O primeiro livro escrito por uma inteligência artificial

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O primeiro livro escrito por uma inteligência artificial

 

Obra consiste em um compilado de artigos revisados por pesquisadores sobre baterias de lítio e está disponível gratuitamente na internet

 

inteligência artificial desembarcou de vez no mercado de livros. A editoria acadêmica Springer Nature revelou em 15 de abril o que promete ser o primeiro livro produzido por robôs: o Lithium-Ion Batteries: A Machine-Generated Summary of Current Research (Baterias de Íons de Lítio: um resumo atual da pesquisa gerado por computador, em tradução livre).

 

 

A publicação, segundo artigo do The Verge, não é exatamente uma leitura rápida e prazerosa. Como o próprio nome indica, é um resumo de artigos acadêmicos sobre baterias de lítio. Inclui citações, hiperlinks para trabalhos citados e referências bibliográficas geradas automaticamente. A obra está disponível gratuitamente no site da editora Springer.

 

 

Embora não seja leitura das mais interessantes, sua existência merece ser comemorada, segundo a reportagem. Na introdução, o humano Henning Schoenenberger, diretor da editora, afirma que publicações como essa marcam “uma nova era” ao automatizar o trabalho “braçal” dos pesquisadores.

 

 

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Lithium-Ion Batteries

 

 

 

Schoenenberger ressalta que somente nos últimos três anos, foram publicados mais de 53 mil trabalhos de pesquisa sobre baterias de íons de lítio. Isso representa um enorme desafio para os cientistas que estão tentando se manter atualizados.

 

 

Usando a inteligência artificial para escanear e resumir automaticamente toda essa produção, os cientistas podem economizar tempo para trabalhar em pesquisas mais importantes, garante o executivo.

 

 

“Esse método permite que o leitor acelere o processo de absorção do conteúdo de um determinado campo de pesquisa, em vez de ler centenas de artigos publicados”, escreve Schoenenberger. “Ao mesmo tempo, se necessário, eles sempre são capazes de identificar e clicar na fonte original.”

 

 

Embora o recente boom no aprendizado de máquinas tenha melhorado muito a capacidade dos computadores, a produção desses robôs ainda é limitada. Eles não conseguem lidar com a coerência e a estrutura textual de escritores humanos. Desta forma, a IA na área editorial em ficção ou em poesia tende a ser mais com formatação do que com criação.

(Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2019/04 – TECNOLOGIA / NOTÍCIA / POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE – 13/04/2019)

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