Oscar Gonzalez Quevedo Bruzan, o Padre Quevedo, é considerado um dos maiores especialistas do mundo na área de parapsicologia e autor de dezenas de livros

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Espanhol teve quadro no Fantástico e ficou famoso pelo bordão “Isso non ecziste”para desmascarar charlatões.

 

Padre Quevedo no Centro Latino-Americano de Parapsicologia, em 2011 (Foto: Ayrton Vignola/ Estadão)

 

 

Jesuíta espanhol radicado no Brasil se especializou em parapsicologia e em desvendar truques de curandeiros e místicos, com no popular quadro que teve no “Fantástico”, na TV Globo

 

Conhecido pelo bordão ‘isso non ecziste’, colaborador do programa ‘Fantástico’ era ‘O Caçador de Enigmas’

 

Oscar González Quevedo Bruzan, o Padre Quevedo, é considerado um dos maiores especialistas do mundo na área de parapsicologia e autor de dezenas de livros, muitos dos quais traduzidos para outras línguas, como “O que é parapsicologia”, “A Face Oculta da Mente” e “As Forças Físicas da Mente”. Além de parapsicologia, era formado em filosofia, teologia e humanidades clássicas.

 

 

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Natural de Madri e naturalizado brasileiro, Padre Quevedo era o protagonista do quadro ‘O Caçador de Enigmas’, no programa Fantástico, da TV Globo. Ele desvendava mistérios e tirava a ‘máscara de charlatões’. Ao conseguir desmentir um caso, o religioso sempre dizia ‘isso non ecziste’.

 

Na década de 1970, ficou famoso por desmascarar o ilusionista Uri Geller, que dizia entornar talheres com seus poderes paranormais.

“Isso non ecziste”

O religioso ganhou, anos depois, um quadro no Fantástico para desvendar fenômenos da natureza e desmascarar charlatões. Ficou famoso pelo bordão “Isso non ecziste”.

A ideia surgiu em agosto de 1999, quando a produção do programa decidiu colocar no ar um quadro que seguisse a linha de Mister M, sucesso de audiência naquele ano. Após negociações, Padre Quevedo aceitou o convite, dizendo que não interpretaria nenhum personagem, já que era um estudioso com a missão de “desmistificar essa mentalidade mágica que envolve os fenômenos parapsicológicos”.

O Caçador de Enigmas foi ao ar entre janeiro e maio do ano 2000, com apresentação de Cid Moreira que, diante de um fundo preto, parcialmente iluminado, apresentava o assunto do dia em clima de mistério: “esse é um caso para padre Quevedo.”

O religioso investigou casos como o de gêmeas que diziam sentir as mesmas coisas, mesmo estando separadas; expôs a farsa de uma casa mal-assombrada; interpretou gravações impostores diziam ser do além; comentou casos de premonição envolvendo a queda do Fokker da TAM.

Naturalizado brasileiro

Segundo a Ordem dos Jesuítas, Padre Quevedo ingressou na Companhia de Jesus aos 15 anos. Em 1959, aos 29 anos, chegou ao Brasil e, na década de 1960, naturalizou-se brasileiro.

Ele foi professor universitário de parapsicologia no Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) e no Centro Latino-Americano de Parapsicologia (Clap), onde também foi diretor.

Padre Quevedo, Caçador de Enigmas

Atração exibida no ano 2000 expôs a farsa de uma casa mal-assombrada

‘Isso non ecziste’. Entre 2 de janeiro e 5 de maio de 2000, Padre Quevedo, jesuíta espanhol radicado no Brasil, aparecia no Fantástico para desvendar fenômenos da natureza e desmascarar charlatões.

 

A ideia do quadro surgiu em agosto de 1999, quando a produção do programa decidiu colocar no ar um quadro que seguisse a linha de Mister M, sucesso de audiência naquele ano. Após negociações, Padre Quevedo aceitou o convite, dizendo que não interpretaria nenhum personagem, já que era um estudioso com a missão de “desmistificar essa mentalidade mágica que envolve os fenômenos parapsicológicos”.

 

O Caçador de Enigmas tinha apresentação de Cid Moreira que, diante de um fundo preto, parcialmente iluminado, apresentava o assunto do dia em clima de mistério: “esse é um caso para padre Quevedo.”

 

O religioso investigou casos como o de gêmeas que diziam sentir as mesmas coisas, mesmo estando separadas; expôs a farsa de uma casa mal-assombrada; interpretou gravações impostores diziam ser do além; comentou casos de premonição envolvendo a queda do Fokker da TAM.

 

 

O quadro teve produção de Celso Lobo, fotografia de Edison Santos, Gilmário Batista, C. Paquetá; edição de imagens de Roberto Cavalcanti; reportagem e edição de Luiz Petry.

Padre Quevedo, de 88 anos, morreu em 9 de janeiro de 2019, em Belo Horizonte, por complicações cardíacas. Padre Quevedo morreu na Casa Irmão Luciano Brandão, no Bairro Planalto, na capital mineira, onde são atendidos jesuítas idosos e com problemas de saúde. Ele morava no local desde 2012.
(Fonte: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/01/09 – MG / MINAS GERAIS / NOTÍCIA / Por G1 Minas — Belo Horizonte – 09/01/2019)
(Fonte: https://emais.estadao.com.br/noticias/gente – NOTÍCIAS / Por REDAÇÃO – O ESTADO DE S.PAULO – 09/01/2019)
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