Oscar Schimdt, foi o maior jogador de todos os tempos no basquete do país

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O MAIOR CESTINHA DOS JOGOS OLÍMPICOS

Oscar Daniel Bezerra Schmidt (1958- ), em Natal/RN. Aos 41 anos, jogando pelo Flamengo, Oscar Schimdt foi o maior jogador de todos os tempos no basquete do país. Um dos dois únicos atletas do esporte a disputar cinco Jogos Olímpicos, o Mão Santa, como se tornou conhecido, conquistou a admiração até mesmo de grandes da NBA, como Magic Johnson e Charles Barkley. Marcou um total de 1.093 pontos em Olimpíadas, tornando-se o maior cetinha dos Jogos. Em suas três últimas participações, também somou o maior número de pontos dos torneios de basquete: 219 em Atlanta (1996), 198 em Barcelona (1992) e 338 pontos em Seul (1988).

 
O potiguar de Natal pisou pela primeria vez em uma quadra quando tinha 13 anos. Nessa época, já com 1,90 metro de altura, morava em Brasília. Três anos mais tarde, em 1974, foi para São Paulo, onde começou a defender a equipe infantil do Palmeiras. Com 19 anos, o jogador chegou a seleção principal, depois de conquistar o título de melhor pivô infantil da América do Sul, em 1977.

 
O ano seguinte marcou o início da carreira profissional e o terceiro lugar no mundial das Filipinas pela seleção brasileira. Oscar foi para o Sírio. Levado pelo técnico Cláudio Mortari, terminou o campeonato paulista como cestinha. O Mão Santa participou de 146 jogos pelo primeiro clube, marcando 4.351 pontos, média de 29,8 por partida. Até 1981, liderou o time em conquistas de campeonatos estaduais, brasileiros, sul-americanos e mundial interclubes. Em 1980, Oscar foi a Moscou e participou da primeira de suas cinco olimpíadas marcando 169 pontos. O Brasil terminou o torneio de basquete em quinto lugar.

 
Em 1982, foi para o América do Rio de Janeiro, onde teve curta passagem. No mesmo ano, transferiu-se para o Caserta, da Itália. Passou 11 anos no país, onde quebrou importantes recordes: foi o primeiro jogador a marcar 10 mil pontos na liga local; ao deixar o país, havia feito 13.957 pontos, recorde em campeonatos italianos; também é de Oscar o marca de maior número de pontos em uma só partida, 66, em jogo contra o Fernet Branca, de Pavia. O recorde do brasileiro na Itália só foi superado em abril de 2000 pelo italiano Antonello Riva, que somou 13.976 pontos em vitória de seu time, Reggio Emilia sobre o Cantù.

 
A segunda Olimpíada de Oscar foi disputada em Los Angeles, onde igualou os 169 pontos de Moscou. Seu desempenho chamou a atenção do New Jersey Jets. O clube convidou o brasileiro para disputar a liga profissional do Estados Unidos (NBA). O cestinha, no entanto, preferiu continuar na Itália, pois, como profissional, não poderia jogar pela seleção.

 
Em 1987, o cestinha participou de sua final mais emocionante. Conduzindo a seleção no Pan-Americano de Indinápolis, Oscar ajudou o Brasil e vencer os donos da casa, conquistando a medalha de ouro histórica. A seleção venceu o time dos Estados Unidos, comandado por Michael Jordan quando ainda não era profissional, por 120 X 115.

 
No ano seguinte, o Mão Santa tornou-se cestinha nas olimpíadas de Seul (Coreia do Sul). Apesar dos 338 marcados, o Brasil terminou em quinto. Em partida contra a Espanha, Oscar marcou 55 pontos, tornando-se o recordista de pontos em uma partida de Olimpíadas. O jogador repetiu a dose em 1992, consagrando-se cetinha dos Jogos Olímpicos de Barcelona, assinalando 198 pontos.

 
Antes de retornar ao Brasil, em 1995, Oscar teve passagem pelo campeonato espanhol, onde disputou 71 partidas. Mesmo tendo anunciado que não jogaria mais pela seleção, o Mão Santa voltou a defender o Brasil nos Jogos
Olímpicos de Atlanta (1996). Foi a quinta participação do brasileiro em Olimpíadas, igualando o recorde de Teófilo da Cruz (Porto Rico). Apesar de o país ter ficado com a sexta colocação, o jogador foi novamente cestinha. Com 219 pontos, somou 1.093 em Olimpíadas, estabelecendo a maior marca da História dos Jogos. O primeiro atleta a superar os mil pontos marcados em Olimpíadas se despediu da seleção com 7.693 pontos em 326 jogos.

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Oscar é o segundo jogador na história dos esporte a superar a barreira dos 40 mil pontos, marca inferior apenas à de Kareem Abdul-Jabbar (46.725). A soma foi obtida em 15 de março de 1998. No ano anterior, o jogador havia batido outro recorde: marcou 74 pontos em uma única partida no país, além de ter sido cestinha do campeonato paulista, com 1.161 pontos em 28 jogos, média de 41,46 por jogo.

 
No campeonato brasileiro de 1998, Oscar tornou-se o primeiro jogador a marcar mais de mil pontos no torneio e foi cestinha da competição pela terceira vez seguida. No ano seguinte, o Mão Santa trocou São Paulo pelo Rio de Janeiro. Oscar joga atualmente pelo Flamengo. Foi jogando pelo rubro-negro carioca que o jogador chegou a mais uma nova marca histórica. Em 30 de novembro de 1999, marcou seu 43.000º ponto. Tendo se sagrado cestinha do estadual fluminense (651 pontos), Oscar ajudou o Flamengo a conquistar o bi-campeonato estadual. O jogador competiu pelo clube que na época lutava para conquistar seu primeiro título brasileiro.

 

Nascimento: 16 de fevereiro de 1958, em Natal/RN. Altura: 2,04 m . Peso: 106 Kg . Sapato: 48.
Recorde: 74 pontos dia 27/11/1997, pelo Banco Bandeirantes/Barueri, contra o Corinthians.
1º jogo oficial: 1976 – pelo Palmeiras em São Paulo
1º título: 1974 – Campeão Paulista pelo Palmeiras
1º jogo oficial pela seleção: 1977 – Brasil 132 x 55 Colômbia Sul-Americano, em Valdívia (CHI)
Último jogo pela seleção: 1996 – Brasil 72 x 91 Grécia Olimpíada, em Atlanta (EUA)
1º título pela seleção: 1977 – Sul-Americano em Valdívia (CHI)
Cestinha: Clubes: Capeonato paulista (79, 80, 81, 95, 96, 97, 98), Campeonado fluminense (99), Campeonato brasileiro (79, 80, 96, 97, 98 e 99), Campeonato italiano (83, 84, 85, 86, 87, 88, 89, 91, 92 e 93), Copa Itália (84, 88 e 89), Mundial ( 79), Sul-americano (79), Liga sul-americana (97), Copa Européia (86 e 88), Campeonato espanhol (93). Seleção: Sul-americano (83), Pré-olímpico ( 84, 88, 92 e 95), Copa América (84, 88, 89, 92, 95), Jogos Panamericanos (87) “Goodwill games” (90), Campeonato Mundial (90), Olimpíadas (88, 92 e 96).
(Fonte: Texto: Alexandre Mata Tortoriello)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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