Pieter Bruegel, o Velho, mestre flamengo, célebre por seus quadros retratando paisagens e cenas camponesas; foi também um pioneiro em fazer das duas modalidades o foco em suas pinturas de destaque.

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Pieter Bruegel, o Velho

 

 

Pieter Bruegel (Países Baixos, 1525 – Bruxelas, 9 de setembro de 1569), o Velho, mestre flamengo, célebre por seus quadros retratando paisagens e cenas camponesas;

 

 

Pieter Bruegel foi o artista mais talentoso que trouxe uma criatividade em arte holandesa na época que era muito necessário. A maioria dos quadros famosos da dinastia Bruegel são, portanto, a partir de Pieter, o Velho, foi também um pioneiro em fazer das duas modalidades o foco em suas pinturas de destaque.

 
Suas pinturas impressionam ainda hoje e muitas parecem ser reportagens sociais do século 16. As obras de Pieter Bruegel, o Velho, contam histórias ricas em detalhes. O mestre flamengo morreu em 9 de setembro de 1569.

 

 

Pintor da vida campestre

 

 

Bruegel Camponês

 

 

  • Pieter Bruegel, o Velho, entrou para a história da arte como Bruegel Camponês, por retratar predominantemente paisagens e cenas da vida campestre. Para se inspirar, ele se vestia como os camponeses para não ser reconhecido em celebrações da vida rural e, assim, se inspirar. Ele nasceu entre 1526 e 1530 na Holanda e viveu na Antuérpia e mais tarde em Bruxelas, onde se casou e morreu em 1569.

     

 

Aprendizado na Itália

 

 

 

Savoca, na Sicília

 

 

 

  • No início de 1550, Bruegel começou a estudar pintura, escultura, arquitetura e paisagismo na Itália. Isso não era incomum para pintores na época. A sua rota o levou de Lyon a Roma, Nápoles, Régio da Calábria e Sicília. Ao longo da viagem, fez muitas pinturas retratando paisagens. Na foto, Savoca, na Sicília.

     

 

 

Pintor da “Torre de Babel”

 

 

Pieter Bruegel, o Velho

 

 

 

  • Em 1563, Bruegel interpretou à sua maneira a famosa história do Velho Testamento, só que a transpôs da Babilônia para uma paisagem holandesa. Para a pintura, que ele fez em duas versões, inspirou-se no Coliseu de Roma.

     

 

 

“A Boda Camponesa”

 

 

 

"A Boda Camponesa"

 

 

 

  • Uma representação rural de Flanders por volta de 1568 mostra uma festa de casamento. A pintura (aqui um excerto) cuidadosamente composta retrata realisticamente um casamento camponês flamengo do século 16. Ao fundo, de olhos fechados, está a noiva, o noivo não aparece. Em Flandres, era costume na época que os recém-casados não participassem da festa.

     

 

 

 

Bruegel, o observador

 

 

"Regresso dos Caçadores"

 

 

 

  • São conhecidas 40 pinturas e cerca de 90 gravuras de Pieter Bruegel, o Velho. Esta obra não tão exuberante é, no entanto, considerada o ponto alto da pintura flamenga. O “Regresso dos Caçadores” é magistral pela riqueza de detalhes, com a paisagem gelada e as pessoas patinando sobre um lago congelado.

     

 

 

 

Rotina camponesa

 

 

 

"A Colheita do Feno"

 

 

 

 

  • Uma vila com uma igreja, um mosteiro sobre uma rocha íngreme, o moinho de vento sobre a colina e uma paisagem nas cores do início do verão. “A Colheita do Feno” é um dos seis quadros sazonais que Pieter Bruegel criou em 1565 para a propriedade rural de um comerciante e colecionador de Antuérpia.

     

 

 

Detalhes surrealistas

 

 

 

"Margarida Louca"

 

 

 

  • Em 1563, ano em que Pieter Bruegel se casou com a filha de seu ex-professor Pieter Coecke van Aelst, ele pintou “Margarida Louca”. Desdentada, usando capacete, armadura no peito, espada na mão e uma faca na bota, ela é seguida por um grupo de mulheres que parecem lutar com criaturas míticas ameaçadoras. A situação é tensa, o caos reina, num monumental pesadelo em óleo sobre madeira.

     

 

 

Em busca do significado

 

 

 

  • Os dois macacos em uma janela em arco foram pintados por Peter Bruegel em 1562. O que o artista quis expressar é desconhecido, mas há inúmeras interpretações da pequena pintura entre os estudiosos. Os macacos talvez simbolizem a simplicidade humana, a ganância e o instinto? Ou as correntes representam a Holanda ocupada pelos espanhóis no século 16?

     

 

 

 

“Caminho do Calvário”

 

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Pieter Bruegel, o Velho

 

 

 

 

  • Em 1564, Pieter Bruegel voltou a retratar um tema bíblico, desta vez dos Evangelhos. O quadro “Caminho do Calvário” conta a história da Paixão de Jesus cheia de detalhes. Também neste quadro, ele situou a cena em uma paisagem de sua terra natal.

     

 

 

 

Autorretrato?

 

 

 

Pieter Bruegel, o Velho

 

 

 

 

  • Sob o título “O Pintor e o Comprador” este desenho feito com pena está pendurado na Galeria Albertina, em Viena. Ele também é conhecido como “O Artista e o Connoisseur”. Não está claro quem é o artista no quadro. Não é certo que se trate de um autorretrato de Bruegel. Alguns suspeitam que ele retratou o pintor Hieronymus Bosch, que tanto admirava.

 

 

 

 

“A Batalha do Carnaval e da Quaresma”

 

 

 

"A Batalha do Carnaval e da Quaresma"

 

 

 

 

  • Cada detalhe dessa “obra-prima em pormenores” poderia preencher bibliotecas inteiras de história da arte. Em 1559, Bruegel comentou desta maneira o conflito entre as religiões que predominava em sua época, numa espécie de épico dos quadrinhos, com um “Sr. Carnaval” estilizado e uma “Sra. Quaresma” (à frente na foto).

 

 

 

 

“Queda dos Anjos Rebeldes”

 

 

 

Pieter Bruegel, o Velho

 

 

 

 

  • Outro exemplar do detalhismo de Bruegel é esta obra de 1562. Até hoje, impressiona esta versão de Armagedom, a batalha bíblica decisiva do fim dos tempos. Humanos, animais, seres mistos e anjos caindo do céu lutam até a morte. A relação entre Bruegel e a religião é controversa.

     

 

 

 

Bruxelas celebra o “Ano Bruegel”

 

 

 

"Ano Bruegel"

 

 

 

  • Bruxelas e a região de Flandres homenagearam o grande mestre dedicando-lhe o “Ano Bruegel”, por ocasião dos 450 anos de sua morte (9 de setembro de 1569). Em Bruxelas, pode-se ver, por exemplo, a “Caixa Bruegel”: uma sala com detalhes animados de suas obras. Além disso, o passeio virtual “Beyond Bruegel” (na foto) permite caminhar pelas obras do mestre.

 

(Fonte: https://www.dw.com/pt-br – Deutsche Welle / CULTURA / Autoria Sven Töniges – 09.09.2019)

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