Os mais influentes nomes da história da medicina

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Os mais influentes nomes da história da medicina

 

 

Conhecido como o pai da Medicina, Hipócrates escreveu o juramento que leva o seu nome. Apesar de ter sido modificado ao longo dos anos, seu texto, considerado o pilar da ética na Medicina, é recitado até hoje pelos médicos graduandos em todo o mundo.

Durante sua vida, o médico grego destacou a importância de se observar os sinais clínicos antes de elaborar o diagnóstico. De acordo com Hipócrates, as doenças não eram causadas por vontade divina—ao invés disso, eram resultado de um conjunto de fatores que incluíam a idade dos pacientes.

 

Um dos maiores médicos da Antiguidade, Galeno é o autor de cerca de 500 tratados sobre Medicina, Filosofia e Ética, a maioria dos quais infelizmente foi perdido. Através da dissecação de animais e outros experimentos, Galeno realizou descobertas importantes, como o fato de que as artérias carregam sangue, não ar. Ele também identificou sete pares de nervos craniais.

 

Avicena, médico e filósofo persa conhecido nas nações islâmicas como Ibn Sīnā, escreveu O Cânone da Medicinauma enciclopédia médica de cinco volumes que influenciou a medicina oriental por séculos. O extenso trabalho se concentra na natureza infecciosa da tuberculose e de outras doenças.

 

Pai da cirurgia moderna, Ambroise Paré foi um clínico do exército e operou diversos reis da França, incluindo Henrique II e Henrique III. Durante a sua carreira, inventou diversos instrumentos médicos e introduziu o implante de membros artificiais fabricados com ouro e prata. Sua descoberta mais importante, sem dúvida, foi a ligação das artérias, um processo muito menos doloroso para estancar hemorragias que a cauterização com ferro quente, ainda amplamente usada no século XVI.

 

 

Considerado o pai da anatomia moderna, o cirurgião e médico flamengo Andreas Vesalius escreveu e ilustrou o De humani corporis fabrica libri septem em 1543, o primeiro volume didático sobre a anatomia. Pela dissecação dos corpos, Vesalius proveu a medicina com um melhor entendimento da composição dos corpos e corrigiu algumas ideias erradas que existiam desde a Antiguidade.

 

 

Antonie van Leeuwenhoek era apaixonado pelas coisas microscópicas. O cientista holandês usou os seus microscópios caseiros para se tornar o primeiro cientista a observar bactérias e protozoários. Sua pesquisa também levou à descoberta dos espermatozoides.

 

 

 

O cirurgião inglês Edward Jenner inventou a vacina. Quando notou que fazendeiros contaminados pela varíola bovina, uma doença relativamente inofensiva oriunda do gado, tornavam-se imunes à varíola, que na época era um mal altamente disseminado, inoculou um garoto de oito anos com o vírus bovino. Depois de tentar infectar o garoto com uma cepa da varíola mortal, Jenner descobriu que o garoto estava imune à doença.

O processo conhecido como vacinação rapidamente foi difundido pela Europa. A varíola acabou finalmente erradicada em 1980, uma façanha que provavelmente não teria sido possível sem o trabalho de Jenner.

 

 

O daltonismo (a síndrome de não ser capaz de identificar cores) afeta 8% dos homens e 1% das mulheres e foi descoberta por John Dalton. O químico inglês era um portador da doença oftalmológica. Com seus estudos, concluiu que os daltônicos possuem uma síndrome genética (seu irmão também sofria do mal) causada por anormalidade no humor vítreo do olho.

 

 

Sem a descoberta de René-Théophile-Hyacinthe Laënnec, de 1816, o estetoscópio como o conhecemos hoje não existiria. Considerado o pai da auscultação clínica, o médico francês também classificou diversas condições pulmonares, como a pneumonia, enfisema e pneumotórax, a partir dos sons que foram possíveis de serem escutados com a sua invenção.

