Pela primeira vez o Brasil terá mulher como porta-bandeira no Pan

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Pela primeira vez o Brasil terá mulher como porta-bandeira no Pan

 

Martine Grael e Kahena Kunze foram escolhidas pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB)

 

Martine Grael e Kahena Kunze em ação — Foto: Divulgação

 

Mulheres levam bandeira do Brasil pela 1ª vez no Pan com dupla da vela

 

 

Kahena Kunze e Martine Grael, ouro na Rio-2016, foram escolhidas pelo COB

 

Pela primeira vez o Brasil terá nos Jogos Pan-Americanos uma mulher como porta-bandeira. Ou melhor, duas. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) escolheu a dupla Martine Grael e Kahena Kunze para ter essa honraria na cerimônia de abertura em 26 de julho de 2019, quando a delegação entrará junto com as outras 40 nações no campo do Estádio Nacional de Lima, no Peru.

“É uma honra muito grande e estamos felizes com essa indicação. É gratificante poder carregar o esforço das mulheres e dos atletas que estão representando o Brasil. Isso significa muito para gente e vamos carregar as energias para que as mulheres possam conquistar muitas medalhas”, disse Kahena.

 

O COB precisou fazer um pedido especial para a PanAm Sports, para que fosse liberada a presença de uma dupla, algo muito raro nas cerimônias. O aceite foi dado e curiosamente elas vão repetir o feito da dupla Peter Burley e Blair Tuke, da Nova Zelândia, que foram indicadas para isso nos Jogos Olímpicos do Rio. Eles também são da vela, da mesma classe que as brasileiras, a 49er.

 

 

“Não faria sentido não estar as duas, pois conquistamos tudo juntas. Ser dupla é muito significativo. Achei incrível que fizeram esse pedido para serem as duas. Em 1995 meu pai levou essa bandeira e estou muito animada para fazer o mesmo na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de Lima”, comentou Martine.

O primeiro porta-bandeira do Brasil na história do Pan foi Roberto Chap Chap, do lançamento de martelo. Coube a ele ter essa função em 1963. Quatro anos depois, em Winnipeg, Rodney Stuart Bell, do polo aquático, foi o representante. Depois, em 1971, o medalhista de prata na Olimpíada de 1968, Nelson Prudêncio, do salto triplo, foi o felizardo em Cali, na Colômbia.

No ano de 1975, no Pan da Cidade do México, Antônio Carlos Moreno, do vôlei, foi porta-bandeira em sua terceira participação no evento. Já em 1979, em San Juan (Porto Rico), o escolhido foi Arthur Telles Ribeiro, da esgrima, que competiu nos Jogos Olímpicos de 1968 e 1976.

Na edição de Caracas, na Venezuela, em 1983, o nadador Ricardo Prado liderou o Time Brasil. Quatro anos depois, Ronaldo de Carvalho (remo) entrou para a história no Pan de Indianápolis. No Pan de 1991, em Havana, coube ao velocista Robson Caetano representar o Time Brasil na cerimônia de abertura.

O velejador Torben Grael, com um currículo vencedor, foi o homenageado no Pan de 1995, em Mar del Plata. Outro grande nome da vela, Robert Scheidt, foi o representante em 1999, em Winnipeg, no Canadá. Já em Santo Domingo, na República Dominicana, o jogador de vôlei Maurício Lima foi o escolhido.

Depois, no Pan do Rio, em 2007, o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima foi o porta-bandeira. Já em Guadalajara, no México, Hugo Hoyama, do tênis de mesa, recebeu a função. E o porta-bandeira do Brasil no Pan de Toronto, em 2015, foi o nadador Thiago Pereira, que no Canadá se tornou o maior medalhista do Brasil no Pan.

