Pela primeira vez uma mulher transgênero vai ocupar um assento em uma instituição política alemã

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Pela 1ª vez na história, deputada transgênero assume cargo na Alemanha

Reeleita deputada pelo Partido Verde no Parlamento regional da Baviera, Tessa Ganserer quer assumir seu mandato com seu nome social, e não como Markus Ganserer, o nome com que foi registrada ao nascer — algo sem precedentes no mundo político alemão.

 

A política de cerca de 40 anos anunciou sua transição de gênero há algumas semanas nas redes sociais e deve se pronunciar pela primeira vez em 14 de janeiro sobre a alteração de nome na identidade.

 

 

Nos Estados Unidos, a democrata Christine Hallquist foi a primeira candidata transgênero a um governo, no estado de Vermont, onde foi derrotada em novembro de 2018.

 

 

“Eu sou uma mulher em todas as fibras do meu corpo e agora também uma senhora deputada regional”. Foi com esta mensagem postada em sua conta do Facebook nos primeiros dias de janeiro que Tessa Ganserer anunciou que deixava de ser Markus Ganserer no Parlamento da Baviera. Logo após sua reeleição.

No parlamento da muito conservadora e católica Baviera, sua decisão não passou despercebida. Mas a presidente, Ilse Aigner, da União Social Cristã (CSU), um partido aliado dos democratas cristãos de Angela Merkel, deu-lhe forte apoio.

 

 

“A senhora Ganserer tomou uma decisão muito corajosa e eminentemente pessoal”, assegurou Ilse Aigner, cujo partido se opôs ao casamento homossexual em 2017 e defende posições muito conservadoras em questões sociais.

 

 

“Nosso colega se torna uma colega, isso não deve ser um problema nesta casa e deve ser respeitado”, insistiu em um comunicado publicado após uma reunião com Tessa Ganserer.

 

 

Na primeira sessão plenária do ano, em 23 de janeiro, a ecologista, eleita pela primeira vez em 2013 e reeleita em outubro, será registrada como mulher.

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Para seus documentos de identidade, Tessa Ganserer deverá esperar.

 

 

No final de novembro, obteve certificado médico de um psiquiatra certificando sua transexualidade.

 

 

A lei alemã estipula que são necessários dois exames para poder aspirar a uma mudança de nome no registro civil.

 

 

Tessa Ganserer, que até agora pouco falava, assegurou ao jornal bávaro que “descobriu-se” mulher há dez anos.

(Fonte: https://universa.uol.com.br/noticias/afp/2019/01/14 – UNIVERSA / DIVERSIDADE / da AFP, em Munique – 14/01/2019)
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