Ollie Johnston, animador de “Bambi” e outros clássicos da Disney

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O último dos Nove Velhos da Disney

Franklin "Frank" Thomas

Frank Thomas e Ollie Johnston, dois chefes de animação que trabalharam durante muitos anos na Walt Disney Animation Studios (Foto: Serão no Sofá / Reprodução)

 

 

Ollie Johnston participou de todos os grandes clássicos da animação

Oliver “Ollie” Martin Johnston (Palo Alto, 31 de outubro de 1912 – Sequim, 14 de abril de 2008), animador de “Bambi” e outros clássicos da Disney, trabalhou nos primeiros longas da companhia, o último sobrevivente do grupo conhecido como os “Nove Velhos” da Walt Disney Pictures.

Artista fazia parte do seleto grupo batizado de “Nine Old Men” por Walt Disney.

O animador Ollie Johnston, que trabalhou em clássicos de animação dos estúdios Disney como “Branca de neve e os sete anões”, “Fantasia” e “Bambi”.

Ollie Johnston tinha em seu currículo os maiores clássicos da animação, incluindo o primeiro, Branca de Neve e os Sete Anões, além de Bambi, Pinóquio, Fantasia, Cinderela, Alice no País das Maravilhas, Peter Pan, A Dama e o Vagabundo, A Bela Adormecida, Mogli Robin Hood, para citar apenas alguns de seus trabalhos. Entre as sequências criadas por Johnston estão Tambor recitando sobre comer vegetais em Bambi, o nariz de Pinóquio crescendo quando ele mente para a Fada Azul e Mogli e Baloo cantando “The Bear Necessities”. As fadinhas de A Bela Adormecida, as fêmeas de centauro em Fantasia, o Príncipe João em Robin Hood e os 101 Dálmatas também ganharam o trabalho de Ollie Johnston.

Johnston fazia parte do grupo de artistas do estúdio batizado por Walt Disney de “Nine Old Men” (os nove velhos), que incluía também Frank Thomas (1912-2004). Os dois foram contratados por Walt quando estavam na Universidade Stanford, ainda na década de 1930, para expandir os trabalhos do estúdio. O primeiro longa em que trabalharam juntos foi “Branca de Neve e os Sete anões”, de 1937, no qual Johnston atuou como assistente de animação.

Nascido na Califórnia, Ollie Johnston foi recrutado por Walt Disney enquanto estudava no Chouinard Art Institute e começou a trabalhar depois de apenas uma semana de treinamento em 1935. Seu primeiro trabalho foi o curta Mickey´s Garden. Um ano depois ele foi promovido a animador assistente. Nos anos seguintes ele se envolveu em todos os desenhos produzidos pelo estúdio até se aposentar em 1978. Além de animador, Johnston era conhecido por seu amor pelos trens, mantendo uma linha em miniatura em sua casa e uma locomotiva histórica que comandava em suas férias. Em colaboração com Frank Thomas, Johnston escreveu os livros Disney Animation: The Illusion of Life, Too Funny for Words, Bambi: the Story and the Film The Disney Villain. A dupla também dublou personagens em Os Incríveis. 

Matou a mãe do Bambi

Já como animador, Johnston foi responsável por animar a memorável (e emotiva) cena da morte da mãe de Bambi, no filme de mesmo nome. “A morte da mãe mostrou o quão convincentes podíamos ser ao apresentar [em um desenho animado]emoções fortes”, afirmou em 1999.

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Outros trabalhos de Johnston incluem “Cinderela”, “Alice no país das maravilhas”, “Peter Pan, “Bela adormecida”, “A dama e o vagabundo”, “101 dálmatas”, “Mary Poppins” e “Mogli, o menino lobo”.

“(As pessoas) conhecem seu trabalho. Elas conhecem seus personagens. Elas o viram atuar sem saber”, afirmou à AP o historiador de animação Leonard Maltin. “Ele era um dos pilares, um personagem-chave na era de ouro da animação da Disney.”

Aposentado desde 1978, Johnston lançou com Thomas diversos livros sobre animação, considerados por profissionais do meio como “bíblias” do assunto.

Ollie Johnston recebeu o prêmio Disney Legends em 1989 e 2003, uma homenagem da Academia de Artes e Ciências e em 2005 tornou-se o primeiro animador a receber a National Medal of Arts numa cerimônia na Casa Branca.

Ollie Johnston morreu aos 95 anos, em 14 de abril de 2008.

De acordo com Howard E. Green, vice-presidente dos estúdios da Disney, Johnston morreu em 14 de abril de 2008 de causas naturais.

“Ollie fazia parte de uma geração fantástica de artistas, um dos verdadeiros pioneiros da nossa arte, um dos maiores participantes do florescimento da animação até se transformar na forma de arte que conhecemos hoje”, declarou Roy E. Disney, sobrinho de Walt, em uma nota divulgada à imprensa.

John Lasseter, diretor criativo da Disney e da Pixar, e amigo pessoal de Johnston, declarou que não consegue imaginar como a animação seria hoje sem que o animador passasse todo o conhecimento e os princípios que os “Nove Velhos” e Walt Disney desenvolveram. Lasseter disse que Johnston o ensinou a estar sempre consciente do que o personagem está pensando e que hoje eles continuam a certificar-se de que cada personagem criado na Pixar e na Disney tem um processo de pensamento e emoção que os tornam vivos. Johnston sempre teve orgulho de seu trabalho em Bambi, particularmente a cena da morte da mãe do personagem, por provar que a animação tinha capacidade de transmitir emoções fortes.

(Fonte: www.g1.globo.com/Noticias/PopArte – Cinema/ Animação – Do G1, com informações da AP – 15/04/08)

(Fonte: https://omelete.uol.com.br/filmes/noticia – FILMES /Por EDERLI FORTUNATO – 16/04/2008)

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