Primeiro time de nadadores a realizar proezas coletivas*s/foto

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A história da natação brasileira sempre foi feita de raros prodígios individuais. O primeiro deles foi a nadadora Maria Lenk, que, em 1939, bateu os recordes mundiais nos 200 e 400 metros nado peito. Em 1961, foi a vez de Manuel dos Santos Filho repetir o feito nos 100 metros nado livre. Em 1968, José Silvio Fiolo estabeleceu a melhor marca nos 100 metros nado peito e, em 1982, Ricardo Prado quebrou o recorde mundial nos 400 metros nado quatro estilos.
Em 1992, houve a explosão do fenômeno Gustavo Borges, medalha de prata nos 100 metros nado livre na Olimpíada de Barcelona. O ano de 1993 entrou para a história da natação como marco de uma nova era nas piscinas brasileiras. Pela primeira vez, o Brasil apresenta um time de nadadores capaz de realizar proezas coletivas de valor internacional.
A quebra de um recorde mundial e a conquista de duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze no primeiro campeonato mundial em piscinas de 25 metros, encerrado em dezembro de 1993, em Palma de Mallorca, Espanha, serviram para confirmar uma suspeita gratificante: há uma geração de ótimos nadadores no país, ao lado de Gustavo Borges. O Brasil acabou em quinto lugar na classificação geral do torneio. A equipe masculina do revezamento 4 por 100 metros nado livre – formada por Gustavo Borges, Fernando Scherer, Teófilo Ferreira e José Carlos Souza Júnior – venceu a prova na Espanha com o tempo de 3min12s11.
Com essa marca, os brasileiros abaixaram em 1s86 o recorde da prova, já em poder da equipe verde-amarelo desde julho de 1992. Em outubro de 1993, num torneio em Santos, o quarteto nacional batera, pela primeira vez em 1993, o recorde mundial do revezamento em piscinas curtas. Numa outra prova de revezamento do mundial de Mallorca, o 4 por 100 metros nado quatro estilos, os brasileiros também se deram bem e ficaram em terceiro lugar. A segunda medalha de ouro na competição veio nos 100 metros nado livre vencidos pelo catarinense Fernando Scherer, a mais nova revelação da natação brasileira. Gustavo, que é recordista mundial dessa prova em piscinas de 25 metros, levou a prata.
(Fonte: Veja, 15 de dezembro, 1993–Ano 26–N°50–Ed. 1318–ESPORTE-Pág;111)

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