Primeiro Jornal Brasileiro

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Correio Braziliense: 200 anos. A imprensa brasileira comemora em 2008 o
surgimento de seu primeiro jornal, o Correio Braziliense, e subtítulo de
Armazém Literário. Dirigido e impresso na Inglaterra por Hipólito José da
Costa Pereira Furtado de Mendonça, a partir de 1O de junho de 1808, essa
publicação ainda hoje serve como referência à liberdade de imprensa em nosso
país, alicerçado nas idéias e ideais desse brasileiro. Nascido na Colônia do
Sacramento, então pertencente à Coroa Portuguesa e atualmente território
uruguaio, decidiu lutar pelo seu país quando vivia exilado na Inglaterra.
Combativo, Hipólito defendia uma maior participação do homem comum na
sociedade, mas a ignorância e o descaso constituíam os maiores obstáculos à
formação da cidadania. E apontava as mazelas aos políticos e à imprensa
portuguesa na defesa do Império do Brasil, além dos despreparados
funcionários públicos, a quem chamava de parasitas, e mais os impostos altos
e a proibição da tipografia, ocasionando, segundo ele, o subdesenvolvimento
da colônia.
Nacionalista, insurgia-se contra o fechamento do comércio exterior aos
produtos primários brasileiros, com exceção da Inglaterra e de Portugal,
como forma de amortização da dívida portuguesa para com os ingleses, durante
o fraco governo
de d. João VI, com seus gastos e pompas.
Esses e outros fatos, como a escravidão e o militarismo pouco voltado ao
futuro da nova terra, motivaram Hipólito a empreender a luta em favor da sua
pátria. E que melhor forma senão por meio de um jornal?
Sua luta também foi para apaziguar seus sentimentos, pois era um monarquista
que se debatia por uma nação livre, mas que conservasse os vínculos
culturais com Portugal, a terra-mãe.
“Culto, honesto, bravo, experiente da mais perfeita democracia do mundo,
imune
à demagogia e ao subseqüente reacionarismo francês, Hipólito distinguiu-se,
em meio às paixões, pelo senso de justa medida, linguagem serena e exata
compreensão das circunstâncias que aceleravam o amadurecimento do Brasil”.
Nada mais justas, portanto, as homenagens que serão prestadas pela
Associação
Riograndense de Imprensa ao longo do ano de 2008. Essas honrarias servirão
também para lembrar que Hipólito José da Costa é o patrono do Museu de
Comunicação Social, órgão que resguarda a história da imprensa do Rio Grande
do Sul.
(Correio do Povo – ANO 113 – Nº95 – OPINIÃO – Por Sérgio Dillenburg,
jornalista, organizador do MCSHJC – quinta-feira, 03 de janeiro de 2008 –
Pág; 4)

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