Nanni Galli, antigo piloto de Fórmula 1 e Esporte-Protótipos, com passagem discreta em quatro temporadas da Fórmula 1 entre 1970 e 1973

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Ex-McLaren e Ferrari

 

Com passagem discreta em quatro temporadas da Fórmula 1 entre 1970 e 1973, o italiano Nanni Galli teve também passagem pelo turismo, com um quarto lugar geral em Le Mans

 

 

Giovanni Giuseppe Gilberto Galli (Bolonha, 2 de outubro de 1940 – Prato, 12 de outubro de 2019), foi um ex-piloto italiano de Fórmula 1 e Esporte-Protótipos, que teve em sua história presente em momentos de quatro temporadas da Fórmula 1.

 

O italiano Galli, nascido em Bolonha, região italiana da Emília Romagna, participou de 20 corridas, tendo se classificado para 17 delas, todas entre 1970 e 1973. A estreia aconteceria pela McLaren na corrida de casa, em Monza, mas o piloto nascido em Bolonha não conseguiu uma posição no grid.

 

Em 1971, teve o campeonato com maior número de participações, assinando com a March e completando quatro corridas com um 11º lugar em Silverstone como melhor posição final. Em 1972, fez quatro corridas pela Martini com chassi Tecno e substituiu Clay Regazzoni no GP da França pela Ferrari, chegando na 13ª colocação.

 

Em 1973, com um carro de Frank Williams e chassi Iso-Marlboro, Nanni teve sua melhor posição final, cruzando a linha final de Interlagos no nono lugar. Apesar disso, foi sua última temporada na F1 e deixou o grid sem somar pontos.

 

Antes da F1 e até mesmo durante sua passagem pela principal categoria do mundo, Galli passou bem no turismo e no endurance, com destaque para um quarto lugar geral nas 24 Horas de Le Mans e um segundo posto nas 12 Horas de Sebring. Nanni serviria como piloto de competição dos irmãos Pederzani, tendo também seu histórico muito ligado a outro construtor de muita tradição: a Alfa Romeo.

 

Disputou ao todo quatro edições das 24h de Le Mans. Foi quarto colocado na estreia em 1968 ao lado de Ignazio Giunti a bordo de uma T 33/B 2; 7º colocado no ano seguinte, só que ao volante de um Matra-Simca; foi desclassificado na disputa de 1970 e abandonou em 1972 – ambas com Alfa Romeo. Também tomou parte com a marca do trevo de quatro folhas em diversas corridas do World SportsCar Championship, a versão antiga do WEC.

 

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Nos monopostos, correu eventualmente de Fórmula 2 e emergiu à Fórmula 1 em 1970, tentando – sem sucesso – a qualificação para o GP da Itália, o mesmo em que morreu nos treinos o austríaco Jochen Rindt, que venceria o campeonato post-mortem. O carro era uma McLaren M7D com motor Alfa Romeo V8, que tinha apenas 400 cavalos.

 

Esses motores foram para o March 711, o famoso “tábua de passar roupa”, com o qual Galli faria três corridas no campeonato de 1971 e as demais com o Cosworth. Estreou na categoria com um abandono na chuva em Zandvoort, após falhar a classificação em Mônaco. Seu melhor resultado no ano foi o 11º posto em Silverstone.

 

No ano seguinte, Nanni foi o piloto que estreou o Tecno PA123/3, bólido justamente construído pelos irmãos Pederzani com um motor 12 cilindros boxer de 460 HP. Com ele, disputou quatro corridas pelo campeonato e fez um 3º lugar numa corrida não-oficial em Vallelunga, o GP da República Italiana, ganho inclusive por Emerson Fittipaldi.

 

Em Clermont-Ferrand, o italiano teve à disposição uma Ferrari como regra-três de Clay Regazzoni, mas não obteve êxito algum com o monoposto da Casa de Maranello, terminando em 13º lugar no GP da França.

 

Em 1973, fechou com a equipe de Frank Williams, que usava os modelos Iso-Marlboro desenhados por John Clarke. Mas só disputaria as cinco primeiras etapas: foi 9º colocado no GP do Brasil em Interlagos e 11º na África do Sul. Deixou a categoria após o GP de Mônaco com 17 GPs disputados e nenhum ponto somado.

 

Depois de encerrar sua carreira de piloto de competição, Galli ainda se envolveria com a Fórmula 1 em dois acontecimentos: foi através dele que Michele Alboreto chegou à categoria máxima em 1981 (Nanni foi um dos apoiadores do ingresso do jovem compatriota); e ele também seria o responsável por convencer Luciano Benetton (o pai) a comprar a Toleman após investir nas equipes Tyrrell e Alfa Romeo.

Nanni Galli faleceu aos 79 anos.

(Fonte: https://rodrigomattar.grandepremio.com.br/2019/10 – FÓRMULA 1, MEMORABILIA / Por Rodrigo Mattar – 13 DE OUTUBRO DE 2019)

(Fonte: https://www.grandepremio.com.br/f1/noticias – F1 / NOTÍCIAS / GRANDE PRÊMIO / REDAÇÃO GP, DE SÃO PAULO – 12/10/2019)

O GRANDE PRÊMIO é a maior mídia digital de esporte a motor do Brasil, na América Latina e em Língua Portuguesa, editorialmente independente.

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