PORTA-BANDEIRA DO BRASIL NO PAN:

 

São Paulo 1963: Roberto Chap Chap

Winnipeg 1967: Rodney Stuart Bell

Cali 1971: Nelson Prudêncio

Cidade do México 1975: Antônio Carlos Moreno

San Juan 1979: Arthur Telles Ribeiro

Caracas 1983: Ricardo Prado

Indianápolis 1987: Ronaldo de Carvalho

Havana 1991: Robson Caetano

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Mar del Plata 1995: Torben Grael

Winnipeg 1999: Robert Scheidt

Santo Domingo 2003: Maurício Lima

Rio de Janeiro 2007: Vanderlei Cordeiro de Lima

(Fonte: https://www.terra.com.br/esportes – ESPORTES / Pela primeira vez o Brasil terá mulher como porta-bandeira no Pan / Por Paulo Favero, enviado especial a Lima – 25 JUL 2019)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Duas para a história: Martine e Kahena serão as porta-bandeiras na cerimônia de abertura em Lima

 

Campeãs olímpicas, velejadoras são escolhidas em decisão inédita. Em todas as edições dos Jogos, nunca dois atletas levaram a bandeira de um país no evento que marca início do Pan

 

 

A história, na verdade, será em dose dupla. Em uma decisão inédita na história dos Jogos Pan-Americanos, Martine Grael e Kahena Kunze serão as porta-bandeiras da delegação brasileira na cerimônia de abertura em Lima, nesta sexta-feira, às 20h (horário de Brasília). Campeãs olímpicas e mundiais na classe 49er FX, as duas ficarão à frente dos atletas brasileiros no evento, que marca o início oficial das competições, no Estádio Nacional de Lima.

 

– Demoramos um pouco a anunciar. Com muito orgulho que a gente anuncia as duas campeãs olímpicas, que vão carregar a bandeira do Brasil. Para a gente, é motivo de muito orgulho que a gente vai ter duas mulheres com a bandeira brasileira. A gente se sente muito bem representado tendo a Martine e a Kaena como nossas portas bandeiras – afirmou o vice-presidente do COB, Marco Antônio La Porta.

É a primeira vez que o Brasil terá uma mulher como porta-bandeira nos Jogos Pan-Americanos. É, também, a primeira vez que duas atletas terão a missão de representar uma delegação. O GloboEsporte.com, com informação exclusiva de Glenda Kozlowski, já havia adiantado que Martine seria a porta-bandeira. Já havia o interesse do Comitê Olímpico do Brasil de juntar a velejadora à parceira na cerimônia, mas havia também a preocupação se a PanAm Sports iria aceitar a novidade.

Pesou, porém, o fato de as duas serem campeãs olímpicas. Para que a dupla não fosse separada, a PanAm Sports aceitou o pedido do COB e liberou que Martine e Kahena levassem a bandeira brasileira na cerimônia.

 

Martine é filha do bicampeão olímpico Torben Grael. A atleta, natural de Niterói (RJ), começou a velejar aos quatro anos. Ela e Kahena conheceram-se no início da adolescência, quando começaram a participar de competições em barcos diferentes.

– Ficamos sabendo hoje, assim que chegamos. Isso representa muito, é histórico para as mulheres. Há muito tempo tínhamos só homens. Então, estamos muito felizes – disse Martine.

Kahena também carrega a vela no sangue. Seu pai, Claudio Kunze, foi campeão mundial júnior da Classe Pinguim. Kahena começou a velejar em São Paulo, na Represa de Guarapiranga, na Classe Optmist.

– Ainda não sei como vai ser, como vamos fazer, se vamos usar uma bandeira ou duas, mas estamos muito felizes e honradas – afirmou Kahena.

As duas se conheceram como adversárias, aos 13 anos. Logo, porém, se tornaram amigas e começaram a velejar juntas. As duas ganharam o título mundial em 2009 na Classe 420. Depois, as duas se separaram por um tempo. Retomaram a parceria no fim de 2012, já pensando no ciclo olímpico rumo aos Jogos do Rio, em 2016.

Martine e Kahena com a bandeira do Brasil em Lima — (Foto: Washington Alves/COB)

Em 2014, a dupla viveu o seu primeiro grande momento com a conquista do título mundial em Santander, na Espanha. Em 2015, na disputa da Copa do Mundo de Vela, as duas conquistaram um ouro na Inglaterra, uma prata na França e um bronze nos Estados Unidos. Nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015, elas ficaram com a medalha de prata.

 

Em 2016, Marine e Kahena chegaram ao ápice com a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio. Com a conquista, Martine e Torben Grael tornaram-se os únicos pai e filha campeões olímpicos da história do esporte brasileiro.

(Fonte: https://globoesporte.globo.com/jogos-pan-americanos/noticia – JOGOS PAN AMERICANOS / NOTÍCIA / Por Edgar Alencar e João Gabriel Rodrigues — Lima 25/07/2019)

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