Nuon Chea, era o temido “Irmão Número 2”, o ideólogo da máquina de matar do Khmer Vermelho, que mergulhou o Camboja no terror entre 1975 e 1979

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Nuon Chea, principal e impiedoso ideólogo do Khmer Vermelho

 

 

Nuon Chea, ideólogo do Khmer Vermelho. (Foto: EPA / Ansa – Brasil)

 

 

Nuon Chea cumpria prisão perpétua

 

Nuon Chea (Voat Kor, Battambang, Cambodja, 7 de julho de 1926 – Phnom Penh, Cambodja, 4 de agosto de 2019), foi um dos ideólogos do sanguinário regime do Khmer Vermelho, principal ideólogo do regime e condenado por genocídio e outros crimes no Camboja.

 

 

Seu verdadeiro nome era Long Bunruot. Nuon Chea nasceu 1926 numa família de origem chinesa e khmer na província de Battambang, no noroeste do Camboja.

Estudou Direito na prestigiosa universidade de Thammasat em Bangcoc, entre 1941 e 1948, e trabalhou para o Ministério das Relações Exteriores da Tailândia e nesse país se filiou ao Partido Comunista.

 

 

De volta ao Camboja, participou da resistência contra o poder colonial francês. Em seguida ajudou a organizar, com Pol Pot (falecido em 1998), o futuro Partido Comunista do Kampuchea, conhecido com o nome de Khmer Vermelho um dia depois da independência, em 1954.

 

 

Após consolidar a estrutura do partido, fugiu para Phnom Penh em 1970, após o golpe o general pró-Estados Unidos Lon Nol.

 

 

 

Cerca de 1,7 milhão de pessoas morreram devido aos expurgos, crises de fome e maus-tratos cometidos durante o regime maoísta do Khmer Vermelho (1975-1979), liderado por Pol Pot e Nuon Chea, considerado o ideólogo da organização.

 

Número dois da liderança militar do Khmer Vermelho de 1970 a 1975, ele também foi chefe do comissário político e responsável por perseguir os inimigos da revolução.

 

 

Era o temido “Irmão Número 2”, o ideólogo da máquina de matar do Khmer Vermelho, que mergulhou o Camboja no terror entre 1975 e 1979, era um dos principais dirigentes, cujo regime matou cerca de dois milhões de pessoas.

 

 

Conhecido como “Irmão Número 2”, Nuon Chea era o segundo na liderança do Khmer Vermelho e braço-direito de Pol Pot, líder do regime comunista que governou o Camboja de 1975 a 1979 e responsável pelo massacre que deixou 1,7 milhão de mortos no país.

 

 

Condenado por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, Nuon Chea estava cumprindo uma pena de prisão perpétua.

 

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Então o mão direita de Pol Pot (falecido em 1999), em 2014, foi condenado à prisão perpétua por “crimes contra a humanidade”, ao lado de Khieu Samphan, chefe de Estado do “Kampuchea democrático”, nome oficial de Camboja entre 1975 e 1979. Suas penas foram confirmadas em apelação dois anos depois.

 

 

Além diso, ambos foram declarados culpados em 2018 de “genocídio” contra vietnamitas e membros da comunidade étnica Chams e outras minorias religiosas

Nuon Chea nunca admitiu sua responsabilidade nessas atrocidades.

Em 2013, numa declaração lida no tribunal, responsabilizou por esses crimes seus subordinados, a quem tratava por “traidores”.

“Nunca lhes dei ordens de maltratar, matar pessoas, privar de alimento ou cometer um genocídio”, afirmou.

 

 

O julgamento da cúpula do Khmer Vermelho começou em 2011 com dois acusados mais, o ex-ministro das Relações Exteriores, Ieng Sary, e sua esposa e ex-ministra de Assuntos Sociais, Ieng Thirith, que morreram em 2013 e 2015, respectivamente.

 

 

Pol Pot morreu em 1998 no último bastião da guerrilha maoísta na selva do norte do Camboja, prisioneiro dos seus próprios correligionários e meses antes que estes acordassem sua dissolução com o governo de Phnom Penh.

 

 

O tribunal, em funcionamento desde 2006 após uma longa negociação entre a ONU e o governo, recebeu críticas pela duração do processo, seu elevado custo (US$ 300 milhões) e as interferências políticas do governo cambojano.

 

 

 

A primeira sentença foi emitida em julho de 2010 contra Kaing Guek Eav, conhecido como Duch, condenado a uma pena de 35 anos, elevada em apelação à prisão perpétua pela sua responsabilidade na tortura e morte de mais de 12.000 pessoas na prisão S-21.

 

 

Nuon Chea faleceu aos 93 anos de idade, em Camboja em 4 de agosto de 2019. Ele estava em um hospital de Phnom Penh onde tratava várias doenças.

 

“Podemos confirmar que o acusado Nuon Chea, de 93 anos, morreu nesta tarde de 4 de agosto de 2019 no hospital da Amizade Khmer-Soviética”, declarou em comunicado Neth Pheaktra, porta-voz do tribunal internacional que julga os crimes do Khmer Vermelho.

(Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/mundo – NOTÍCIAS / MUNDO – 4 AGO 2019)

(Fonte: https://istoe.com.br – EDIÇÃO Nº 2588 – MUNDO / Por AFP – 04/08/2019)

(Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2019/08/04 – ÚLTIMAS NOTÍCIAS / Por EFE – Bangcoc – 04/08/2019)

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