 

 

É difícil de acreditar que um dia os cirurgiões não tenham lavado as mãos antes de operarem seus pacientes. No entanto,até a data da descoberta do obstetra húngaro Ignaz Philipp Semmelweis, a prática, hoje firmemente incutida na rotina de todos os profissionais de saúde, não era generalizada.

O médico realizou seu achado ao comparar o número de mortes em duas alas de uma maternidade do Hospital Geral de Viena. Na primeira, onde a taxa de mortalidade era baixa, parteiras assistiam os nascimentos. Na segunda ala, com um número de mortes maior, os partos tinham a participação de residentes. Semmelweis descobriu que os estudantes não lavavam as mãos após realizarem as autópsias na sala de dissecação, diferente das parteiras. Como resultado, involuntariamente transmitiam germes às suas pacientes, que, portanto, infeccionavam.

 

 

Louis Pasteur é reconhecido como um dos maiores cientistas de todos os tempos. Além de inventar o processo conhecido como pasteurização, o químico francês também descobriu as vacinas contra antraz e a raiva. Pasteur também isolou a bactéria e os micróbios responsáveis por infecções como a Staphylococcus aureus (pneumonias e doenças de pele) Streptococcus (celulite e choque séptico) e Streptococcus pneumoniae (otites, sinusites e pneumonias).

 

 

Considerado o pai da neurologia e o Napoleão das neuroses, o clínico Jean-Martin Charcot é reputado como fundador da neurologia moderna. Crente na hipnose, Charcot usou a ciência para adquirir uma melhor compreensão da histeria e distinguir o mal de outras condições, como a epilepsia.

O cientista também estudou outras doenças, como a esclerose múltipla e Mal de Parkinson.

 

 

 

Pai da cirurgia antissépticaSir Joseph Lister mudou para sempre a face da cirurgia moderna. O cirurgião britânico usou um antisséptico (ácido carbólico) para diminuir de maneira dramática o número de mortes pós-operatórias. A má prática de esterilização daquela época fazia aproximadamente 35% dos pacientes amputados morrerem logo depois das cirurgias.

Ao mesmo tempo que os procedimentos antissépticos evoluíram desde então, o princípio de Lister, de que as bactérias não podem nunca ter acesso através de uma ferida de operação, permanece verdadeiro até os dias de hoje.

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Durante a sua carreira, o médico alemão Robert Koch realizou diversos avanços científicos de grande importância. Em 1876, descobriu o ciclo da doença do antraz, em 1882, a bactéria responsável pela tuberculose e, em 1883, a origem e o modo de transmissão da cólera.

Koch recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1905 e é o autor dos Postulados de Koch, um método em quatro etapas para identificar o organismo específico responsável por uma doença em particular.

 

Vencedor do primeiro Prêmio Nobel de Física (1901), o físico Wilhelm Röntgen inventou a radiografia. Depois de descobrir os raios-x, Röntgen produziu a primeira radiografia em 22 de dezembro de 1895, a imagem de uma mão. A cobaia foi ninguém menos que sua esposa!

Graças à invenção de Röntgen, os médicos hoje em dia possuem maior habilidade de diagnosticar problemas de saúde como ossos fraturados, tumores em pulmões e cálculos renais.

Originalmente do Canadá, o médico e professor de medicina Sir William Osler teve um impacto enorme na educação dos médicos do futuro. Na época, estudantes de medicina tinham pouco contato com pacientes durante sua instrução (aprendiam em laboratórios). O Dr. Osler virou o jogo estimulando que os estudantes dedicassem mais tempo para seus pacientes.

O livro, The Principles and Practice of Medicine (Princípios e Práticas da Medicina), é um dos textos mais importantes da medicina moderna.

 

Fundador da psicanálise, uma forma de terapia que se concentra no inconsciente do indivíduo e na liberação das emoções reprimidas para lidar com as questões psicológicasSigmund Freud teve um grande impacto na prática da medicina e da psicologia. O nome do neurologista austríaco até hoje está associado com conceitos estudados pela psicologia e a filosofia, como o Complexo de Édipo e o id, ego e superego.

