Neil Peart, baterista do Rush, um dos mais celebrados do rock no instrumento, um dos mais importantes da história do rock

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Neil Peart, baterista do Rush

 

Ele era um dos bateristas mais importantes da história do rock

 

 

Alex Lifeson, Geddy Lee e Neil Peart, componentes da banda Rush, aceitam a inclusão no Hall da Fama do Rock e se apresentam na noite da cerimônia em Los Angeles. Dave Grohl, do Foo Fighters (dir.), fez participação especial como ‘Alex Lifeson’ no passado. — (Foto: Danny Moloshok/Invision/AP)

 

 

Neil Peart (Ontário, no Canadá, 12 de setembro de 1952 – Santa Monica, 9 de janeiro de 2020), músico canadense, baterista e letrista da banda Rush. Neil era um dos bateristas mais importantes da história do rock, com estilo virtuoso que era referência no rock progressivo e em outros estilos, como o heavy metal.

Ele se juntou o Rush em 1974. A banda havia sido formada pelo guitarrista Alex Lifeson em 1968, mesmo ano em que entrou o baixista e vocalista Geddy Lee.

Com a entrada de Peart na bateria, o Rush se consolidou como um dos trios mais reconhecidos do rock. Suas letras cheias de referências literárias também foram fundamentais para a banda, que encerrou as atividades em 2018.

Neil Ellwood Peart nasceu m 12 de setembro de 1952, em Ontário, no Canadá. Ainda na adolescência, aos 13 anos, começou a estudar bateria. Cinco anos depois se mudou para Londres e só voltou a morar no país de origem em 1972. Depois de dois anos morando em Londres, ele voltou para as terras canadenses. Cinco anos depois se mudou para Londres e só voltou a morar no país de origem em 1972.

No ano de 1974, já estabelecido no Canadá, Neil Peart assumiu as baquetas do Rush. Lembrando que a banda foi formada em 1968, pelo guitarrista Alex Lifeson, e contava com um batera chamado John Rutsey.

 

Com a entrada de Peart, a banda teve um ganho técnico imensurável. Além de baterista, ele também passou a ser o principal letrista, pois, o baixista e vocalista Geddy Lee não tinha muito interesse nas partes textuais das músicas. Portanto,  graças ao fascínio de Neil por literatura, as músicas do Rush sempre abordaram temas de ficção científica e fantasia.

Sob a influência dos bateristas Carl Palmer, do power trio progressivo Emerson, Lake & PalmerKeith Moon, da vigorosa banda The Who; e Buddy Rich, o cara que dominava a fúria agressiva do jazz, Neil Peart construiu um novo conceito na arte de tocar bateria. Com sua pegada sempre antenada na música erudita, no jazz e no rock, ele introduziu uma forma de tocar focada na composição, ou seja, Peart abriu mão dos improvisos e deu vida à figura do batera compositor.

 

O Legado de Neil Peart

 

Com base nas linhas acima, bem como no seu conhecimento précio, você percebeu que Neil Peart desenvolveu técnicas diferenciadas. Com sua habilidade incomum para criar, conduzir e arranjar melodias e harmonias, ele tornou-se um artista à frente do próprio tempo e, por consequência, reverenciado e imitado por todo músico que aprecia o lado técnico da coisa.

Quem começou a tocar bateria por causa de Neil Peart foi o músico João de Paula, instrutor de bateria do Cifra Club, que já fez parte de uma banda cover de Rush. Em contato com este que vos escreve, um muito abalado João explicou a importância de Neil para sua carreira.

“Neil Peart é influência direta em todas as conquistas que eu tive nos campos profissionais, familiares e até materiais. Para mim, ele é referência tanto na forma de tocar, como na forma de se portar e, também, no jeito de pensar”, disse.

Segundo João de Paula, medir a obra de Neil é impossível. Porém, com todo conhecimento que lhe é caro, João listou o Top 5 dos momentos mais inventivos da carreira do já saudoso mestre das baquetas.

1. La Villa Strangiato

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Registrado no disco Hemispheres, lançado em 1978, esse tema instrumental é fascinante. Com 12 momentos, distribuídos em pouco mais de 9’30”, La Villa Strangiato é a rapsódia do power trio de rock progressivo.

2. The Main Monkey Business

Esse tema instrumental faz parte do álbum Snakes & Arrows, de 2007. Trata-se de uma música ousada e que desafia todos os paradigmas do rock feito no novo milênio.

3. YYZ

 

Terceira faixa do lado A do disco Moving PicturesYYZ é uma verdadeira experiência sensorial. A maneira como Neil conduz o arranjo faz com que a canção desperte as mais variadas sensações no ouvinte, isto é, o clima da música transita entre a fé e o desespero, a tensão e o alívio orgasmático.

4. Red Barchetta

 

Imortalizada no clássico Moving Pictures, que chegou às lojas em 1981, essa música tão cheia de progressões e soluções complexas de arranjos foi gravada num único tema! Só sendo muito gênio pra conseguir uma proeza de tamanha envergadura.

 

5. Nobody’s Hero – Rush

 

Terceiro single do álbum Counterparts, que o Rush lançou em 1993, a dramática Nobody’s Hero fala sobre pessoas que morreram, mas não receberam a devida atenção. Uma das situações presentes na música é homossexualidade de homem chamado Ellis, amigo do baterista Neil Peart. Sendo assim, temos uma canção que mostra o lado humano de Neil.

 

Neil Peart aposentado

Peart sofria de tendinite crônica e problemas no ombro. No mês de dezembro de 2015, o músico anunciou que iria se aposentar. Discreto e reservado, ele curtiu seu tempo fora da cena artística de maneira tranquila e serena. Em uma entrevista, ele comentou que estava num momento bem família.

Em janeiro de 2018, o guitarrista o guitarrista Alex Lifeson decretou o fim das atividades do Rush“Não temos mais planos para discos ou turnê. Basicamente, a banda terminou. Foram 41 anos e sentimos ter sido o suficiente”, disse.

Independente dos anúncios sobre sair de cena, os amantes da boa música nunca deixaram de esperar por mais um retorno do Rush. As esperanças, no entanto, acabaram no neste décimo dia do primeiro mês de 2020. Neil Peart já deixou saudades e, felizmente, entrou pra história da música muito antes de sair da vida…

Neil Peart faleceu aos 67 anos em Santa Monica, nos EUA, por causa de um câncer no cérebro diagnosticado em 2017.

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2020/01/10 – POP & ARTE / MÚSICA / NOTÍCIA / Por G1 – 10/01/2020)

(Fonte: https://www.terra.com.br/diversao/musica – DIVERSÃO / MÚSICA / Por Gustavo Morais – 11 JAN 2020)

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