Napoleon Potyguara Lazzarotto, conhecido simplesmente como Poty, nasceu em Curitiba em 1924 e faleceu 7 de maio de 1998. Ele foi um desenhista, gravurista, ceramista e muralista brasileiro.
O artista fez gravura, serigrafia, litografia, desenho, pintura. Muitos de seus trabalhos se transformaram em painéis de azulejos, murais de concreto, vitrais e livros.
Poty participou de Bienais e de exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, tendo, na década de 50, colaborado na fundação, em São Paulo, da Escola Livre de Artes Plásticas, onde lecionou. Posteriormente ministrou cursos em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife e outras cidades. No fim da década de 60, viajou com os sertanistas Orlando Villas Boas e Noel Nutels para o Xingu, onde fez ilustrações baseadas nos usos e costumes indígenas.
Poty possui uma extensa obra gráfica, tendo realizado inicialmente diversas histórias em quadrinhos e ilustrado livros de diversos autores nacionais e estrangeiros. Grande propagador da gravura, atua como professor em diversas cidades brasileiras. A ele se deve uma das primeiras apropriações artísticas conhecidas da litografia: pedras litográficas previamente usadas na impressão de rótulos industriais são re-trabalhadas pelo artista que mantém traços das gravações anteriores.
Por vezes seu desenho busca na estilização das formas o efeito da xilogravura. Entretanto, pode também alternar-se entre a mancha e o traço, aproximando-se, por exemplo, da obra de Aldemir Martins e de outros artistas da geração de 1940 e 1950. Em 1968, o artista é convidado pelos sertanistas Orlando Villas Boas e Noel Nütels para uma estada no Parque Nacional do Xingu, durante a qual realiza cerca de 200 desenhos sobre os hábitos e costumes dos indígenas. Para a crítica de arte Nilza Procopiak, nesses trabalhos, o artista demonstra notável domínio da forma e da técnica, tanto na gradação entre as espessuras das linhas, como nos planos, contornos, na observação dos motivos geométricos presentes na cestaria e na cerâmica.
Poty dedica-se também à realização de obras monumentais em madeira, concreto e cerâmica. Seus murais, vitrais e painéis apresentam ampla relação com a sua atividade de gravador, principalmente pela aproximação à visualidade da xilogravura. Para o estudioso Orlando Da Silva, um elemento em comum em sua produção é o vigor presente no traço dos desenhos, no corte decisivo e profundo da madeira para a gravura, assim como na talha e nos murais.
(Fonte: http://mocaartes.com.br)
(Fonte: Veja, 28 de janeiro de 1998 – Edição n° 1531 – ANO 31 – N° 4 – ARTE/ Por Glenda Mezarobba – Pág; 96)
- Poty, fez gravura, serigrafia, litografia, desenho, pintura.


