Milton Katims, foi maestro que liderou a Orquestra Sinfônica de Seattle
Milton Katims (nasceu em Brooklyn, em 24 de junho de 1909 – faleceu em 27 de fevereiro de 2006 em Shoreline, Washington), maestro americano e renomado violista que tocou sob a regência de Toscanini e regeu a Orquestra Sinfônica de Seattle por mais de duas décadas.
Como violista, o Sr. Katims teve uma carreira de destaque incomum. Além de passar 11 anos se apresentando sob a regência de Toscanini na Orquestra Sinfônica da NBC, ele frequentemente se juntou ao Quarteto de Cordas de Budapeste como artista convidado e fez diversas gravações com esse grupo. Estreou o Concerto para Viola de Morton Gould em 1952 e participou do prestigiado Festival Prades de Pablo Casals, onde gravou uma versão conhecida e penetrante do Quinteto de Cordas em Dó Maior de Schubert com Casals, Isaac Stern, Alexander Schneider e Paul Tortelier.
Nascido no Brooklyn, filho de pais austro-húngaros e russos, o Sr. Katims começou a tocar violino, mas migrou para a viola após concluir a graduação. Desde cedo, ele também se interessou por regência. Dizem que conheceu Toscanini aos 7 anos de idade, quando pediu um autógrafo ao imponente maestro após um concerto.
O Sr. Katims foi um dos poucos violistas comprometidos que conseguiu fazer a transição para a carreira de regência. Ele o fez após adquirir experiência sólida regendo seus próprios colegas como regente assistente da Orquestra da NBC. Em 1954, o Sr. Katims aceitou o cargo de diretor musical da Orquestra Sinfônica de Seattle, mudando-se para o oeste com sua esposa, a violoncelista Virginia Peterson Katims, e seus dois filhos.
Ele ocupou o cargo em Seattle por mais de duas décadas e foi creditado por elevar o perfil nacional da orquestra, aprofundando seus laços com a comunidade e liderando a campanha para reformar o Auditório Cívico de Seattle, mais tarde conhecido como Ópera e agora como McCaw Hall. Em 1976, após conflitos com a diretoria da orquestra, o Sr. Katims mudou-se com a família para o Texas e atuou por oito anos como diretor artístico da Escola de Música da Universidade de Houston.
O Sr. Katims finalmente retornou a Seattle. Em 2004, ele e a esposa escreveram um livro de memórias, “The Pleasure Was Ours” (O Prazer Foi Nosso).
Além de suas aulas em Houston e, anteriormente, na Juilliard School, o Sr. Katims exerceu uma influência mais sutil sobre as gerações mais jovens de músicos por meio das inúmeras partituras que editou para a editora International Music. Ao tocar a partir dessas edições, inúmeros alunos de viola, talvez inconscientemente, aprenderam seus dedilhados e arcadas para obras seminais do repertório.
O Sr. Katims também levou sua experiência com a viola para sua carreira como regente. “Empunhando a batuta”, escreveu ele no The New York Times em 1950, “você pode enganar o ouvinte desatento, mas não pode enganar os homens que tocam para você. Como trabalho em ambos os lados do pódio, sei que conquistar o respeito e a aprovação dos músicos é de extrema importância.”
Milton Katims morreu na segunda-feira 27 de fevereiro de 2006, em Shoreline, Washington, um subúrbio de Seattle. Ele tinha 96 anos.
Além da Sra. Katims, ele deixa um irmão, Seymour, de Honolulu; um filho, Peter, de Byron Bay, Austrália; uma filha, Pamela Katims Steele, de Seattle; e dois netos.
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/2006/03/02/arts/music – New York Times/ ARTES/ MÚSICA/ Por Jeremy Eichler – 2 de março de 2006)
© 2006 The New York Times Company

