o maior âncora da televisão brasileira, o Ricardo Boechat, morreu hoje num acidente de helicóptero, no Rodoanel, aqui em São Paulo. Ele foi a Campinas fazer uma palestra e o helicóptero que ele estava não chegou ao seu destino, que era o heliporto da Band. Ele caiu no Rodoanel e bateu num caminhão e as pessoas, segundo informações iniciais, teriam morrido na hora”.

(Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/02/11 – SÃO PAULO / NOTÍCIA / Por G1 – 

(Fonte: https://www.terra.com.br/diversao/tv/blog-sala-de-tv – DIVERSÃO / BLOG SALA DE TV / Por Jeff Benício – 12 FEV 2019)

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