Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, cientista de projeto nuclear que trabalhou no programa de armas nucleares do Irã por duas décadas.

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Principal cientista de projeto nuclear iraniano

 

Mohsen Fakhrizadeh trabalhou no programa de armas nucleares do Irã por duas décadas.

 

Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi (1961 – Absard, Irã, 27 de novembro de 2020), principal cientista por trás do projeto nuclear iraniano.

 

O cientista iraniano proeminente, era visto fora da nação como uma figura de liderança no programa nuclear do Irã.

 

Especialistas e oficiais ocidentais acreditam que Fakhrizadeh tinha papel crucial em supostos projetos no passado para desenvolver métodos de criar um arsenal de armas nucleares, por trás da fachada de um programa de enriquecimento de urânio.

O Irã nega ter buscado o desenvolvimento de armas nucleares.

 

Armas nucleares

Fakhrizadeh era considerado o principal nome dos programas secretos iranianos para projetar uma ogiva atômica pelos serviços de inteligência dos EUA e de Israel e trabalhou no programa de armas nucleares do Irã por duas décadas, até que este foi oficialmente interrompido no começo dos anos 2000.

Há suspeitas, porém, de que ele continuou envolvido em planos secretos depois disso.

Fakhrizadeh liderou o chamado programa “Amad” ou “Esperança” do Irã. Israel e o Ocidente alegaram que se tratava de uma operação militar visando a viabilidade de construir uma arma nuclear no Irã. Teerã há muito mantém que seu programa nuclear é pacífico.

 

A Agência Internacional de Energia Atômica diz que o Irã “realizou atividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo explosivo nuclear” em um “programa estruturado” até o final de 2003. Esse seria o programa Amad, que incluiu o trabalho em altos explosivos cuidadosamente cronometrados necessários para detonar uma bomba nuclear.

Um relatório polêmico de um observador das Nações Unidas, publicado em 2011, identificava Fakhrizadeh como figura central em esforços de desenvolvimento de tecnologia e habilidades necessárias para a produção de bombas atômicas, e sugeria que ele ainda teria um papel importante nesse tipo de atividade.

 

Acredita-se que ele era um oficial sênior na elite da Guarda Revolucionária. Fakhrizadeh foi o único iraniano identificado pelo relatório.

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O que diz o Irã?

 

A Agência Internacional de Energia Atômica da ONU tentou por muito tempo reunir-se com Fakhrizadeh como parte de uma investigação para determinar se o Irã fez ou não pesquisas ilícitas sobre armas nucleares.

 

O Irã não deu nenhum sinal de que atenderia o pedido do órgão, e reconheceu Fahkrizadeh apenas como um oficial do exército sem envolvimento com o programa nuclear, de acordo com uma fonte diplomática com conhecimento sobre o assunto.

 

Ele também foi nomeado em uma resolução de 2007 da Organização das Nações Unidas como uma pessoa envolvida em atividades com mísseis balísticos e nucleares.

 

O que se sabe sobre seu passado?

 

Um grupo opositor exilado iraniano, o Conselho Nacional de Resistência do Irã (NCRI), publicou um relatório em 2011 onde alegadamente havia uma foto de Fakrizadeh, com cabelos escuros e barba. Não foi possível verificar a veracidade da imagem independentemente.

 

O NCRI disse em relatório que Fakhrizadeh nasceu em 1958 na cidade sagrada do islã xiita, Qom, e foi vice-ministro da Defesa e general brigadista da Guarda Revolucionária. O documento também afirma que ele possuía um doutorado em engenharia nuclear e lecionava na Universidade Imam Hussein, no Irã.

Mohsen Fakhrizadeh foi baleado na cidade de Damavand, na província de Teerã, e chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu. Ministério da Defesa acusa Israel pela morte.

O governo iraniano acusa Israel pelo ataque. Segundo o jornal “New York Times”, o cientista era um dos maiores alvos da Mossad, o serviço de inteligência israelense.

O porta-voz do gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que ele não comentaria a morte de Fakhrizadeh.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Javad Zarif, postou uma mensagem na qual diz que o assassinato foi “uma covardia” e um ato terrorista, e diz que há “sérias indicações do papel israelense”.

“Terroristas assassinaram um eminente cientista iraniano hoje. Esta covardia – com sérias indicações do papel israelense – mostra uma guerra desesperada contra os perpetradores. O Irã apela à comunidade internacional – e especialmente à UE – para acabar com seus vergonhosos padrões duplos e condenar este ato de terror de Estado”, escreveu.

(Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/11/27 – MUNDO / NOTÍCIA / Por G1 – 

(Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/2020/11/27 – INTERNACIONAL / ORIENTE MÉDIO / Da Reuters – 27 de novembro de 2020)

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