 

Pode ser que não tivéssemos o mesmo conhecimento do mal de Alzheimer hoje se não fosse pela contribuição de Alois Alzheimer (1864-1915), o médico e neuropatologista alemão que primeiro descreveu a doença, em 1906.

 

Depois que Alzheimer realizou uma autópsia em um paciente seu chamado Auguste Deter, descobriu os dois principais atributos da enfermidade: as placas senis e a degeneração neuro neurofibrilar.

 

Sem a ajuda de Karl Landsteiner, as transfusões de sangue poderiam não ser possíveis hoje. O imunologista e patologista austro-americano descobriu os grupos de sangue A, B, e O por volta de 1901 e conquistou o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1930.

Além de mostrar que era possível o recebimento do sangue de um doador do mesmo grupo sanguíneo, o cientista publicou, em colaboração com colegas, trabalhos excelentes sobre a sífilis, poliomielite e tifo.

 

Em 1928, o bacteriologista escocês Alexander Fleming acidentalmente descobriu um dos antibióticos mais usados: a penicilina. A descoberta de Fleming, desde então, salvou milhões de pessoas em todo o mundo das infecções bacterianas, o que lhe rendeu um Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1945, junto com Ernst Boris Chain e Howard Walter Florey.

 

 

A pedido da ativista pelo controle da natalidade Margaret Sanger, o endocrinologista-biólogo Gregory Pincus, em colaboração com o ginecologista-obstetra John Charles Rock, desenvolveu a primeira pílula contraceptiva no final dos anos 1950. Nos Estados Unidos, a drágea foi comercializada em 1960 exclusivamente para mulheres casadas.

 

 

 

Virginia Apgar foi uma verdadeira pioneira. A primeira mulher a se tornar uma anestesiologista certificada, primeira professora desta disciplina na Faculdade de Médicos e Cirurgiões e a primeira médica a se tornar uma professora catedrática em uma universidade.

 

Sua mais importante contribuição para a medicina foi a Escala de Pontuação Apgar, um conjunto de exames simples que é usado até hoje nas maternidades para determinar com rapidez parâmetros de saúde de recém-nascidos e os cuidados subsequentes.

 

Conhecida como a “Dama Negra do DNA” porque suas contribuições científicas não foram reconhecidas em vida, Rosalind Franklin está por trás de uma das maiores descobertas do século XX: a estrutura helicoidal do DNA.

 

Durante a carreira, Franklin também estudou a estrutura das viroses, tornando-se uma pioneira na virologia estrutural.

 

O cirurgião sul-africano Christiaan Barnard fez história em 3 de dezembro de 1967, quando liderou uma equipe de profissionais na realização do primeiro transplante de um coração humano da história. Apesar da morte do paciente 18 dias depois, as demais operações de transplante do órgão por Barnard foram progressivamente mais bem-sucedidas. No final dos anos 1970, alguns dos seus pacientes com o coração transplantado sobreviveram por diversos anos.

 

Hoje, 85% dos adultos com o coração transplantado em todo o mundo registram uma taxa de sobrevivência média de um ano e 69% deles possuem média de sobrevivência de 5 anos, um resultado que provavelmente não poderia ser alcançado sem as contribuições de Dr. Barnard.

 

Em 2008, Françoise Barré-Sinoussi conquistou o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina por sua descoberta conjunta com Luc Montagnier do vírus da imunodeficiência humana (HIV) em 1983. A virologista hoje lidera o comitê de análise de pesquisa e expertise responsável por aconselhar o governo francês nos tratamentos da COVID‑19.

 

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/os-mais-influentes-nomes-da-história-da-medicina/ SAÚDE / MEDICINA / ESTILO DE VIDA / ESPRESSO / Por Philippe Michaud – 08/06/2020)

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