Werner foi um dos inspiradores da união europeia econômica e monetária
Pierre Werner (Saint André, França, 29 de dezembro de 1913 – Cidade do Luxemburgo, 24 de junho de 2002), antigo primeiro-ministro luxemburguês, um dos inspiradores da União Econômica e Monetária europeia (UEM)
O “padrinho” mental do euro nasceu no dia 29 de dezembro de 1913, em Saint Andre, uma vila próxima de Lille, Luxemburgo.
Pierre Werner apresentou em outubro de 1970 à Comissão Europeia e aos estados-membros um célebre relatório onde propunha três etapas para a moeda única europeia.
Este documento, que logo foi batizado de “Relatório Werner”, foi adotado pelos seis países membros da então Comunidade Econômica Europeia (CEE) em março de 1971.
O “Relatório Werner”, considerado como um dos primeiros projetos da UEM, deveria estar concluído a 1 de janeiro de 1999, data prevista para a entrada em vigor do euro. Mas a moeda única seria apenas adotada, por 12 países da UE, em janeiro deste ano.
Pierre Werner foi primeiro-ministro do Luxemburgo de 1959 a 1974 e de 1979 a 1984.
Werner estudou na faculdade de Direito da Universidade de Paris e na Escola Privada de Ciências Políticas. Inicia-se na política envolvendo-se em associações estudantis e associações nacionais, tais como a Pax Romana, da qual se torna vice-presidente em 1937. Em 1938, regressa ao Luxemburgo, onde trabalha num banco, como secretário da direção, até 1944.
Após a II Guerra, Werner está muito próximo do ministro das Finanças do país e, em 1945, é nomeado comissário para o controlo bancário, função que ocupa até 1949.
Militante do Partido Social Cristão, Werner é empossado como ministro das Finanças em 1953. Acaba por assumir a presidência do Governo em 1954, a qual mantém até 1974, e mais tarde de 1979 a 1984.
Em 1970, apresentou um relatório (encomendado um ano antes pelos líderes europeus na cimeira da Haia) onde defendia a criação de uma União Econômica e Monetária europeia, que deveria ser criada em dez anos.
O Relatório Werner veio propor num primeiro tempo, a redução das margens de flutuação entre as moedas dos Estados-Membros; em seguida, a instauração de uma liberdade completa dos movimentos de capitais com integração dos mercados financeiros, particularmente os sistemas bancários; por último, a fixação irrevogável das taxas de câmbio entre as moedas.
O seu sonho foi confirmado pela cimeira europeia de Paris, em 1971, mas acabou por não se concretizar depois de o Presidente norte-americano de então, Richard Nixon, anunciar o abandono do padrão-ouro.
Pierre Werner morreu em Luxemburgo, dia 24 de junho de 2002 com 88 anos, indicaram fontes governamentais.
(Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=40533 – DIÁRIO DIGITAL – 24-06-2002)
(Fonte: http://www.publico.pt/mundo/noticia -154712 – MUNDO – NOTÍCIA – 24/06/2002)


